terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Várias

BESOURO BARULHENTO  A câmara municipal tem o hábito de nos dar os "bons dias" pelas seis horas da manhã através de um tanque civil (mas que poderia ser militar pelo barulho que faz) e que tem por missão, julga-se, limpar as ruas do centro da cidade. É estranho que este besouro barulhento não tenha suscitado ainda a justificada ira dos que sofrem os seus efeitos.

ECODESLEIXO – Quem ainda se lembra da velha estrada nacional que passava pelas Cruz Velhas, seguia junto às antigas urgências do hospital e atravessava duas passagens de nível, a da Linha do Minho (remodelada em 2004) e a da Linha da Póvoa (em má hora encerrada) em direcção a Brufe, sabe onde fica a ecovia. Esta, com início assinalado por uma placa, está num estado deplorável, dificultando a passagem a pé por causa da água que por ali escorre (para além de deslizamento de terras). Uma intervenção adequada resolvia facilmente o problema a não ser que o desleixo continue a imperar.

ABANDONO – Também não se justifica que o resto da via (no sentido oposto, ou seja, em direcção à estação ferroviária) não seja devidamente limpo. Ainda que não possa funcionar, por enquanto, como ecovia, podia e devia mostrar a todos que o dono (o município) trata devidamente o que lhe pertence.

ESTAÇÃO E PUBLICIDADE  Quando é que a câmara municipal sempre pronta a fazer publicidade (através de grandes painéis), coloca um deles no lugar agora desocupado pela comunidade cigana, anunciando o que ali se vai fazer? Ou não se vai fazer nada, contrariando o prometido? Por ali passam largas centenas de pessoas todos os dias. Há muito silêncio da câmara e da oposição sobre este assunto. Será mais importante a cidade desportiva?

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Sociedade de consumo

10.000 objectos por cada família. Que vivemos numa sociedade de consumo, já sabia. Que nessa sociedade de consumo nos incitam a comprar, comprar, mesmo coisas de utilidade ou proveito duvidoso, também sabia. Que, nesta corrida ao consumo, as pessoas e famílias cada vez mais se endividam e, de tal forma, que depois sucedem graves crises também todos sabemos e estamos a experimentar.

O que não sabia é que, de acordo com um estudo efectuado por entidade credível, cada família tem em média 10.000 objectos em casa! Por objectos, entenda-se aqui coisas que se compram, desde uma pasta de dentes, uma esferográfica, uma camisa ou uma televisão. Dez mil objectos! E, ao que parece, para uma família de 4 pessoas 500 objectos chegariam para as necessidades normais.

A este propósito já repararam na quantidade de casas chinesas que temos na nossa cidade? Já lhes perdi a conta. E quanto às chamadas superfícies comerciais vejam só as que temos no âmbito da nossa cidade: E.Leclerc, Jumbo, Intermarché, Freitas, Lidl, Pingo Doce (2) e Minipreço. Tudo sem contar supermercados e outras superfícies de menor dimensão.
Algo está mal e ainda vai piorar se não mudarmos de rumo.

P.S.: Será que a câmara municipal trata mesmo por igual a imprensa local?