O Hotel Garantia já deixou de ser hotel há mais 40 anos (em que ano fechou as portas?) e o edifício da antiga Caixa Geral de Depósitos (quando deixou de lá funcionar este banco?) serve, desde há muitos anos, apenas para colocar anúncios fúnebres. Tem-se salvo o edifício que foi da Ourivesaria Cunha e que, depois de um longo período com um stand de automóveis, tem hoje uma utilização mais condigna.
Em vez disso, acabou há poucas semanas de se operar a demolição do prédio que foi da Confeitaria Vieira de Castro (onde morou e trabalhou um dos grandes industriais famalicenses do século XX) e anuncia-se agora, em vez dele, um prédio com cércea superior à do hotel (5 pisos, sendo 4 acima da cota de soleira) que provoca muitas perguntas.
Não houve ali até há pouco tempo um anúncio para uma obra bem diferente? A que título fazer ali um prédio de 5 pisos sem um adequado enquadramento urbanístico devidamente publicitado? Expliquem-nos bem o que se vai fazer naquela zona da cidade (diz-se que pertence tudo ou praticamente tudo ao mesmo dono) ou se se trata apenas de mais uma inadequada e desastrada intervenção isolada. Para responder a estas e outras perguntas é preciso tempo e boa vontade da câmara e dos serviços de urbanismo. Tempo tenho muito pouco. Boa vontade da câmara e dos serviços conto com ela.
P.S.: A fusão da freguesia de Vila Nova de Famalicão com a de Calendário foi um erro. O que tem sido feito para lhe pôr cobro? Quando telefono para a antiga freguesia de Famalicão remetem-me frequentemente (assuntos mais delicados) para Calendário, que pouco liga. Ficamos vassalos.
(Em Opinião Pública)