O boletim, com 60 páginas, com uma ficha técnica envergonhada (quase passa despercebida), dá boas notícias e só boas notícias sobre obras: da cidade (Praça da Cidadania), obras da ciclovia Famalicão–Póvoa, obras da ciclovia urbana, obras do mercado–praça, do canil municipal e da central de camionagem. Seguem-se, de acordo com o sumário, notícias várias sobre habitação, CIIES, Famalicão Made In, desporto, Casa de Camilo, Torre Literária, Teatro Narciso Ferreira e outras, sempre com enorme profusão de fotografias.
Mas, como dissemos, não é de um boletim de obras, com uma edição de 25.000 exemplares, que precisávamos neste momento. Do que precisávamos era de um boletim informativo simples, mas bem elaborado, com a finalidade de mobilizar os famalicenses para fazer sair o nosso município da indesejável situação sanitária de "risco extremo" em que se encontra para um nível menos grave.
Um boletim, sem utilizar papel caro, que nos dissesse como estavam os lares (e, já agora, quantos são no concelho e quantos utentes têm), pois muitos famalicenses não sabem; que nos dissesse também quais são, para além dos lares, os outros locais (freguesias, empresas, escolas, instituições, associações, etc.) onde se têm registado mais casos.
Um boletim que nos desse instruções concretas sobre o modo de proceder neste tempo de pandemia aqui, no nosso concelho. Temos, é verdade, informação a nível nacional, mas precisamos de mais informação a nível local e o município, em articulação com as autoridades de saúde, pode e deve dá-la. Outros municípios assim têm feito.
Tanta informação que poderia e deveria ser dada e assim teríamos um boletim informativo de muita utilidade e que bem poderia até ter palavras de ânimo dos principais responsáveis, desde que bem fundadas.