domingo, 26 de maio de 2013

O tempo é escasso

Li a imprensa local desta semana e o que disse confirma-se. Vejam o número de fotografias do candidato a presidente da câmara da coligação PPSD/CDS. Mais, muito mais de uma dezena! Do candidato do PS nada. Alguns acharão que está tudo bem. Eu não acho e não tanto pelas fotografias em si, mas pelo que isso significa.

Quanto a movimentos de independentes tenho pena que não haja famalicenses novos e velhos a lutar por uma lista assente na dedicação ao nosso concelho. Não seria uma lista contra as outras. Seria uma lista para animar e enriquecer a escolha eleitoral que se aproxima a passos largos (Setembro/Outubro deste ano).

O tempo é escasso e por isso não escrevo, como gostaria, acerca de dois temas estreitamente ligados, embora aparentemente possa não parecer e que deveriam ser tema da campanha eleitoral. Refiro-me à ligação ferroviária PortoVigo e à avenida do Brasil. Ficará para uma próxima oportunidade.

domingo, 19 de maio de 2013

Partido Socialista – Resposta ao Dr. Pedro Cruz e Silva

Compreendo a resposta cautelosa  e, diria mesmo, partidariamente disciplinada – que me deu à carta que lhe enviei. Compreendo e aceito que este não é momento para andar a debater problemas internos do PS (ou de outro qualquer partido) a poucos meses de eleições. 

Mas é momento para querer saber a proposta política que o PS apresenta para as eleições de Setembro/Outubro de 2013. A meu modo de ver, o PS deveria estar no terreno de modo bem visível, a mostrar o que tem para oferecer aos famalicenses. Abro os jornais locais semana a semana e vejo com profusão fotografias e textos alusivos a actividades do candidato a presidente da câmara municipal da coligação PSD/CDS. Raramente vejo fotografias e actividades do candidato do PS. Não creio que tal se deva a uma discriminação dos jornais, mas antes a uma ausência de acção política visível.

E há tantos assuntos que estão aí á espera de uma palavra do PS. Tantos problemas concretos do nosso concelho que foram mal resolvidos pela actual câmara e muitos mais que não foram sequer resolvidos e deviam. É desses problemas que deveríamos estar a falar para informar e ajudar a formar a opinião pública local. Sei que não é dos que me perguntará quais problemas, pois sabe bem quais são muitos deles. Pela minha parte confesso que é larga lista a que possuo e não está completa. Mas mal seria do PS se estivesse à espera dessa minha lista.

Famalicão está a perder com este silêncio do PS e digo-lhe que se houvesse por aí um movimento de independentes a lutar por melhor, Famalicão estaria junto dele.

(suprimi saudações e parte final)

Cidade – Pensão Santo António

É bom ver o centro histórico da cidade enriquecido e ele enriquece sempre que um edifício antigo é recuperado e bem recuperado. Assim acaba de suceder com a Pensão Santo António e só é pena que tenha ali junto o malfadado posto de turismo (e anunciava-se que aquilo ali seria uma recuperação, lembram-se? Recuperações dessas dispensavam-se bem).

Voltemos à Pensão Santo António, para felicitar os proprietários pela recuperação e desejar bom futuro nestes tempos tão difíceis.

domingo, 12 de maio de 2013

Entrevista de Paulo Cunha ao jornal O Povo Famalicense

Li com agrado a entrevista do Dr. Paulo Cunha dada ao jornal O Povo Famalicense de 7 de Maio de 2013. Julgo que temos um candidato do lado do PSD/CDS que tem valor e isso é motivo de satisfação. Apreciei particularmente a parte relativa à defesa da democracia participativa, chamando todos os famalicenses a uma cidadania activa. Também a decisão de apresentar candidatos às 49 freguesias do concelho merece aplauso, se entendida como a entendo. Apreciei menos o estilo da última resposta. Fico à espera de que tenha um opositor à altura (e melhor, claro) para bem do nosso concelho.

Resposta do Jovem Socialista Famalicense

Considero-me interpelado pelo texto que, sob o título Carta Aberta a Um Jovem Socialista Famalicense – O que se Passa com o PS de Famalicão, foi dado à estampa no passado dia 7 de Maio de 2013, no jornal O Povo Famalicense. Para tanto, pressuponho-me "jovem" e afirmo-me socialista. Partilho das reservas e das críticas que o Sr. Professor assinalou na sua missiva. Também sou da opinião de que o Partido Socialista leva longos e demasiados anos sem encontrar um caminho aberto, plural, participativo e ganhador. Demasiadas vezes, talvez, se afastou até da sua missão de partido político democrático ao serviço de Vila Nova de Famalicão e dos famalicenses. Mas a vida política faz-se de momentos e de participações. E, por isso, tenho que confessar que, nos últimos tempos, eu próprio me afastei (por motivos profissionais, universitários, académicos, pessoais e, também, políticos) do centro das decisões do Partido Socialista local. Ignoro, em larga medida, quais sejam as decisões e as opções mais relevantes tomadas recentemente. Mas tenho por certo duas coisas: a primeira é que este não é, para mim, o momento de discutir, serenamente, o futuro do PS. Outros tempos virão, depois da luta (e, espero, da vitória) autárquica, para analisar, debater e decidir, de forma inclusiva e participada, este futuro que todos os socialistas querem auspicioso e renovado. A segunda é que a proposta política do PS para Famalicão nunca deixará de ser uma proposta de liberdade, de igualdade, de auxílio e protecção aos mais desfavorecidos, de promoção do bem-estar e do emprego. Enfim, nunca deixará de ser uma proposta progressista e de bem-estar. Porque, no fundo, esta é a história dos 40 anos do Partido Socialista e dos seus valores fundamentais.

Pedro Cruz e Silva
Advogado

(Omiti a abertura da resposta e acrescentei o nome e profissão na parte final. Na próxima semana tenciono continuar este debate sobre o PS)

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Sol nas Cruzes e chuva na Feira Grande

É bem conhecido um dito popular que adverte do seguinte modo: Sol na Festa das Cruzes em Barcelos (fins de Abril, princípios de Maio) significa chuva na Feira Grande de Famalicão no dia 8 do mesmo mês. E o contrário também: chuva nas Cruzes, sol na Feira Grande. Assim sucedeu este ano. Esteve excelente sol durante a Festas das Cruzes (o dia principal é o 3) e hoje, dia 8, amanheceu a chover na Feira de Famalicão...

terça-feira, 7 de maio de 2013

Que se passa com o PS de Famalicão?

Devo dizer para começar que, mais do que o PS de Famalicão, me interessa Famalicão e a boa solução dos seus problemas. No entanto, o PS tem desempenhado, ao longo destes quase 40 anos de democracia, um papel muito importante no nosso concelho e daí que a ele me dirija para fazer uma pergunta: Que se passa com o PS de Famalicão? É preciso dizer, porque é de justiça, que o PS de Famalicão tem entre os seus membros (e deixo de lado, para simplificar, os simpatizantes) gente de muita qualidade, quer nas gerações mais velhas, quer nas gerações novas. Poderia citar muitos nomes numas e noutras. Pessoas qualificadas, que gostam de Famalicão, que não vivem da política, mas a ela se dedicam com muito empenho e que são respeitadas pela nossa comunidade. Apenas não cito nomes para não criar melindres. 

Ora, o problema é que apesar desses nomes e apesar de ter no concelho dezenas de milhar de eleitores, o PS não atravessa um bom momento. Longe disso! Pode dizer-se que o PS não consegue somar o que tem de bom nas diversas gerações para constituir uma equipa larga, unida e credível. Parece que ao passar do individual para o colectivo o PS subtrai e divide em vez de somar.

Como é evidente, o que acabo de dizer é a minha opinião firme, admitindo que haja outras diferentes. Mas é sobre a minha opinião que quero ouvir o jovem socialista famalicense a quem dirijo esta carta. Não revelo o seu nome, pois deixo isso à consideração do próprio, até porque pode entender não me responder e também porque esta carta poderia ser dirigida a outros jovens socialistas famalicenses que igualmente prezo. Mas se entender responder, ainda que mais pela nossa terra do que por mim, diga-me e repito: Que se passa com o PS de Famalicão? Porque não está, neste momento, no terreno a trabalhar em força e de uma forma bem visível a todos, apresentando de uma forma elaborada e consistente uma alternativa de governo municipal melhor do que a que temos? O PS famalicense não está a dar luta. O PS, a meu ver, assim não vai longe. E quem mais perde é o nosso concelho e isso é que é grave. E por isso o interpelo!
(Em Povo Famalicense, 07/05/13)