quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Diário famalicense – novos apontamentos

ESCOLA BÁSICA CONDE SÃO COSME – A escola onde se vota, na cidade, junto dos Paços do Concelho, está bonita, mas não se compreende que não tenha uma árvore! Como é possível? E andamos nós (ASPA-GIE) aqui há mais de 20 anos a plantar árvores naquela escola para substituir outras velhas e agora nem uma? Não dá para compreender.

PARTIDOS – Os partidos famalicenses precisam de ter vida. Precisam de ter portas abertas e ligar-se à sociedade. Ter iniciativas. É triste ver como funcionam actualmente. Tantas coisas que poderiam fazer e até em comum.

AUTARQUIAS LOCAIS  E não é tarde para começarem a encarar as próximas eleições autárquicas. Elas são em 2021, mas devem preparar-se desde já, começando a contactar, por exemplo, as pessoas mais adequadas para debater problemas do município e das freguesias.

OPINIÃO  Se os jornais famalicenses fossem ricos em opinião, haveria seguramente quem comentasse detalhadamente os resultados eleitorais do nosso concelho. Assim: a percentagem de abstenções que, entre nós, costuma ser inferior à nacional; a vitória curta, mas significativa, do PS; a comparação dos resultados das autárquicas de 2017 com as legislativas do dia 6 de Outubro de 2019; a razão pela qual o concelho vota, em regra, à esquerda a leste e à direita a oeste. Tantos elementos a merecer atenção.

LEGISLATIVAS E AUTÁRQUICAS  É interessante verificar que em Famalicão há um equilíbrio eleitoral entre PS e PSD nas últimas eleições gerais, mas um grande desequilíbrio a favor do PSD nas últimas eleições autárquicas. Não é normal. Mas há seguramente explicação. Ninguém escreve?

ECOVIA FAMALICÃO–PÓVOA – Está prevista para breve uma ecovia que permitirá a circulação de peões e ciclistas entre Famalicão e a Póvoa. É uma boa notícia. Durante anos, este projecto esteve bloqueada por desinteresse da Póvoa de Varzim. Felizmente esse problema está ultrapassado e assim será possível em pouco mais de uma hora fazer o trajecto (29 km?) em bicicleta e em menos de 5 horas a pé (marcha). Sou pouco seguro em tempos para estas viagens, mas não devem andar muito longe.

UNIDADE DE SAÚDE PÚBLICA DE FAMALICÃO – Esta importante estrutura de saúde tem sede em Delães. É importante que ela esteja bem sinalizada. Desde logo, à saída da cidade. E em Avidos, também. Actualmente tem apenas indicação de Riba d’Ave, mas deveria dizer também Delães ou ter o símbolo da unidade de saúde. E a sinaléctica deveria continuar ao longo do trajecto.

MAIS CIDADE – Quando teremos devidamente urbanizada a zona entre o tribunal judicial e a Casa das Artes? Será assim tão difícil fazer cidade naquele local, uma antiga quinta abandonada ? Parece-me que temos ali terreno para construir prédios (muitos) e fazer mais parque da Cidade: desde a Devesa , passando por Sinçães e terminando no tribunal judicial.

(24/10/19)

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Ruas e praças

DOIS IRMÃOS – António José Maria de Oliveira e Alípio Ascensão de Oliveira, nascidos na primeira metade do século passado, eram dois irmãos, ainda que com grande diferença de idades (como era frequente, naquela época, em famílias numerosas), que contribuíram com a sua vida profissional para a formação da cidade de Famalicão que hoje temos.

ANTÓNIO MARIA DE OLIVEIRA – O primeiro, mais velho, falecido há 50 anos, fundou com Álvaro de Oliveira, Gaudêncio Alves e o Senhor Machado de Vale (São Cosme), a sociedade Alves, Oliveira e Machado, Lda. com sede na Avenida da Estação (hoje Avenida 25 de Abril) dedicada ao comércio de ferragens e ao fabrico de postes de cimento, com uma das duas fábricas em frente ao cemitério municipal. Desta saíram centenas de milhar de postes de electricidade que ainda hoje estão espalhados pelo norte do país. São os postes Águia, que bem se identificam com os círculos redondos no interior e a marca de uma águia estilizada na parte lateral, voltada para a estrada com indicação de data de fabrico. Mas também milhares argolas de cimento para poços e outros artigos de cimento foram fabricados em Moço Morto e também no centro da vila, junto do estabelecimento comercial.

ALÍPIO DE OLIVEIRA – O segundo, Alípio de Oliveira, tomou conta, juntamente com Álvaro Moreira de Oliveira, da Casa das Louças, situada na Praça 9 de Abril, dando origem a um estabelecimento muito procurado no seu ramo e que resistiu ao assalto dos grandes centros comerciais até há bem pouco tempo.

DUAS CENTENAS DE ESTABELECIMENTOS – Mas estes dois estabelecimentos são apenas um afloramento das quase duas centenas que existiam (e muitos ainda resistem) e desenvolveram muito a sede do nosso concelho. A listagem foi elaborada, recentemente, por Álvaro Moreira, da Casa das Louças, e dela mencionamos apenas alguns, correndo o risco de cometer injustiças nomeadamente por omissão, mas que os leitores suprirão, lembrando os muitos que faltam.

PRAÇA 9 DE ABRIL – Começamos pela Praça 9 de Abril, a praça mais antiga da cidade, e aqui recordamos a famosa Pensão Ferreira, a alfaiataria Jaime Pinheiro e o Talho Adriano, para além da Casa das Louças.

RUA SANTO ANTÓNIO – Os irmãos Lopes (Augusto, Clemente e João) marcaram a Rua de Santo António do lado sul com três estabelecimentos diferentes e muito procurados. Do lado norte, para além da Confeitaria e fábrica Vieira de Castro, não podem ser esquecidos a Casa Marinheiro, a farmácia Barbosa e o Hotel Garantia.

CAMPO DA FEIRA – Muitos estabelecimentos floresceram à volta do então campo da feira (hoje ocupada pela Fundação Cupertino de Miranda). Do lado norte, lembramos a Ourivesaria Cunha, a Confeitaria Guimarães, a Farmácia Cameira, a Chapelaria Oliveira e a Confeitaria Bezerra. Do lado poente, a Confeitaria Moderna, ainda bem viva, a Casa Malvar, a Casa Orquídea, o Restaurante Pica Pau, o estabelecimento Branco, Ferreira e Martins e a procuradíssima Enfermaria Alves, mais ao fundo. Do lado nascente, a Sara Barracoa, José Martinho Carneiro, os restaurantes Tanoeiro e as Filhas do Tanoeiro.

Muito mais há ainda para mencionar nas ruas e praças da então vila e hoje cidade.

(Em Opinião Pública, 10/10/19)