quarta-feira, 31 de março de 2021

Vacinas: má organização?

Este episódio vai contado sem nomes e sem outros dados mais concretos apenas porque o que interessa é contribuir para melhorar as coisas e não pedir responsabilidades. A tarefa que vem aí é muito exigente.

Do Centro de Saúde de Vila Nova de Famalicão (Alto da Vila) telefonaram para casa de uma pessoa com mais de 80 anos, residente no perímetro urbano da cidade, para ser vacinada. Responderam que já tinham recebido um telefonema do centro de saúde, algumas semanas antes, e quem atendeu (filha) repetiu que a pessoa em causa estava acamada há anos. Do centro de saúde insistiram e perguntaram se não poderia, mesmo assim, ir de automóvel e ser vacinada sem sair dele. Respondeu-lhe a filha que sim, que era complicado, mas que arranjava modo de a levar. Marcaram então o dia da vacina para dois dias depois, para o dia 25 de março de 2021 entre as 10h e as 12h. Perguntou ainda qual a melhor hora em concreto e disseram-lhe que pelas 11h.

Assim fez e apareceu até um pouco antes, para não falhar, no centro de vacinação da Didáxis/IPCA em São Cosme do Vale. À chegada foi atendida por duas pessoas que perguntaram a identificação e ao verem o nome disseram-lhe que a vacinação estava marcada para as 16h30 desse dia. Reagiu a filha e disse que fora informada que devia estar ali de manhã. Não faz mal, disseram. Disse também que lhe informaram que a mãe ia ser vacinada dentro do automóvel. Responderam que isso já não era da sua conta e que fosse para a fila receber a senha. Estavam à frente talvez umas 50 pessoas. Pouco depois das 11h recebeu a senha e disse, de novo, que a mãe estava no automóvel para ser vacinada.

Nós não vamos vacinar ao carro, responderam. "Já viu a quantidade de pessoas idosas que está aqui?" Agora tem a senha, espere a sua vez e quando tiver uma cadeira livre, utilize-a para trazer a mãe. Foi buscar a mãe, com a dificuldade de uma pessoa acamada, quando lhe arranjaram uma cadeira e esperou, esperou. Foi vacinada às 13h. Esperou mais meia hora dentro do pavilhão e tudo correu bem. Saiu às 13h30 e chegou a casa e deitou a mãe. Já era perto das 14h. Não se compreende. Mais de três horas no centro de vacinação para tomar uma vacina previamente agendada não é aceitável. Descoordenação e má organização é a conclusão que se pode tirar.

Não havia e deveria haver um responsável livre de outras tarefas para coordenar, informar devidamente e resolver problemas. O trabalho da task force vê-se nestes casos. Famalicão, com mais de 130.000 habitantes,  tem apenas um centro de vacinação. É preciso organizar tudo muito bem, pois casos como estes não são de admitir.

(Em Opinião Pública, 31/03/21)

quarta-feira, 24 de março de 2021

Lixo em Ribeirão: uma situação que não podemos aceitar

Podia ler-se na informação diária da Fama TV de 22/03/21: "A Fama TV esteve na zona florestal do Moinho de Vento, em Ribeirão, onde são cada vez mais frequentes as descargas de resíduos, urbanos e industriais". Em apenas 30 minutos, a Fama TV conseguiu detectar, com a ajuda dos moradores, mais de 10 grandes aglomerados de lixo logo após a entrada no local, sempre com a promessa de mais por parte dos moradores: "se continuar a avançar vai encontrar mais lixo".

Desde sanitas, a banheiras, sistemas de ar condicionado, colchões, garrafas e detritos provenientes de obras de construção civil foram encontrados. E podia ler-se ainda: "André Oliveira, um dos moradores que frequenta o Moinho de Vento nos seus passeios, é testemunha das novas descargas que vão ocorrendo, afirmando que todos os dias em que se desloca à zona do Moinho de Vento encontra 'novo lixo' amontoado junto aos caminhos desta área florestal que faz a ligação dentre Ribeirão e Fradelos". Sobre as horas a que ocorrem estas descargas, afirma que tanto podem ser de noite ou de dia, já que o isolamento do local proporciona o anonimato dos infractores.

Um grupo de outros moradores que se encontrava no local aparentava já saber o propósito da Fama TV naquele local. "Filmem tudo e mostrem esta vergonha", afirmou de imediato uma senhora".

Esta situação não é tolerável. Importa que a Junta de Freguesia de Ribeirão, a Câmara Municipal de Famalicão e os serviços regionais do Governo que tratam destes assuntos actuem rapidamente. E importa que todos nós, desde a imprensa aos munícipes, não abandonemos este assunto até à sua solução ou impossibilidade de solução, sabendo neste último caso as razões.

P.S.: Continuo sem receber informações que pedi à câmara municipal, nomeadamente sobre a área florestal e, já agora, sobre esta área florestal que é das maiores do município.

quarta-feira, 17 de março de 2021

Quatro delegados de saúde no concelho

Não sei quem é o delegado de saúde do concelho de Vila Nova de Famalicão. Pesquisei na net, para ver se tinha sorte, durante esta manhã de terça-feira, dia 16 de Março de 2021 .

A resposta que obtive foi esta: Delegado de Saúde Coordenador da ACES de Vila Nova de Famalicão,  Dr.ª Maria de Fátima Freitas Sousa Basto,  com morada em Delães e número de telefone 252 980 280/70. Telefonei para confirmar, atendeu-me com profissionalismo um senhor que me disse que a Dr.ª Maria de Fátima era a coordenadora e que havia quatro delegados de saúde, incluindo a coordenadora. 

Pedi o nome dos restantes delegados de saúde. Perguntou-me para que fim. Disse que era para escrever um artigo num jornal. Informou-me que não podia dar esses nomes, que para o efeito teria de enviar um email.

Não sou jornalista, nem tenho tempo para continuar a andar à procura. Sou um simples cidadão que considero que é bom termos quatro delegados de saúde, mas é mau não os conhecermos, nem sabermos o que andam a fazer para cuidar da saúde pública dos famalicenses, particularmente em tempo de pandemia.

Admito que esteja mal informado, que não leia regularmente a imprensa local e tenha perdido, porventura, entrevistas e reportagens que tenham sido feitas sobre esta matéria. Porém, parece-me que na minha situação está a grande maioria dos munícipes e isso não é bom.

Neste momento deveríamos saber de cor o nome dos delegados de saúde, eles deviam estar na primeira linha do contacto com os munícipes em geral e deveríamos estar certos que estão a trabalhar muito bem e com bons resultados no nosso concelho.

Os problemas da saúde pública são da maior importância e os delegados de saúde concelhios têm um papel a desempenhar que deve ir no sentido de informar, prevenir e mobilizar os cidadãos para os melhores resultados no concelho em que trabalham.

Tenho pena que assim não seja. Admito estar mal informado (era o que mais desejava), mas também admito que a imprensa local não esteja a cumprir o seu papel e tenho de admitir ainda, por mera hipótese e falta de informação, que os delegados de saúde não estejam a cumprir devidamente a missão que está a seu cargo.

Que é estranho que pouco se ouça falar deles, é. Que é nosso dever confiar, sem mais, que tudo esteja a correr do melhor modo, não é! Nestas coisas, a informação é precisa e preciosa!

(Em Opinião Pública, 17/03/21)