terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Novos médicos na ULS do Médio Ave

59 NOVOS MÉDICOS – O Jornal de Famalicão titulava com destaque em primeira página e desenvolvimento no interior: “Unidade Local de Saúde do Médio Ave Acolhe 59 Novos Médicos”. Destes, 32 em formação geral e 27 em formação especializada. A formação geral tem a duração de um ano e a formação especializada entre quatro e seis anos, culminado com a atribuição do título de médico especialista.

ACOLHIMENTO  Estes médicos vêm de vários pontos do país. Que pena o nosso concelho não possuir casas para arrendar, pelo menos a  alguns  destes médicos, a preço razoável! Famalicão atrairia mais médicos e o nosso hospital ficaria mais valorizado e conceituado. E era tão fácil ter essas habitações, até junto do hospital. 

CRECHES – Temos falta de creches!  É a informação que  obtive junto de quem conhece bem o nosso concelho. Era importante saber quais as necessidades concretas que existem neste domínio. E, sempre que possível, as creches deveriam estar junto de locais onde a maioria dos pais trabalha. 

LARES – Segundo a mesma fonte, não faltam só creches, faltam também lares para idosos. Deveria haver aqui também a maior atenção. E deveríamos ser inovadores não só quanto ao tipo de lares (evitar os "armazéns" de idosos), como quanto à sua localização. Sempre que possível deveriam estar dentro das cidades e vilas. Quantos "lares" temos no concelho? Onde está essa informação? 

DOMINGO CHUVOSO – No dia 11 de Janeiro de 2026, apesar de ser domingo, as ruas da cidade estavam desertas. A chuva não foi intensa, mas o céu estava todo nublado e a visibilidade muito reduzida. Era dia de voto antecipado.

VOTO ANTECIPADO – Exerci o voto antecipado na antiga Escola Primária junto da Câmara Municipal. Tudo bem organizado. A enorme maioria dos inscritos para o voto antecipado, votaram. Havia cinco mesas. Na minha mesa de 280 inscritos, só faltavam votar 14 eleitores, cerca das 19h.

DIA DE ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS –  No próximo dia 18/01/26 veremos se a nossa democracia está bem consolidada como desejamos ou se está em risco como alguns sinais fazem temer. Uma democracia consolidada é aquela em que todos (ou, pelo menos, uma grande maioria) lutam por uma "sociedade, livre, justa e solidária" como estabelece o excelente artigo 1.º da nossa Constituição. 

CORRUPÇÃO  São de combater aqueles que afirmam que somos um país de corruptos, porque não somos. Bem o diz o conceituado Juiz Conselheiro Mouraz Lopes, novo Presidente da Agência Nacional Anticorrupção em entrevista ao Público (08/1/26) que merece ser lida (está também em podcast). Há, é claro, corruptos na política e na sociedade, mas são uma minoria que devemos combater. E quantas vezes aqueles que se dizem incorruptíveis bem nos enganam!

TAPETES VERMELHOS – "Famalicão, lugar do Natal" cobriu os passeios do centro da cidade com largas centenas de metros (talvez mais de um quilómetro) de tapetes vermelhos para atrair clientes. O problema é que estes tapetes em muitos passeios são autênticos "tapa-buracos" e, na Rua Adriano Pinto Bastos, uma pessoa que seguia a meu lado, de repente tropeçou num desses buracos e caiu desamparada. Teve sorte, mas poderia ter ido para o Hospital com grave lesão. E teria sido a única que caiu? E nesta data (13/01/26) ainda não foram retirados.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Gabinete dos vereadores

HOSPITAL DE SANTO TIRSO – "Hospital de Santo Tirso está a ser 'empurrado para fora do público sem explicações nem garantias'”, diz a Federação Nacional dos Médicos. Assim titula “Fama Rádio e Televisão” em texto de José Ricardo Barbosa de 06/01/26. Mais informa que se criou um Movimento de Utentes do Hospital de Santo Tirso. Saúdo vivamente este movimento! Ao que consta, querem passar o Hospital para a Santa Casa da Misericórdia que, sendo uma instituição bem rica, atravessa, ao que parece, uma grave crise financeira. Mais informação precisa-se, pois isso tem a ver também com o nosso hospital.

PATRIMÓNIO – O nosso município tem um património próprio que temos o direito de conhecer. Fui à procura dele na página do município. Meti "Património Edificação" na página inicial onde está escrito: "O que procura?". Obtive 287 ocorrências, a primeira das quais era a seguinte: "Reabilitação da Quinta das Águas vence Prémio Januário Godinho". Mas, mais abaixo, apareceu "Património" e, dentro dele: "Património Edificado com afetação de utilização". Abri e aparecem largas centenas de prédios espalhados por todo o concelho, muitos deles "habitação social". Fiquei mais informado. É pena, no entanto, não haver uma informação do valor do total e de cada um dos prédios.

FALE CONNOSCO – Existe na página do município um espaço que se intitula "Fale connosco". Preenchi e enviei com sucesso a seguinte pergunta: "Precisava de saber o valor do património edificado do nosso município. É possível?". Aguardo resposta.

GABINETES DOS VEREADORES – Sabem os leitores onde fica o Gabinete dos Vereadores do nosso município? O caminho a seguir é este: entra-se no Centro Comercial Vinova (Rua Adriano Pinto Basto) e, no piso de entrada vira-se à direita (cuidado com a cabeça, se for alto) até chegar a uma pequena claraboia, bem necessária, pois estamos a percorrer lugares escuros. Depois, vira-se, de novo, à direita e, ao fundo, há uma porta de vidro onde se lê com dificuldade: “Gabinete dos Vereadores”. Chegou! Volte para trás e reconforte-se no estabelecimento do Senhor Machado, porque ali, ao menos, há luz, vida e uma larga esplanada!

MATA DA BOA REGULADORA – Vale a pena ler o artigo de José Carvalho, no jornal online Notícias de Famalicão, intitulado “É preciso agir!”, de 30/12/25, sobre atentados ao nosso território municipal, o último dos quais foi a destruição da mata da Boa Reguladora. Mas, antes deste, JC lembra o que se destruiu no Monte de Santa Catarina (a mancha negra), em Cabeçudos (o falso ecoparque) e em Lousado (à volta da Mabor nem os montes escaparam). Texto bem ilustrado com fotografias!

PROXIMIDADE – Diz-se, em abono da democracia local, que uma das suas características é a proximidade, ou seja, que os fregueses ou munícipes têm fácil acesso aos eleitos, porque estão próximos, podendo obter, por exemplo, a informação que desejam. Infelizmente, nem sempre é assim e, como munícipe de Vila Nova de Famalicão, tenho dificuldade de acesso a informação que me é necessária para participar na vida local (democracia participativa), que é um direito fundamental que a Constituição me assegura (artigos 48.º e 268.º da CRP).

HOTEL MELIÃ – Tenho de desdizer-me e afirmar que, ao que parece, o hotel junto do Jumbo/Auchan vai para a frente. Óptimo! Só que o aspecto arquitectónico não atrai. Vamos ter mais uma vez um projecto de arquitectura pretensiosamente bonito (?), mas nada funcional? Toda a atenção é pouca. E onde vai ficar, concretamente?

CENTRO COMERCIAL GALIZA – Causa pena ver o estado em que se encontra o Centro Comercial Galiza, aliás, como outros. Degradado e vazio. Importa fazer ali uma intervenção e a câmara municipal, que tem ali estabelecimentos seus, não se pode alhear daquela situação. Há modos de intervir e aquilo a que não podemos assistir é ao silêncio. Mais uma vez, aqui um(a) gestor(a) do centro urbano com peso poderia ter um papel importante.

REABILITAÇÃO DE EDIFÍCIOS – Estamos a assistir na cidade à reabilitação de edifícios degradados, o que é bom! No entanto, ainda há muitos para reabilitar, porque estão praticamente abandonados. Vários destes, ocultados por tapa-misérias que têm nome e publicidade do município.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

A igualdade faz parte da democracia

NATAL – O Natal faz-me lembrar muito a sociedade desigual em que vivemos. Uns com muito, demasiado. Outros com pouco, demasiado pouco. Uns, esbanjando comida, outros, pouco tendo para comer. Isto é assim ao nível da nossa terra e do nosso país, mas também a nível universal. Precisamos de lutar por uma cada vez maior igualdade. A igualdade faz parte da democracia. Não há democracia numa sociedade com profundas desigualdades. A democracia exige que todos tenham o suficiente para viver dignamente (alimentação, casa, cuidados de saúde, entre outros bens).

MOBIAVE – Continuo a ver autocarros vazios na cidade. Muitos, mas cheios de lugares vagos. E não sou só eu. É preciso ver o que se passa. O transporte público é importante e deve ser fomentado. Deveria haver uma informação pelo menos mensal do número de passageiros que os autocarros deviam transportar e quantos transportam realmente. Só assim se tem uma ideia do que está a acontecer e da evolução. Os vereadores e os membros da assembleia municipal devem estar atentos para bem do transporte público.

JUMBO/AUCHAN – Está a ser feita uma grande ampliação do hipermercado Jumbo/Auchan (saída para Guimarães). Deveria haver uma informação detalhada na página do município sobre o que se está a fazer ali, mas não há. A falta de informação do costume.

HOTEL – Lembram-se que se anunciou há anos para junto do Jumbo, agora Auchan, um grande hotel com uma boa piscina também pública? Parece que tudo se esfumou. E nós em Famalicão não temos um hotel com essas características e deveríamos ter. Engrandeceria muito mais a cidade do que uma ampliação do hipermercado.

FAMALICÃO, LUGAR DOS HIPERMERCADOS – Anuncia-se Famalicão como lugar do Natal, mas é mais adequado dizer Famalicão, lugar dos hipermercados.

PUBLICIDADE CAMARÁRIA – Os Vereadores do PS requereram, e bem, informação sobre o gasto da Câmara com a publicidade na imprensa local. Ao que parece vão ter de esperar muito, porque dá muito trabalho fazer esse levantamento…

DOUTORAMENTO HONORIS CASUSA – O ISCTE (Instituto Universitário de Lisboa) atribuiu a Isabel Furtado o título de Doutora Honoris Causa e na fundamentação dessa atribuição pode ler-se na página oficial, para além do mais, o seguinte: "Isabel Furtado nasceu em 1961 em Vila Nova de Famalicão. É CEO da TMG Automotive, uma empresa familiar que nasce pelas mãos do seu avô, mas que hoje chega à China e aos EUA, tendo-se tornado líder europeia na produção de interiores para a indústria automóvel. Actualmente, é também presidente do Conselho de Administração da Casa da Música" (…). Estamos de parabéns por este reconhecimento dado a uma famalicense e que este jornal bem destacou.

SONDAGENS PRESIDENCIAIS – Gostaria que as sondagens se enganassem. O motivo é simples. Aborrece-me ver a nossa vontade eleitoral ser determinada por sondagens e não por eleições. Não gosto de chegar à conclusão de que um dia não será preciso eleições, basta haver sondagens bem feitas.

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Esperança, apesar de tudo

PUBLICIDADE I  A publicidade é alimento de um jornal e o Jornal de Famalicão precisa muito dela. A publicidade hoje compreende várias funções: a primeira e mais antiga é a de atrair clientes; mas a publicidade serve também para memória futura e, passadas algumas décadas, as pessoas ficarão a saber, ao fazer-se história, que em Famalicão existiam, pujantes, estas empresas e estabelecimentos; e serve ainda para demonstrar, por parte dos anunciantes, apoio à imprensa local.

PUBLICIDADE II  Foi agradável ver, no número da semana passada (18/12/25) deste jornal, um bom conjunto de anúncios de empresas famalicenses. Permitam-me os eleitores que, sem menosprezo pelos restantes, mencione de modo muito sucinto aqueles estabelecimentos que melhor conheço. Desde logo, o muito conhecido Bom Gosto, pastelaria, salão de chá e não só, que vai a caminho de 70 anos de actividade intensa; também é bom lembrar Amândio Carvalho S.A., uma importante sociedade com mais de 60 anos a construir solidamente, com a boa marca do seu fundador; tem décadas, por sua vez, a Escola de Condução Rolante, a formar automobilistas e não só; o restaurante Casa Pêga é uma referência da gastronomia no concelho; a Pastelaria Famidoce está muito bem situada e é muito procurada; a Confeitaria Moderna, uma das mais antigas da cidade e sempre actual, com o Sr. Luís a dirigi-la com sabedoria e sempre preocupado em bem servir os clientes; e a Farmácia de Gavião, mostrando uma larga equipa dirigida pelo Dr. Figueiredo, colocando-se em primeiro plano neste sector e a informar que faz entregas ao domicílio.

PUBLICIDADE III  Fecha a publicidade com saudações natalícias uma página inteira do município, o que é sempre uma boa surpresa para o JF. O município pode e deve apoiar a imprensa local com equidade, independentemente de o seu conteúdo ser mais ou menos do seu agrado. Aliás, várias leis indicam o dever de publicidade nos órgãos de comunicação social.

LOTARIA – Mas a lotaria da publicidade camarária saiu mais uma vez ao Cidade Hoje, impresso mensalmente. Vejam o número de 17 de Dezembro de 2025: duas páginas inteiras e seis editais. Parabéns!

PARALELOS NAS RUAS – A pavimentação com paralelos existe em várias ruas do centro da nossa cidade e deve manter-se. Os paralelos de granito podem durar séculos e permeabilizam o solo, ao contrário do alcatrão. O que precisam é ser devidamente cuidados e não são. É ver, por exemplo, a Rua Conselheiro Santos Viegas. Se não houver uma intervenção urgente, os paralelos podem sair do lugar.

CIDADE HOJE  O jornal online Cidade Hoje (13/12/25) informa que abre, nas próximas semanas, um "Bar do grupo Classe" no cêntrico e histórico edifício que foi da Caixa Geral de Depósitos, junto do agora reabilitado prédio do "ex-Hotel Garantia". Não sei bem o que é isso, mas parece ser uma boa notícia e, pelo que se nota em obras que estão à vista, vai abrir mesmo.

DIA 21 DE DEZEMBRO – O dia mais pequeno do ano. Pôr do sol às 17h06. Praticamente noite às 17h30. Agora sempre a crescer até ao S. João. Foi um dia muito frio e chuvoso. O rio Este veio mais uma vez cá fora. A neve cobre as terras altas do interior.

UCRÂNIA, PALESTINA E NÃO SÓ – Nós precisamos de paz. A guerra na Ucrânia invadida e a vingança israelita sobre a Palestina têm assumido formas tão violentas que arrepia quem tem um pouco de humanidade. O mesmo sucede noutras partes do globo e, desde logo, em África. A paz é precisa, mas é difícil. Quem tem armas e poder quer a rendição do outro, não um acordo. E, infelizmente, não temos na ordem mundial um poder que sirva de árbitro nestas guerras. A ONU já não serve para os nossos dias, pelo menos enquanto houver o poder de veto das grandes potências. Mas continuemos a lutar pela paz, esperando que a barbárie não triunfe. Tenhamos Esperança!

NATAL – Como gostaria que o Natal fosse o que foi: a alegria do nascimento do menino Jesus, que, 30 anos mais tarde, nos anunciou a Boa Nova, na qual hoje continuamos a acreditar.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Melhorar a nossa terra

LATINO – O prédio conhecido por Café Latino à saída da Rotunda Bernardino Machado, para Guimarães, tapa a ligação entre o Parque da Devesa e o Parque de Sinçães e não devia. A Câmara Municipal, se tiver visão, adquire aquele prédio por negócio amigável ou expropriação (aquisição que já deveria ter sido feita há muito tempo) para fazer a ligação, ainda que seja apenas visual, entre os dois parques. Aliás, um bom arquitecto paisagista saberá fazer bem isso.

COIMBRA – A presidente da câmara municipal de Coimbra trouxe para a ordem do dia o problema dos prédios urbanos que nas cidades (e não só) se degradam e desmoronam, como sucedeu há dias naquela cidade.

DEVERES DOS PROPRIETÁRIOS – Os proprietários de prédios urbanos têm, para além de direitos, que incluem, entre outros, os de os vender e arrendar, deveres e, desde logo, o dever de cuidar dos mesmos.

OBRIGAÇÕES LEGAIS DOS PROPRIETÁRIOS – Para além do dever de pagar o IMI e de prestação de condomínio, quando for caso disso, é da maior importância o dever de fazer obras de conservação pelo menos uma vez em cada período de oito anos e, mais do que isso, realizar todas as obras necessárias à manutenção da segurança dos  prédios, a salubridade e arranjo estético. Dito doutro modo, o proprietário não tem o direito de deixar arruinar os seus prédios. Se o fizer, deve entrar em acção a câmara municipal para, por sua iniciativa ou a requerimento de qualquer interessado, determinar a execução das obras necessárias à correção de más condições de segurança, à insalubridade ou promover as obras de conservação necessárias à melhoria do arranjo estético. A câmara municipal pode ir mais longe e ordenar a demolição total ou parcial das construções que ameacem ruína ou ofereçam perigo para a saúde pública e para a segurança das pessoas (artigo 89.º do Decreto-Lei n.º 555/99, de 16 de Dezembro – Regime Jurídico da Urbanização e Edificação).

BOM SENSO – Claro que estes meios devem ser utilizados com bom senso e não se pode confundir um prédio mal pintado ou com algumas deficiências de um prédio abandonado pelo proprietário que não se importa que ele se degrade e cause até perigo para as pessoas que circulem junto dele. Nestes casos, a câmara tem de ser firme.

MURAL – Está a ser restaurado o mural do Jardim dos Paços do Concelho. É de perguntar porque é preciso restaurar já um mural que tem pouco mais de 20 anos. Por outro lado, está a desperdiçar-se a oportunidade de o colocar em sítio mais adequado. No lugar em que está continua a ser um "espanta-casamentos" e de outros eventos, pois não há fotógrafo que queira tirar ali fotografias tendo como pano de fundo o edifício dos Paços do Concelho, quando de permeio está algo que estraga todas as fotografias. O mural naquele sítio não enriqueceu o jardim, empobreceu-o. E havia um bom lugar para o colocar: junto do lago que fica perto da torre da câmara. E, já agora, quanto custa a restauração?

(I)MIGRANTES – Procuro saber quantos imigrantes temos no concelho. Tive a sorte de encontrar quem, com amabilidade, me informou. Teremos cerca de 12.000, vindos do Brasil, dos PALOP (muitos na construção civil), indianos e paquistaneses (particularmente na indústria) e de outros países da América do Sul (Venezuela e Argentina). Para muitos deles, aprender a nossa língua é problema prioritário. Existe uma formação em Português Língua de Aprendizagem (PLA). Esperamos dar informação mais detalhada sobre este assunto, através do Centro Local de Apoio à Integração Migrante que funciona perto do edifício dos Paços do Concelho.

FAMALICENSES – A secção "Famalicenses" deste jornal, que inclui quem aqui nasceu, quem aqui vive e quem aqui trabalha, tem continuação neste número e o testemunho do famalicense abre deste modo bem singular: "A terra de um homem é onde ele desenvolve persistentemente e de forma habitual o seu labor. Dito de outra forma mais resumida: a Terra de um homem é onde ele trabalha".

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Porque não elogio a câmara

ELOGIO DA CÂMARA Não elogio a câmara municipal porque ela não precisa de elogios. Tem a sua máquina de informação e propaganda bem montada e dos seus feitos dão conta os jornais locais, regionais e até nacionais. E não só…

PÁGINA OFICIAL – Um dos meios mais eficazes de publicidade e propaganda da câmara municipal é a página oficial que deveria ser do município, mas é apenas da câmara e cheia de coisas boas que ela faz. A oposição nem lá tem lugar e devia ter. Em França, como temos dito repetidamente, uma página destas é proibida, por não dar espaço à oposição.

ESCRUTÍNIO – Do que a câmara precisa é de escrutínio e disso me vou encarregando, dentro dos meus limites. Ao fazer a crítica também estou a contribuir para o bom governo do município, pois as críticas acertadas serão certamente tomadas em conta (serão?) e as que não forem aceites, por diferença de opinião ou outro motivo, ficarão registadas e, depois, o tempo dirá quem tem razão. Tenho a humildade de saber que ao criticar nem sempre tenho razão, embora muitas vezes tal suceda por não ter a informação correcta. E quanto à informação de que se precisa para escrever, a câmara é perita em escondê-la. Os jornalistas que o digam…

CABOS ATADOS ÀS PAREDES OU A VOAR – Muitas pessoas não reparam, mas quem estiver atento verifica que estão agarrados às paredes dos prédios da urbe, a uma altura de à volta de dois metros, feixes de cabos da mais variada espécie (telefónicos, operadoras de telemóveis, eléctricos e talvez outros), boa parte deles inactivos. É feio e nunca deveriam estar ali. Para isso devem existir canais subterrâneos (por baixo dos passeios ou pavimentos) devidamente arranjados. Acresce que há também feixes desses nos quintais dos prédios de certas ruas e também aí desfeiam e podem causar prejuízos. Desde há muito que tenho criticado a inacção da câmara.

CABOS NO CENTRO URBANO – Vejo agora pela imprensa local e até regional (por exemplo, o jornal O Minho) que a câmara emitiu um comunicado, informando que vão ser retirados esses cabos do centro urbano para os colocar (os que estiverem activos) em infraestruturas subterrâneas. Ainda bem! Só que fica uma pergunta: porque não foram retirados esses cabos quando se levantou todo o pavimento da Praça D. Maria II e Mouzinho de Albuquerque para fazer o arranjo artístico do centro urbano que custou milhões de euros? Não era a altura apropriada e não ficaria muito mais barato? E só vai retirar nesses lugares? Veja-se a Rua Adriano Pinto Basto, entre outras.

CHEIRO NAUSEABUNDO – Um famalicense chamou-me a atenção para o seguinte facto: na quarta-feira, dia 26 de Novembro de 2025, da parte de tarde, na urbanização do Vinhal, o ribeiro que ali passa no sentido poente-nascente (vindo de Brufe) deitou um cheiro nauseabundo, durante horas, proveniente de restos de uma qualquer pocilga. E perguntava: os guarda-rios que andam a fazer? Moradores daquela zona testemunham que estas situações se repetem frequentemente e têm pena, pois aquela linha de água tem vida e peixes.

LUÍS VALES – Ao novo conselho de administração da União Local de Saúde do Médio Ave, que inclui o Hospital São João de Deus, desejamos, como é óbvio, um bom exercício do mandato, pois será bom não só para o novo conselho, liderado pelo Dr. Luís Vales, como para nós. E insistimos em querer ouvir a sua opinião sobre o futuro do Hospital São João de Deus. Os famalicenses devem-lhe muito, querem honrar a memória e a visão de quem o ergueu e desejam-no bem ampliado e apetrechado. Tem espaço para tal, quer seu, quer à sua volta disponível.

IRIS – O edifício da IRIS pertence à história da nossa cidade. Precisamos de valorizar aquele local bem central e o melhor seria que desse lugar a um bom restaurante, recordando o de enorme qualidade que ali existiu com aquele nome. Temos bons restaurantes na cidade e arredores tão mal instalados! O resto do prédio, o que fica mais dentro da Avenida 25 de Abril, bem poderá enriquecer a habitação e algum comércio na cidade.

HELENA FREITAS – A imprensa local deu o devido relevo – e bem – à atribuição do Grande Prémio Ciência Viva 2025 à famalicense Helena Freitas, bióloga e Professora Catedrática da Universidade de Coimbra. O Jornal de Famalicão foi bem exemplo disso. Estamos todos de parabéns!

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Lutar pelo nosso hospital

HOSPITAL – Precisamos de olhar atentamente para o nosso hospital. Todos queremos que ele seja um lugar que possa atender com elevada qualidade e rapidez aqueles de nós que dele precisarmos quando menos pensamos. Ao que consta, ele corre o risco de se tornar um hospital secundário por falta da adequada atenção que lhe devemos dar. Todos: munícipes, instituições sociais locais, câmara e assembleia municipal e deputados à Assembleia da República precisamos de agir concertadamente para fazermos dele um hospital de primeira linha. Trata-se de o ampliar, de criar condições à sua volta que possibilitem atracção e engrandecimento. A luta pela Maternidade teve êxito, mas não é só dessa especialidade que precisamos e nem essa temos como certa. Será que andamos a dormir? A câmara municipal tem particular responsabilidade nesta matéria, bem como a assembleia municipal.

LUÍS VALES – Tomou posse recentemente (10 de Novembro de 2025) como presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Médio Ave, o que inclui o Hospital São João de Deus, o Dr. Luís Vale, natural do Marco de Canaveses. Importa que a imprensa local o entreviste para que os famalicenses saibam o que pensa, nomeadamente sobre o futuro do nosso hospital.

REUNIÃO DE KICK-OFF – "A ULS Médio Ave realizou ontem, dia 18 de Novembro, a reunião de Kick-off do novo Conselho de Administração (CA), marcando o arranque formal de um ciclo estratégico orientado para a confiança, a reorganização rigorosa e a obtenção de resultados concretos, sempre com o cidadão como eixo central das decisões. A sessão serviu para apresentar a visão global do Conselho de Administração recém-nomeado para o seu mandato, estruturada em quatro áreas prioritárias (Pessoas, Infraestruturas e Modernização, Integração do Modelo ULS e Cuidados de Saúde de Excelência) e definir os princípios de liderança que irão orientar o futuro da instituição". Este texto consta da página oficial da ULS, o que se saúda, mas, de qualquer modo, nesta reunião de arranque (Kick-off) não consta uma palavra em concreto sobre o hospital. Aguardemos. O Conselho de Administração cessante falava da necessidade de ampliação do hospital. Que pensa o novo Conselho de Administração?

OPOSIÇÃO – Em ditadura, a oposição é ignorada ou quando não pode ser ignorada é perseguida. Em democracia, a oposição é respeitada e valorizada. Como é em Famalicão?

ASSEMBLEIA MUNICIPAL – Estamos na expectativa da organização e funcionamento da nossa assembleia municipal. Vamos ter as necessárias comissões permanentes sectoriais (urbanismo, finanças e saúde, por exemplo)? Vamos finalmente ter grupos municipais apoiados com recursos humanos e financeiros para bem exercer a sua missão? Ou a assembleia municipal vai continuar a ser um órgão secundário do nosso município? Bem gostaríamos que não fosse.

PONTE DA LAGONCINHA – Importa valorizar a Ponte da Lagoncinha, em Lousado. Ela deve ser restituída aos peões e apenas a estes, quanto antes. Não deve esperar-se sequer por uma nova ponte que, aliás, se deseja. O Opinião Pública da semana passada fez um bom trabalho jornalístico sobre este assunto. Ficamos a saber que a junta de freguesia e a sociedade civil local movimentam-se e isso é bom.

BOMBEIROS FAMALICENSES – Bombeiros Famalicenses é o nome que se vê em fardas e em viaturas da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Famalicenses e bem! Os bombeiros do nosso tempo são, cada vez mais, membros de uma profissão que precisa de ser acarinhada e de ter uma carreira.

4.000.000 DE LUZES DE NATAL – Quanto custam as festas de Natal aos famalicenses? Não se trata de aplaudir ou criticar os gastos. Trata-se de satisfazer o direito que temos de saber quanto custam.