quinta-feira, 27 de junho de 2019

Assembleia de freguesia

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA – Não esperava fazer um apontamento da sessão ordinária de 24 de Junho de 2019, da assembleia de freguesia da UF de Vila Nova de Famalicão e Calendário, mas as circunstâncias proporcionaram o presente texto. Comecei por ver, no edifício da Junta de Freguesia de Vila Nova de Famalicão, a convocatória da sessão para as 21h, no Auditório da Avenida de França, e aproveitei algum tempo livre de que dispunha para estar presente.

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA II – Com pequeno atraso começou a reunião e foi agradável ver que praticamente estavam presentes todos os membros da assembleia e da junta. A sala é espaçosa e está devidamente organizada para a função. Na parte superior ficou sentada a mesa, a seguir o executivo e na plateia 12 membros da assembleia, tendo faltado um. Atrás, também na plateia, existe espaço para o público.

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA III – A reunião decorreu muito rapidamente, praticamente sem debate. Depois da habitual informação da presidente, seguiu-se a ordem do dia e as duas propostas de rejeição da aceitação de novas competências por parte das freguesias ao abrigo de recentes decretos-leis foram aprovadas, sem discussão, com a abstenção do PS.

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA IV – Tendo-se esgotado a ordem dos trabalhos, o presidente da mesa, Dr. Jorge Paulo Oliveira, perguntou se havia intervenção do público. Como o público, naquela sessão, era apenas eu, fiz uma breve intervenção. Aproveitei para dizer que me sentia pertencente à freguesia de Vila Nova de Famalicão e, embora tivesse o maior respeito pela freguesia de Calendário, desejava a separação da recente União de Freguesias, pois ambas tinham características muito próprias e capacidade para exercer a sua missão de forma autónoma.

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA V – Aproveitei, também, para dar conta do problema da falta de placas toponímicas em muitas ruas e praças da urbe famalicense, salientando que essa era uma competência das freguesias, ainda que em articulação com o município. Disse, também, que era necessário um site da freguesia, pois isso dava mais dignidade a este ente da nossa organização administrativa. A presidente respondeu amavelmente, reconhecendo algumas deficiências, nomeadamente quanto à informação via internet. E, assim, terminou esta sessão antes das 22h, que gostaríamos de ver mais participada, desde logo, por parte do público.

(Em Opinião Pública, 27/06/19)

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Hospital e placas de toponímia

HOSPITAL – Fui visitar, há alguns dias, um doente ao Hospital S. João de Deus (actual CHMA) e fiquei mal impressionado, desde logo com o átrio de entrada do 2.º piso da enfermaria de cirurgia. Havia cadeiras para as pessoas se sentarem e conversarem sem invadir os quartos, mas as cadeiras, forradas a napa, estavam rasgadas e com a esponja à mostra.
A vontade de sentar era pouca. Só quem precisasse muito.

HOSPITAL II – Mas o pior, segundo soube, é que o estado destas cadeiras é apenas uma imagem dos problemas da falta de manutenção do hospital. Desde pequenos buracos no chão de enfermaria até suportes de soro com rodas que não deslizam, passando ainda por medidores de tensão arterial deteriorados e espaços no serviço de urgências sem funcionamento adequado do ar condicionado, existe de tudo um pouco. Não pode ser! Gerir um hospital não é nada fácil (e com escassez de dinheiro muito menos), mas problemas destes precisam urgentemente de ser resolvidos.

HOSPITAL III – Mas não é apenas nos aspectos maus que nos devemos focar. Temos razões para ter orgulho no hospital, pois tem potencialidades que não devem ser descuradas. Temos o dever de lutar por mais estacionamento à sua volta e para esse efeito não podemos abrir mão do campo que fica a norte da Rua Vasco de Carvalho (parte velha da Rua Norton de Matos) e temos de prever o alargamento das suas instalações, pois tem espaço suficiente para esse efeito. Precisamos de um grande hospital e isso depende também muito dos famalicenses. Há 60  anos houve visão. Não haverá hoje?

PLACAS DE TOPONÍMIA – A caminhada pelo centro da cidade, no passado sábado, dia 15 de Junho de 2019, iniciativa da Nova Acrópole, fez-se com uma boa participação e, a nosso ver, com muito interesse. Não temos espaço, nem tempo, para fazer a descrição, ainda que muito houvesse para dizer. Basta referir um assunto lateral, mas a merecer atenção, que é a falta de placas toponímicas. Não se concebe que faltem placas em lugares principais de muitas praças e ruas da nossa cidade. Prestem atenção e verifiquem com os vossos olhos! É necessário colocar placas bem visíveis no princípio e no fim das ruas e avenidas e também nas praças (mais do que uma). E sempre que houver cruzamentos é preciso também colocá-las, com setas de direcção. As freguesias do perímetro urbano e a câmara municipal têm aqui muito que fazer, conforme estabelece a lei.

(Em Opinião Pública, 19/06/19)

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Eleições europeias e convívio na cidade

ELEIÇÕES EUROPEIAS – O semanário O Povo Famalicense meteu, numa página inteira, os resultados (por percentagem) das eleições europeias do dia 26/05/19 em cada uma das freguesias do nosso concelho, bem como o total deste e o total nacional. Assim pudemos verificar que a abstenção (59,24%) no concelho foi, como é costume, inferior ao total nacional (68,64%), batendo o recorde a freguesia de Fradelos (66,22%) e votando mais Delães (cerca de 50%), freguesia que, assim, ficou em 1.º lugar no cumprimento do dever cívico de votar consagrado no artigo 49º, nº 2, da Constituição.

ELEIÇÕES EUROPEIAS II – Vendo os resultados, o PS ganhou em quase todas as freguesias do concelho, excepto seis (UF Esmeriz e Cabeçudos; Fradelos; UF Gondifelos, Cavalões e Outiz; Requião; Ribeirão; Seide e Vilarinho das Cambas). Ficámos também a saber que o resultado concelhio do PS (33,26%) esteve muito próximo do total nacional (33,39%); que o resultado concelhio do PSD (25,3%) esteve um pouco acima do nacional (21.94%); que o CDS teve a nível concelhio (12,72%) o dobro do total nacional (6,19%); que o BE teve, no concelho (7,26%), um resultado aproximado do nacional (9,82%); e a CDU (3,19%) metade do total nacional (6,88%). O PAN obteve 3,91% a nível concelhio e 5,08 a nível nacional. Muitos outros aspectos se poderiam referir destas eleições se tivéssemos tempo para isso.

CONVÍVIO NO CENTRO DA CIDADE – O espaço que vai da Moderna à Pichelaria Mouzinho (a antiga EN nº 14 Porto–Braga) é excelente para convívio no Verão, particularmente de tarde e à noite. Deveria haver, no Verão, mais esplanadas e até à meia-noite. Muita gente acorreria ao centro da cidade, principalmente no fim-de-semana, e ela ficaria mais animada. Poderia haver concessão de esplanadas neste período, caso os estabelecimentos existentes não as preenchessem.

JOSÉ MIGUEL JÚDICE – Concordando ou discordando, vale sempre a pena ver e ouvir o advogado e ex- Bastonário Dr. José Miguel Júdice, que estará no auditório Dr. Ruben de Carvalho, Rua Conde de São Cosme do Vale, hoje, dia 6 de Junho de 2019, pelas 18h, numa sessão organizada pela delegação de Vila Nova de Famalicão da Ordem dos Advogados, especialmente dirigida a juristas.

CHUVA – Que bom! Depois de um mês de Maio seco, temos o início do dia 4 de Junho com o céu encoberto e com chuva, temendo apenas que seja muito pouca. Chuva é água e água é vida!

LEITORES – Façam-me chegar notícias da cidade e do concelho que considerem de particular interesse para divulgar e comentar, por favor.

(Em Opinião Pública, 06/06/19)