PODERES DA CÂMARA MUNICIPAL – Falámos, na semana anterior, da existência de prédios importantes da cidade muito degradados, interessando pôr termo a essa situação, pois empobrecem a nossa urbe. Diz-se que, muitas vezes, a câmara nada pode fazer porque os prédios são privados. Não é bem assim. Há regras sobre a conservação de prédios urbanos que podem e devem ser aplicadas. Esperamos voltar a este assunto.
ÁRVORES, ÁRVORES, ÁRVORES! – Temos parques na cidade onde faltam árvores.
Não tem sentido. As árvores fazem muita falta nas cidades e vilas, devendo
dar-se particular atenção às que são frondosas e, dentro destas, às autóctones.
Um exemplo: ainda um dia destes passei pelo Parque de Sinçães e, visto do alto
de qualquer uma das suas pontes, nota-se bem a falta de árvores.
ACESSO AO PARQUE DE SINÇÃES – Já o dissemos e importa
repetir. Quem vive na Rua Ana Plácido e nas ruas próximas tem o acesso ao parque muito dificultado, pois precisa de subir bem alto por uma de duas pontes
para lá chegar. Se para gente nova essa subida é desporto, para pais que têm crianças pequenas ou para
pessoas de idade e dificuldade de mobilidade é um tormento. Repare-se que essa
dificuldade de acesso não existe quanto ao Parque da Devesa nas Avenidas
Marechal Humberto Delgado e do Brasil.
BUPI – Não é de admitir que não se faça o cadastro integral dos
prédios rústicos, não só do concelho, mas de todo o país. O BUPI ajuda, mas não
basta. É preciso ir mais longe, passando
a ser obrigatório o registo de todos. Não se diga que não é possível, pois é
muito caro. Bastará que, freguesia a freguesia, se faça um levantamento dos
prédios não registados e notificar os donos dos prédios para fazer tal registo.
Se não se souber quem são os donos, um edital devidamente regulado resolverá o
problema. Donos que não aparecem, não existem. Quando houver heranças indivisas há sempre um cabeça de casal que pode
ser identificado e ter a obrigação de fazer o registo. Basta aperfeiçoar a lei
sobre esta matéria.
GONDIFELOS – Neste processo de restauração de freguesias, Gondifelos deu um bom exemplo, pois sendo a
freguesia maior da união (Gondifelos,
Cavalões e Outiz), mostrou não pretender continuar a exercer um domínio sobre as
duas mais pequenas e antes tomou a iniciativa de se separar, para ser a
freguesia secular que sempre foi, mantendo a sua identidade. Merece parabéns!
CAVALÕES E OUTIZ – Entretanto, pela minha parte – e é apenas a minha opinião – não via nenhum problema em que Cavalões e Outiz continuassem unidas, pois são freguesias aproximadamente iguais com diminuta população e formariam uma boa freguesia. No entanto, a Lei n.º 39/2021, de 24 de Junho, que regula esta matéria de desagregação de freguesias, não permite isso, nesta fase. Diz expressamente: ou se separam todas ou fica tudo na mesma.
DIFERENTEMENTE – Como se explica que, em 2013, Calendário, com 9944 eleitores, e Vila Nova de Famalicão, com 7366, se tivessem unido, perdendo a
autonomia e formando uma freguesia com
17310 eleitores (dezassete mil e trezentos e dez eleitores), enquanto, ao lado, Brufe, com 2048 eleitores, e Gavião
com 3412, mantivessem a sua autonomia,
tendo cada uma junta própria?
(Em Jornal de Famalicão, 20/02/25)
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