terça-feira, 30 de setembro de 2008

Assembleia municipal: breve impressão

Passei pela biblioteca para ver o início de uma reunião ordinária da assembleia municipal e a impressão geral não foi positiva, pese embora todo o respeito que os seus membros me merecem. Na verdade, os senhores deputados municipais continuam a sentar-se aos pés da câmara e da mesa que preside aos trabalhos sem consciência de que não é esse o seu lugar. A assembleia apenas não reúne em local mais apropriado porque não quer.

Para além disso, continuam a marcar presença naquela sala instrumentos obsoletos. Ainda existe uma campainha com um som estridente  que mais parece uma daquelas que se usam em certas escolas para chamar os alunos do recreio  que serviu para advertir mais de uma vez os senhores deputados de que deveriam ocupar os seus lugares.

Logo no início houve um incidente com o presidente da mesa a cortar a palavra a um deputado. Quem se excedeu? O deputado ou o presidente?

Por fim, a agenda da reunião foi marcada inteiramente pela câmara como se o município não tivesse outros problemas bem sérios para tratar. Que anda a fazer a comissão permanente da assembleia?

(Em O Povo Famalicense, 30/09/08)

terça-feira, 23 de setembro de 2008

O parque de Sinçães na cidade

É preciso ligar o parque de Sinçães ao centro da cidade. Entre ambos existe um enorme e perigoso separador que dá pelo nome de Avenida Carlos Bacelar. Não sei qual será a melhor solução para o efeito, mas entre a solução minimalista da passagem subterrânea e a mais audaz do prolongamento do túnel que vem da Av. Humberto Delgado (veja-se o que está a ser feito na cidade de Braga), algo tem de ser feito. Importa que cidadãos, junta e câmara apresentem sugestões e que os poderes públicos lhe dêem execução.

(Em O Povo Famalicense, 23/09/08)

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Praça do município

Não chamamos Praça do Município ao amplo local público em frente dos Paços do Concelho no qual desembocam pelo menos seis ruas, mas devíamos. E também devíamos ver aquele local com olhos mais atentos. O edifício municipal concebido por Januário Godinho, já com 50 anos de vida, continua imponente e enriquece a nossa cidade, marcando bem a praça. A sul, o prédio conhecido por Augusto Correia, com pouco mais de 40 anos, está velho e não foi uma solução arquitectónica muito feliz para substituir o velho Palacete Ferraro (mas ainda está para durar algumas décadas). A norte, as residências existentes, algumas com mais de 50 anos, outras menos, não fazem admitir uma intervenção de fundo próxima.

O problema maior situa-se a leste, em frente à câmara, anunciando-se aí uma intervenção para breve. Ora, exige-se ali uma intervenção de qualidade devidamente ponderada e com visão de conjunto. O município tem obrigação de a proporcionar, respeitando os direitos razoáveis dos proprietários.

Não se pode repetir a solução do Vinova. Temos o direito de saber o que vai suceder naquele local. Estão mexendo na nossa "praça maior" e isso diz-nos respeito a todos!

P.S.: Dizem-nos que a Fonte dos Pelames junto do velho hospital corre perigo. Em vez de recuperada vai ser destruída. Que se passa? A junta não tem uma palavra?

(Em O Povo Famalicense, 16/09/08)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Loja das Quasi

Anuncia-se, ainda que discretamente, a abertura de uma Loja das Quasi na Rua Conselheiro Santos Viegas desta cidade, a pouco mais de cem metros da sede do município. Abrir uma casa de livros nos nosso dias é, ao mesmo tempo, um acontecimento e uma aventura. Desejamos vivamente que seja uma aventura bem sucedida.

(Em O Povo Famalicense, 09/09/08)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

O CAE

É fundamental acompanhar os primeiros passos do Conselho de Acompanhamento Estratégico (CAE) que o Partido Socialista (secção de Famalicão) criou antes das férias de Verão. Não basta ter uma boa iniciativa, é preciso dar-lhe seguimento. De outro modo, o CAE cai. E não deve!

(Em O Povo Famalicense, 02/09/08)