Do Orfeão Famalicense tomei conhecimento, ainda muito novo, pela voz do meu avô paterno (António Oliveira), que foi orfeonista e me relatou uma ida à Póvoa de Varzim, no princípio do século XX, na 1.ª fase da vida do Orfeão, que constituiu um êxito. Recordava, especialmente, o momento em que foi interpretado o "Montanhês", uma peça musical que foi muito aplaudida e de que não se conserva memória entre nós. É de notar que o Orfeão Famalicense teve, ao longo da sua vida, três fases: uma inicial muito curta (1916-1918), outra também curta (1926-1928) e depois uma fase que começou em 1957 e perdura até hoje (quase 50 anos).
P.S.: O mês que estamos a viver e que vai entrar por Julho dentro está cheio de futebol. Perdemo-nos no que é secundário. Tudo tem o seu lugar, mas mal vai um país que se entusiasma mais com o futebol do que, por exemplo, com a música! (Escrito depois de ouvir também o Grupo Coral Alma de Coimbra, no dia 14 de Junho, no Porto, na Casa da Música).
(Em Diário do Minho)