Li isto na Fama TV de dia 21 de setembro de 2020: "O concelho de Famalicão registou na última semana (de 14 a 20 de setembro) 56 novos casos de infecção por COVID-19, segundo o boletim desta segunda-feira da Direcção Geral da Saúde (DGS)".
Esta informação é importante, mas insuficiente. Saber que no nosso concelho numa semana houve 56 novos infectados (para além dos que já existiam e que são centenas, embora não saiba quantos) é uma informação que obriga a ter cuidados, pois não estamos livres de se espalhar ainda mais.
Mas falta informação. O nosso concelho tem mais de 200 km² e mais de 120.000 habitantes e 49 freguesias (se deixarmos de lado as uniões). Ora, ficamos sem saber em que freguesias há mais casos e muito menos as razões deles. Não se trata de uma curiosidade mórbida, trata-se de ter informação para saber como agir melhor. Os cuidados devem ser redobrados nos sítios onde ocorrem mais casos.
Compreendo que não esteja disponível essa informação por a DGS não a dar, mas é dever dos meios de comunicação social procurá-la e é dever do município, particularmente da câmara, trabalhar para conseguir essa informação. O mesmo se diga das juntas de freguesia.
E não temos uma autoridade sanitária a nível do concelho? Se a temos, importa que saibamos quem é e que nos aconselhe devidamente, sem alarmismos. Mesmo que os dados não sejam totalmente precisos, seguramente que é possível obter dados aproximados para servirem de orientação. Repare-se que não se trata de saber o nome das pessoas ou das famílias. Trata-se de saber locais do concelho, muito particularmente freguesias, mais atingidos. Importa também saber como está o nosso concelho em comparação com outros concelhos vizinhos e com o resto do país. E a evolução que tem ocorrido.
Todos devemos estar a lutar contra esta doença que tanto perturba as nossas vidas.
(Em Opinião Pública, 24/09/20)