quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Sobre a nossa casa e não só

A NOSSA CASA  Cuidar da nossa casa, o planeta Terra, é uma das mais importantes tarefas que temos a nosso cargo! É um contributo que todos devemos dar sem vacilar. A nível global e local. Procuraremos participar ao nível que está mais ao nosso alcance, o local.

ESCOLA  É triste ver uma escola do ensino básico no centro da cidade (Rua Conde São Cosme) profundamente renovada, mas que ficou sem uma única árvore. Que mau exemplo!

CORREDOR VERDE – Quando teremos em Famalicão um corredor verde (norte–sul) que vá do Tribunal Judicial até ao fim do Parque da Devesa? Não é difícil, basta vontade política.

LISBOA – Em contraste veja-se a revista Visão e a entrevista com José Sá Fernandes, vereador do Ambiente, que muito contribuiu para que Lisboa seja a Capital Europeia Verde de 2020 (Visão, 28/11 a 04/12/19). Vale a pena ler com atenção.

PARTIDO SOCIALISTA – Duas listas a concorrer para a direcção concelhia do PS de Famalicão é, para quem vê de fora, um bom sinal. Um sinal de vitalidade. Agora o que se espera é um debate sério e um acto eleitoral mais sério ainda.

PARTIDO SOCIALISTA II – Uma vez que a eleição é já em Janeiro,  teremos certamente todas as semanas notícias. Uma reunião de uma lista juntando 400 participantes impressiona. Interessa saber "quem é quem" em cada uma delas . Não chega conhecer os cabeças de lista

DEBATE – E nenhuma lista arrisca propor à outra um debate aberto a militantes e simpatizantes em lugar amplo? A democracia passa por isso. Estaremos atentos.

VIEIRA DA SILVA – Valeu a pena ouvir Vieira da Silva, ex-ministro da Saúde, no âmbito da homenagem ao ex-ministro famalicense Armando Bacelar promovida pelo Partido Socialista no passado dia 23 de Novembro.

(05/12/19)

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Gouveia Ferreira

FAMALICENSE EXEMPLAR  E é assim a vida! Estava a pensar escrever hoje sobre a sessão do passado sábado, dia 16, tendo como tema o "Poder Local" promovida pela Associação de Amigos de Famalicão, na Fundação Cupertino de Miranda, mas não posso esquecer o Dr. Manuel António Gouveia Ferreira. Partiu um famalicense exemplar. Exemplar, desde logo, pela dedicação aos outros.

FAMALICENSE ATLÉTICO CLUBE (FAC) – Fez um trabalho notável à frente do FAC, essa colectividade eclética que é a maior do nosso concelho em modalidades e em número de praticantes (e isso é o que mais conta). De uma dedicação enorme, não só nos assuntos maiores como nos mais rotineiros, como o pagamento das quotas. E a preocupação que tinha de colocar o recibo na caixa do correio, quando não encontrava o sócio que tinha pago…

BOMBEIROS – Não regateava tempo para o auxílio aos outros e assim se compreende que os Bombeiros Voluntários de Famalicão o tenham chamado para participar nos seus corpos gerentes.

GRUPO DE FADOS – O grupo de fados era algo que fazia parte da sua vida. Coimbra marcou-o muito. E quem viveu a época dele sabe o que significa o fado como sentimento, como resistência, como expressão de liberdade e como forma exprimir alegria de viver.

ADVOGADO – Importa lembrar também o Gouveia Ferreira advogado. Era a sua profissão. Exercia-a com a dignidade e seriedade que ela exige. Também aqui um exemplo.

JORNALISMO – Colaborador desde sempre do jornal Opinião Pública, os seus textos breves D’Esguelha eram lidos com muito agrado, pois neles se reflectia a sua preocupação por uma sociedade mais fraterna e mais livre.

MENSAGEM – Não, por acaso, quem o visitou na despedida recebia uma mensagem que ligava liberdade, "adeus a todos os que lutaram pela liberdade", e fraternidade, "Fica o meu eterno abraço".

(21/11/19)

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

44 anos de democracia

ASSOCIAÇÃO AMIGOS DE FAMALICÃO (AAF)  Quando a AAF me convidou para proferir uma palestra no âmbito do seu plano de actividades sobre o poder local solicitou-me um título e encontrei este: 44 anos de democracia. Efectivamente, vivemos há 44 anos de democracia (tendo em conta as eleições para a Assembleia Constituinte em 25 de Abril de 1975) e bem sabe a diferença quem tem idade para ter conhecido os dois regimes ou, sendo novo, teve o cuidado de procurar saber.

DEMOCRACIA  A diferença é grande e assenta, entre muitas outras, em dois pilares importantes: por um lado, as eleições são sérias, assentando em cadernos eleitorais amplos e mesas de voto devidamente fiscalizadas e antes não eram; por outro lado, as pessoas têm liberdade de expressão e de associação (a censura governamental aos meios de comunicação desapareceu) e não são presas pela PIDE/DGS e levadas para uma cadeia por motivos meramente políticos.

DEMOCRACIA II  Muita gente antes de 1974 julgava que a democracia não era possível, que o país não estava preparado. Dizia-se que os portugueses não sabiam viver em democracia. Estes 44 anos provaram o contrário. Esta democracia tem defeitos? Muitos. Mas é uma democracia e não uma ditadura.

PARTIDOS POLÍTICOS  Como se manifestou ela, nomeadamente no nosso concelho? Pela criação de partidos políticos à luz do dia e com liberdade. O Partido Comunista pôde sair da clandestinidade e não tomou o poder como muitos temiam; o Partido Socialista desenvolveu-se e tornou-se um dos preferidos dos famalicenses; o mesmo se diga do Partido Popular Democrático, mais tarde também Partido Social Democrata; surgiu, pela mesma altura, o Partido do Centro Democrático Social, com muita força em Famalicão; o partido denominado Movimento Democrático Português tinha sede e conhecidos militantes. Tudo sem esquecer outros numerosos partidos da esquerda à direita.

JORNAIS – Outra manifestação da democracia foi a criação de jornais sem necessidade de autorização do governo. No domínio dos meios de comunicação social, mantiveram-se sem precisar de ir à censura ou ao visto prévio, os jornais existentes: Jornal de Famalicão, Notícias de Famalicão e Estrela da Manhã. Surgiu, mais tarde, a Democracia do Norte, jornal de âmbito regional, mas foi o Vila Nova o primeiro jornal famalicense nascido em democracia. Mais tarde surgiu a Cidade Hoje e pouco depois o Opinião Pública e O Povo Famalicense. Não estou seguro da ordem de fundação. E não devemos esquecer outros meios de comunicação social.

ASSOCIATIVISMO – No domínio associativo houve uma explosão de iniciativas e temos hoje cerca de 500 associações, desportivas, muitas delas, mas mistas a maior parte, juntando ao desporto a cultura e outras actividades.

E O FUTURO – A democracia parou aqui? Seguramente que não. Tem muito caminho para percorrer e principalmente para se aperfeiçoar. Gostaríamos de centrar a sessão de 16 de Novembro na Fundação Cupertino de Miranda neste aspecto. Devemos aperfeiçoar os partidos, melhorar os meios de comunicação social e valorizar as associações. Para isso precisamos do contributo de todos.

(07/11/19)

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Diário famalicense – novos apontamentos

ESCOLA BÁSICA CONDE SÃO COSME – A escola onde se vota, na cidade, junto dos Paços do Concelho, está bonita, mas não se compreende que não tenha uma árvore! Como é possível? E andamos nós (ASPA-GIE) aqui há mais de 20 anos a plantar árvores naquela escola para substituir outras velhas e agora nem uma? Não dá para compreender.

PARTIDOS – Os partidos famalicenses precisam de ter vida. Precisam de ter portas abertas e ligar-se à sociedade. Ter iniciativas. É triste ver como funcionam actualmente. Tantas coisas que poderiam fazer e até em comum.

AUTARQUIAS LOCAIS  E não é tarde para começarem a encarar as próximas eleições autárquicas. Elas são em 2021, mas devem preparar-se desde já, começando a contactar, por exemplo, as pessoas mais adequadas para debater problemas do município e das freguesias.

OPINIÃO  Se os jornais famalicenses fossem ricos em opinião, haveria seguramente quem comentasse detalhadamente os resultados eleitorais do nosso concelho. Assim: a percentagem de abstenções que, entre nós, costuma ser inferior à nacional; a vitória curta, mas significativa, do PS; a comparação dos resultados das autárquicas de 2017 com as legislativas do dia 6 de Outubro de 2019; a razão pela qual o concelho vota, em regra, à esquerda a leste e à direita a oeste. Tantos elementos a merecer atenção.

LEGISLATIVAS E AUTÁRQUICAS  É interessante verificar que em Famalicão há um equilíbrio eleitoral entre PS e PSD nas últimas eleições gerais, mas um grande desequilíbrio a favor do PSD nas últimas eleições autárquicas. Não é normal. Mas há seguramente explicação. Ninguém escreve?

ECOVIA FAMALICÃO–PÓVOA – Está prevista para breve uma ecovia que permitirá a circulação de peões e ciclistas entre Famalicão e a Póvoa. É uma boa notícia. Durante anos, este projecto esteve bloqueada por desinteresse da Póvoa de Varzim. Felizmente esse problema está ultrapassado e assim será possível em pouco mais de uma hora fazer o trajecto (29 km?) em bicicleta e em menos de 5 horas a pé (marcha). Sou pouco seguro em tempos para estas viagens, mas não devem andar muito longe.

UNIDADE DE SAÚDE PÚBLICA DE FAMALICÃO – Esta importante estrutura de saúde tem sede em Delães. É importante que ela esteja bem sinalizada. Desde logo, à saída da cidade. E em Avidos, também. Actualmente tem apenas indicação de Riba d’Ave, mas deveria dizer também Delães ou ter o símbolo da unidade de saúde. E a sinaléctica deveria continuar ao longo do trajecto.

MAIS CIDADE – Quando teremos devidamente urbanizada a zona entre o tribunal judicial e a Casa das Artes? Será assim tão difícil fazer cidade naquele local, uma antiga quinta abandonada ? Parece-me que temos ali terreno para construir prédios (muitos) e fazer mais parque da Cidade: desde a Devesa , passando por Sinçães e terminando no tribunal judicial.

(24/10/19)

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Ruas e praças

DOIS IRMÃOS – António José Maria de Oliveira e Alípio Ascensão de Oliveira, nascidos na primeira metade do século passado, eram dois irmãos, ainda que com grande diferença de idades (como era frequente, naquela época, em famílias numerosas), que contribuíram com a sua vida profissional para a formação da cidade de Famalicão que hoje temos.

ANTÓNIO MARIA DE OLIVEIRA – O primeiro, mais velho, falecido há 50 anos, fundou com Álvaro de Oliveira, Gaudêncio Alves e o Senhor Machado de Vale (São Cosme), a sociedade Alves, Oliveira e Machado, Lda. com sede na Avenida da Estação (hoje Avenida 25 de Abril) dedicada ao comércio de ferragens e ao fabrico de postes de cimento, com uma das duas fábricas em frente ao cemitério municipal. Desta saíram centenas de milhar de postes de electricidade que ainda hoje estão espalhados pelo norte do país. São os postes Águia, que bem se identificam com os círculos redondos no interior e a marca de uma águia estilizada na parte lateral, voltada para a estrada com indicação de data de fabrico. Mas também milhares argolas de cimento para poços e outros artigos de cimento foram fabricados em Moço Morto e também no centro da vila, junto do estabelecimento comercial.

ALÍPIO DE OLIVEIRA – O segundo, Alípio de Oliveira, tomou conta, juntamente com Álvaro Moreira de Oliveira, da Casa das Louças, situada na Praça 9 de Abril, dando origem a um estabelecimento muito procurado no seu ramo e que resistiu ao assalto dos grandes centros comerciais até há bem pouco tempo.

DUAS CENTENAS DE ESTABELECIMENTOS – Mas estes dois estabelecimentos são apenas um afloramento das quase duas centenas que existiam (e muitos ainda resistem) e desenvolveram muito a sede do nosso concelho. A listagem foi elaborada, recentemente, por Álvaro Moreira, da Casa das Louças, e dela mencionamos apenas alguns, correndo o risco de cometer injustiças nomeadamente por omissão, mas que os leitores suprirão, lembrando os muitos que faltam.

PRAÇA 9 DE ABRIL – Começamos pela Praça 9 de Abril, a praça mais antiga da cidade, e aqui recordamos a famosa Pensão Ferreira, a alfaiataria Jaime Pinheiro e o Talho Adriano, para além da Casa das Louças.

RUA SANTO ANTÓNIO – Os irmãos Lopes (Augusto, Clemente e João) marcaram a Rua de Santo António do lado sul com três estabelecimentos diferentes e muito procurados. Do lado norte, para além da Confeitaria e fábrica Vieira de Castro, não podem ser esquecidos a Casa Marinheiro, a farmácia Barbosa e o Hotel Garantia.

CAMPO DA FEIRA – Muitos estabelecimentos floresceram à volta do então campo da feira (hoje ocupada pela Fundação Cupertino de Miranda). Do lado norte, lembramos a Ourivesaria Cunha, a Confeitaria Guimarães, a Farmácia Cameira, a Chapelaria Oliveira e a Confeitaria Bezerra. Do lado poente, a Confeitaria Moderna, ainda bem viva, a Casa Malvar, a Casa Orquídea, o Restaurante Pica Pau, o estabelecimento Branco, Ferreira e Martins e a procuradíssima Enfermaria Alves, mais ao fundo. Do lado nascente, a Sara Barracoa, José Martinho Carneiro, os restaurantes Tanoeiro e as Filhas do Tanoeiro.

Muito mais há ainda para mencionar nas ruas e praças da então vila e hoje cidade.

(Em Opinião Pública, 10/10/19)

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Diário famalicense – apontamentos

OPINIÃO  Importa repetir. A imprensa famalicense precisa de mais opinião. Opinião diversificada e centrada nos problemas locais. Com muito agrado, o presente espaço vai ser partilhado com o Dr. João Afonso Machado de modo que cada um de nós escreverá, em regra, de 15 em 15 dias.

REABILITAÇÃO URBANA  A nossa cidade precisa muito de reabilitação e a notícia de que o edifício da antiga Caixa Geral de Depósitos vai enriquecer o centro da urbe, mantendo o aspecto exterior em granito, bem como a sua volumetria, é uma excelente notícia. Todos desejamos que a recuperação ocorra em breve prazo e de acordo com o anunciado.

HOTEL GARANTIA  E desejamos também que em breve possamos ler e ver a reabilitação do antigo Hotel Garantia. A situação actual daquele edifício dá uma péssima imagem da nossa cidade e obriga a uma intervenção urbanística de elevada qualidade. Intervenção que deve abranger também o buraco causado pela queda de dois prédios que lhe estavam próximos, na Rua de Santo António. Temos o direito, como famalicenses, de ver bem tratado o nosso centro histórico.

CASA DO DR. SOUSA FERNANDES  O nosso município adquiriu e bem o edifício que está entre o Hotel Garantia e o Arquivo Municipal Alberto Sampaio, na Rua Adriano Pinto Basto, e que foi morada durante décadas do Dr. Sousa Fernandes, ilustre médico famalicense. Mas não basta adquirir. Importa agora dar-lhe uma boa utilização e fazer também ali uma boa recuperação.

MADEIRA  Quem vai para a Póvoa de Varzim na auto-estrada vê, do lado esquerdo e junto de um parque de estacionamento de veículos pesados (Fradelos?), uma grande quantidade de madeira empilhada. Não existe e deveria existir uma indicação bem visível do que é aquilo e do que se pretende fazer. Esperemos que seja algo a favor do ambiente.

UNIVERSIDADE  Quantos alunos frequentam em Famalicão o ensino superior (universitário e politécnico)? No total e por estabelecimento? Consolidar Famalicão como cidade universitária é de todo o interesse. E quanto ao acolhimento de novos alunos, sejamos civilizados. Para comportamentos que nos envergonham, basta!

(Em Opinião Pública, 26/09/19)

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Feiras, acidentes e FCF

SOCIEDADE  Há essencialmente duas formas de construir a sociedade em que vivemos: "uns contra os outros" ou "uns pelos outros". Procuro estar deste lado. Para bem de todos!

FEIRAS  Feira Medieval, Feira de Artesanato, Feiras Grandes (Maio e Setembro)… Não serão feiras a mais em Famalicão? As medievais, então, já circulam pelas freguesias.

ROTUNDA DE SANTO ANTÓNIO  Nesta rotunda, à saída de Famalicão em direcção a Braga, Barcelos, Póvoa do Varzim e Vila do Conde, confluem quatro vias e o trânsito é intenso. É o domínio dos automóveis e um grave perigo para os peões. As poucas passadeiras que existem são elas mesmas perigosas. Impõe-se uma intervenção no sentido de moderar a velocidade dos automóveis, principalmente dos que circulam na Avenida Carlos Bacelar e na Avenida 9 de Julho, e facilitar a circulação segura dos peões.

ACIDENTES  Existe um registo anual dos acidentes no nosso concelho. O registo nacional é preocupante e o de Vila Nova de Famalicão, ao que parece, muito contribui para esses números. Importa que, nesta matéria, o nosso concelho tenha bons indicadores. Um município "inteligente" assim o exige.

FUTEBOL CLUBE DE FAMALICÃO  Qual é o famalicense que não fica contente por ver o FCF a liderar o campeonato nacional à frente do Benfica e Porto? Pertenço a esse grupo, mas não tenho ilusões. Interessa-me mais saber os caminhos, nomeadamente financeiros, que estão a ser utilizados para obter tais resultados.

DOCES DA AVÓ LUÍSA  Famalicão teve sempre uma forte ligação a Santo Tirso. Instalou-se recentemente, na Rua Alves Roçadas, junto da Capela de Santo António, um estabelecimento que nos coloca à disposição, com excelente qualidade, os jesuítas e os limonetes, que trazem a marca de Santo Tirso. 

(Em Opinião Pública, 05/09/19)

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Acesso à informação

ACESSO À INFORMAÇÃO – Pretende-se que no nosso município os cidadãos sejam activos e participem. É bom e próprio de um município que vai à frente. No entanto, a participação só se pode fazer com informação e o acesso à informação está longe de ser o desejável. Importa encontrar uma solução.

EXEMPLO – Telefonei (dia 27/08/19, pelas 9h30) para a câmara municipal (252 320 900) para tentar saber qual é a área florestal actual do nosso município que tem uma superfície total de 201 km². A resposta veio do Balcão Único e foi mais ou menos a seguinte: para ter essa informação tem de dirigir-se aos serviços de urbanismo (PDM) a uma quarta-feira à tarde, devendo fazer uma marcação prévia por escrito. Um bom exemplo de burocracia, não é? 

CARTA À CÂMARA  Foi-me entregue pessoalmente cópia de uma carta enviada à câmara municipal que a certa altura diz o seguinte: "Existe na Rua Padre Manuel Azevedo Oliveira, UF de Antas e Abade de Vermoim, um vasto número de casas (n.os 207, 215, 221,227, 231 e 239) desabitadas há mais de 15 anos e em estado de degradação, criando há vários anos um clima de mau estar, sujidade, todo tipo de bicharia, humidades, bolores que estão a afectar a habitação contígua, habitada por mim com os n.os 199 e 205". Se assim é, posso e devo dizer, como famalicense, que importa uma atuação pronta e firme da câmara municipal.

PARQUE DO JUNCAI – O Parque do Juncai em Cabeçudos, recentemente inaugurado, está bem arranjado. Tem uma parte arborizada, com árvores que protegem bem do calor. Tem um espaço para prática de desporto (campo com relva sintética e balneários) e tem espaço que pode servir para estacionamento de automóveis. Cuidado que há um perigo. Vimos crianças a tentar passar da parte arborizada para o campo relvado, subindo a um muro que tem vários metros de altura, numa das faces. Importa cuidar desse problema que não é difícil de resolver.

VESPAS DE NOVO – As vespas ditas asiáticas não nos largam e na segunda-feira, dia 19, estavam registados 30 ninhos no concelho para destruir. Não é tarefa fácil, pois a destruição tem que ser feita à noite e obriga à actuação de uma brigada devidamente preparada, que felizmente temos. Pelo que pudemos saber, temos um bom serviço de protecção civil nesta área. As indicações relativas a este problema deveriam constar do site do município, em lugar facilmente acessível.

PROTECÇÃO CIVIL – Salvo erro, o número do serviço de Protecção Civil do nosso município é o 252 317 336. Está ao nosso serviço 24 horas por dia, pois trata exatamente da protecção que é necessária quando menos se espera, mas fora das horas de funcionamento normal dos serviços do município, atende a segurança, que faz o devido encaminhamento.

LIMITES TERRITORIAIS – A Lei da Assembleia da República n.º 64/2019, de 16 de Agosto, procedeu à alteração dos limites territoriais entre a freguesia de Castelões e a União de Freguesias de Ruivães e Novais, conforme mapa anexo à referida lei. Não conheço o problema concreto que lá existia, mas posso dizer que seria bom fazer alterações de limites territoriais em muitas outras freguesias do nosso concelho. Tarefa que não é fácil, mas necessária para um bom governo local. Há limites que não fazem sentido.

(Em Opinião Pública, 29/08/19)

sábado, 17 de agosto de 2019

Passadeiras, lombas e radares

OPINIÃO PÚBLICA – Os semanários do concelho estão de férias, o que se compreende. Mas é bom haver um que sabe que as notícias não fazem férias e que é preciso informar. Férias para as pessoas, não para o jornal.

CIDADE – Precisamos de trabalhar por uma cidade cada vez mais agradável e segura. Há muito trabalho por fazer. Para começar, é preciso saber que tipo de cidade queremos e sobre isso tem havido pouca reflexão. Enquanto ela não se faz, abordemos alguns aspectos parcelares.

DAR PRIORIDADE AOS PEÕES – As avenidas Humberto Delgado e Carlos Bacelar não podem continuar a constituir um perigo, como sucede actualmente.  A Av. Carlos Bacelar mais parece uma auto-estrada e a Humberto Delgado está cheia de riscos, nomeadamente nas suas muitas passadeiras. Para harmonizar a circulação de peões e automóveis é preciso controlar a velocidade dos automóveis e dar mais segurança às pessoas.

PASSADEIRAS SEGURAS – Precisamos de uma cidade amiga de quem anda a pé e, assim, de ter passadeiras devidamente sinalizadas, muito bem demarcadas e, quando necessário, com semáforos. Todas as passadeiras devem ter sinais luminosos no próprio pavimento. Numa cidade que se quer inteligente, precisamos de passadeiras inteligentes.

LOMBAS E RADARES – Na cidade e em algumas freguesias do nosso concelho há lombas artificiais, que obrigam os automóveis a circular lentamente. Nada contra, sempre que se justifiquem. Porém, essas lombas devem ser devidamente construídas e devem todas possuir sinais luminosos de aviso adequados. Não são de admitir lombas-surpresa para quem não costuma circular nas vias que as possuem. Não vemos problemas, por outro lado, na instalação de radares nas vias existentes no nosso concelho, considerando até desejável que existam, desde logo, no centro da cidade. Há muito que fazer no domínio da segurança rodoviária.

VESPA ASIÁTICA  Na Rua Conselheiro Santos Viegas (antiga EN n.º 14), a 300 metros dos Paços do Concelho, formou-se um ninho de vespas asiáticas no telhado de uma vivenda. Foram os vizinhos da frente (escritório dos advogados Salvador Coutinho e Paulo Folhadela) que o descobriram.

PROTECÇÃO CIVIL  Comunicado o facto à Protecção Civil do município, logo no dia seguinte (dia 9 de Agosto de 2019) uma brigada (de 3 pessoas), actuando à noite, destruiu em cerca de meia hora o ninho que existia no telhado e no forro do prédio. Trabalho excelente!

A PRAGA  Quantos ninhos existem actualmente no concelho? E no país? Há informação detalhada? Existe um site SOS Vespa a nível nacional no Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), mas não parece que funcione bem. Este é um caso típico que exige uma acção a nível regional. Não são os municípios individualmente que podem combater eficazmente esta praga que põe em causa o nosso mel, nem é assunto que possa ser resolvido a partir de Lisboa. Aliás, a praga está, por enquanto, situada na parte norte do continente.

FAMALICÃOPORTO  Neste momento, a ligação Porto Campanhã/Famalicão em comboio rápido (Alfa Pendular) demora cerca de 20 minutos. É o mais rápido meio de transporte que temos para este percurso. Pena é que o preço seja exagerado.

(Em Opinião Pública, 16/08/19)

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Dia da Cidade de Famalicão

9 DE JULHO – Foi bom ouvir falar no Dia da Cidade, na Casa das Artes, através das palavras do presidente da câmara, da importância da "sustentabilidade democrática" e da urgência de fomentar a participação cívica dos famalicenses. Há, sem dúvida, muito trabalho para fazer neste domínio. Disso tencionamos falar oportunamente. Sobre a sessão e os homenageados teremos todos notícia na imprensa local.

PESSOAS – Do nosso município fala-se muito, particularmente na comunicação social, das suas empresas e também das instituições desportivas, sociais e culturais, mas é também necessário falar dos seus habitantes. O município tem pessoas de muito valor a quem importa dar a devida atenção, pois enriquecem o concelho.

FAMALICENSES – Antes de mais importa dizer o que deve entender-se por famalicenses, pois estes não são apenas os que nasceram e vivem no concelho. Famalicenses são também aqueles que não tendo aqui nascido, aqui residem desde há muitos anos, muitos deles há largas décadas e famalicenses são também aqueles que tendo nascido e vivido aqui partiram para outras terras, desenvolvendo nelas a sua actividade (os famalicenses da diáspora).

LEVANTAMENTO – É de todo o interesse fazer uma lista destes famalicenses, principalmente daqueles que se distinguiram nas actividades que exercem. Dentro deles, estamos a pensar desde logo em médicos, professores, magistrados, advogados, engenheiros, políticos, religiosos, cientistas, empresários, desportistas (o desporto é muito mais do que futebol), actores, artistas, jornalistas e de tantas outras profissões. Estamos a pensar também em famalicenses que exercendo outras profissões ou ocupações, não tão exigentes de títulos académicos, nelas se evidenciaram e que bem merecem ser realçados.

FREGUESIAS – Para bem fazer esse levantamento, que deve ser exaustivo, nada melhor do que as freguesias. É muito mais fácil fazer esse trabalho freguesia a freguesia do que através do município, aqui se vendo mais uma vez a importância destas entidades locais de proximidade. Esse trabalho bem contribuiria para um melhor conhecimento do concelho e para uma maior afeição de todos ao seu concelho de nascimento ou residência.

TESE DE DOUTORAMENTO – O director da Casa de Camilo, Doutor José Manuel Oliveira, acaba de obter aprovação por unanimidade na tese de doutoramento, brilhantemente defendida na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (18 de Junho de 2019). A tese, trabalho de muitos anos de estudo, foi sobre Camilo Castelo Branco. Vivências de Camilo Castelo Branco a partir da sua correspondência. Está de parabéns não só o doutorado como os famalicenses por um dos seus estar à frente da Casa de Camilo com elevado grau académico.

(Em Opinião Pública, 11/07/19)

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Assembleia de freguesia

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA – Não esperava fazer um apontamento da sessão ordinária de 24 de Junho de 2019, da assembleia de freguesia da UF de Vila Nova de Famalicão e Calendário, mas as circunstâncias proporcionaram o presente texto. Comecei por ver, no edifício da Junta de Freguesia de Vila Nova de Famalicão, a convocatória da sessão para as 21h, no Auditório da Avenida de França, e aproveitei algum tempo livre de que dispunha para estar presente.

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA II – Com pequeno atraso começou a reunião e foi agradável ver que praticamente estavam presentes todos os membros da assembleia e da junta. A sala é espaçosa e está devidamente organizada para a função. Na parte superior ficou sentada a mesa, a seguir o executivo e na plateia 12 membros da assembleia, tendo faltado um. Atrás, também na plateia, existe espaço para o público.

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA III – A reunião decorreu muito rapidamente, praticamente sem debate. Depois da habitual informação da presidente, seguiu-se a ordem do dia e as duas propostas de rejeição da aceitação de novas competências por parte das freguesias ao abrigo de recentes decretos-leis foram aprovadas, sem discussão, com a abstenção do PS.

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA IV – Tendo-se esgotado a ordem dos trabalhos, o presidente da mesa, Dr. Jorge Paulo Oliveira, perguntou se havia intervenção do público. Como o público, naquela sessão, era apenas eu, fiz uma breve intervenção. Aproveitei para dizer que me sentia pertencente à freguesia de Vila Nova de Famalicão e, embora tivesse o maior respeito pela freguesia de Calendário, desejava a separação da recente União de Freguesias, pois ambas tinham características muito próprias e capacidade para exercer a sua missão de forma autónoma.

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA V – Aproveitei, também, para dar conta do problema da falta de placas toponímicas em muitas ruas e praças da urbe famalicense, salientando que essa era uma competência das freguesias, ainda que em articulação com o município. Disse, também, que era necessário um site da freguesia, pois isso dava mais dignidade a este ente da nossa organização administrativa. A presidente respondeu amavelmente, reconhecendo algumas deficiências, nomeadamente quanto à informação via internet. E, assim, terminou esta sessão antes das 22h, que gostaríamos de ver mais participada, desde logo, por parte do público.

(Em Opinião Pública, 27/06/19)

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Hospital e placas de toponímia

HOSPITAL – Fui visitar, há alguns dias, um doente ao Hospital S. João de Deus (actual CHMA) e fiquei mal impressionado, desde logo com o átrio de entrada do 2.º piso da enfermaria de cirurgia. Havia cadeiras para as pessoas se sentarem e conversarem sem invadir os quartos, mas as cadeiras, forradas a napa, estavam rasgadas e com a esponja à mostra.
A vontade de sentar era pouca. Só quem precisasse muito.

HOSPITAL II – Mas o pior, segundo soube, é que o estado destas cadeiras é apenas uma imagem dos problemas da falta de manutenção do hospital. Desde pequenos buracos no chão de enfermaria até suportes de soro com rodas que não deslizam, passando ainda por medidores de tensão arterial deteriorados e espaços no serviço de urgências sem funcionamento adequado do ar condicionado, existe de tudo um pouco. Não pode ser! Gerir um hospital não é nada fácil (e com escassez de dinheiro muito menos), mas problemas destes precisam urgentemente de ser resolvidos.

HOSPITAL III – Mas não é apenas nos aspectos maus que nos devemos focar. Temos razões para ter orgulho no hospital, pois tem potencialidades que não devem ser descuradas. Temos o dever de lutar por mais estacionamento à sua volta e para esse efeito não podemos abrir mão do campo que fica a norte da Rua Vasco de Carvalho (parte velha da Rua Norton de Matos) e temos de prever o alargamento das suas instalações, pois tem espaço suficiente para esse efeito. Precisamos de um grande hospital e isso depende também muito dos famalicenses. Há 60  anos houve visão. Não haverá hoje?

PLACAS DE TOPONÍMIA – A caminhada pelo centro da cidade, no passado sábado, dia 15 de Junho de 2019, iniciativa da Nova Acrópole, fez-se com uma boa participação e, a nosso ver, com muito interesse. Não temos espaço, nem tempo, para fazer a descrição, ainda que muito houvesse para dizer. Basta referir um assunto lateral, mas a merecer atenção, que é a falta de placas toponímicas. Não se concebe que faltem placas em lugares principais de muitas praças e ruas da nossa cidade. Prestem atenção e verifiquem com os vossos olhos! É necessário colocar placas bem visíveis no princípio e no fim das ruas e avenidas e também nas praças (mais do que uma). E sempre que houver cruzamentos é preciso também colocá-las, com setas de direcção. As freguesias do perímetro urbano e a câmara municipal têm aqui muito que fazer, conforme estabelece a lei.

(Em Opinião Pública, 19/06/19)

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Eleições europeias e convívio na cidade

ELEIÇÕES EUROPEIAS – O semanário O Povo Famalicense meteu, numa página inteira, os resultados (por percentagem) das eleições europeias do dia 26/05/19 em cada uma das freguesias do nosso concelho, bem como o total deste e o total nacional. Assim pudemos verificar que a abstenção (59,24%) no concelho foi, como é costume, inferior ao total nacional (68,64%), batendo o recorde a freguesia de Fradelos (66,22%) e votando mais Delães (cerca de 50%), freguesia que, assim, ficou em 1.º lugar no cumprimento do dever cívico de votar consagrado no artigo 49º, nº 2, da Constituição.

ELEIÇÕES EUROPEIAS II – Vendo os resultados, o PS ganhou em quase todas as freguesias do concelho, excepto seis (UF Esmeriz e Cabeçudos; Fradelos; UF Gondifelos, Cavalões e Outiz; Requião; Ribeirão; Seide e Vilarinho das Cambas). Ficámos também a saber que o resultado concelhio do PS (33,26%) esteve muito próximo do total nacional (33,39%); que o resultado concelhio do PSD (25,3%) esteve um pouco acima do nacional (21.94%); que o CDS teve a nível concelhio (12,72%) o dobro do total nacional (6,19%); que o BE teve, no concelho (7,26%), um resultado aproximado do nacional (9,82%); e a CDU (3,19%) metade do total nacional (6,88%). O PAN obteve 3,91% a nível concelhio e 5,08 a nível nacional. Muitos outros aspectos se poderiam referir destas eleições se tivéssemos tempo para isso.

CONVÍVIO NO CENTRO DA CIDADE – O espaço que vai da Moderna à Pichelaria Mouzinho (a antiga EN nº 14 Porto–Braga) é excelente para convívio no Verão, particularmente de tarde e à noite. Deveria haver, no Verão, mais esplanadas e até à meia-noite. Muita gente acorreria ao centro da cidade, principalmente no fim-de-semana, e ela ficaria mais animada. Poderia haver concessão de esplanadas neste período, caso os estabelecimentos existentes não as preenchessem.

JOSÉ MIGUEL JÚDICE – Concordando ou discordando, vale sempre a pena ver e ouvir o advogado e ex- Bastonário Dr. José Miguel Júdice, que estará no auditório Dr. Ruben de Carvalho, Rua Conde de São Cosme do Vale, hoje, dia 6 de Junho de 2019, pelas 18h, numa sessão organizada pela delegação de Vila Nova de Famalicão da Ordem dos Advogados, especialmente dirigida a juristas.

CHUVA – Que bom! Depois de um mês de Maio seco, temos o início do dia 4 de Junho com o céu encoberto e com chuva, temendo apenas que seja muito pouca. Chuva é água e água é vida!

LEITORES – Façam-me chegar notícias da cidade e do concelho que considerem de particular interesse para divulgar e comentar, por favor.

(Em Opinião Pública, 06/06/19)

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Escola básica, informação e espaço dos famalicenses

ESCOLA BÁSICA DA SEDE – O dia das eleições europeias (26/05/19) permitiu a muitas pessoas entrar na antiga Escola Primária da Sede (Rua Conde de São Cosme do Vale, sem saída), junto dos Paços do Concelho, agora profundamente renovada. As eleições possibilitam encontros e conversas agradáveis sobre temas diversos, com a regra de não se falar de opções de voto. Fala-se, no entanto, das abstenções e fala-se principalmente de outros assuntos. A escola renovada era um deles. "Já não é a minha escola", dizia uma antiga aluna, chamando a atenção para as profundas transformações operadas no edifício, positivas umas, negativas, outras.

ESCOLA BÁSICA DA SEDE II – Pela minha parte, o que mais me chocou de imediato foi a falta de árvores e o excesso de cimento no chão. Nem uma árvore! E lembro-me de ajudar a plantar várias há muitos anos, integrado num grupo que se denominava ASPA/GIE, uma delegação da ASPA de Braga e um Grupo de Intervenção Ecológica de Famalicão, na frente do edifício, e com a presença do Dr. João Costa (delegado de Saúde). É preciso, urgentemente, plantar árvores nos escassos espaços não ocupados pelo cimento e não só. Árvores adequadas com raízes que cresçam para baixo e sejam renovadas sempre que se desenvolvam em excesso e causem prejuízo.

PARQUE DA CIDADE – Não deixarei de falar repetidamente nisto: o Parque da Devesa deve transformar-se no Parque da Cidade e isso só acontecerá quando se fizer a ligação dele com o Parque de Sinçães, (o que não é difícil) e o prolongamento até ao tribunal judicial, aproveitando a parte central da quinta abandonada há décadas que ali existe e a nesga de passagem que ainda é possível utilizar. Se o parque crescer, ganhará a cidade e os proprietários da quinta,  que já foi conhecida como dos Machado Guimarães. Precisamos de estar atentos.

INFORMAÇÃO AOS MUNÍCIPES – Se eu quiser saber como vai ser reabilitado o velho mercado municipal ou o que se pretende fazer na velha Caixa Geral de Depósitos, tenho de ir ao Balcão Único, tenho de preencher e entregar formulários lá disponíveis e tenho de esperar que seja chamado para me darem as informações pretendidas (foi o que me disseram através de telefonema que fiz para o 252 320 900, o número oficial da câmara municipal). Isto chama-se burocracia e convite à passividade dos famalicenses.

ESPAÇO DOS FAMALICENSES – O município deveria ter uma atitude inteiramente diferente, promovendo a participação. Poderia e deveria ter na página oficial do município um espaço interactivo para perguntas, sugestões, reclamações e troca de opiniões sobre assuntos de interesse para os famalicenses. Só não existirá esse espaço se não se não se quiser mesmo fomentar o debate público local.

COLÓQUIO ANTÓNIO SÉRGIO – Com pena minha, não pude participar no colóquio "Revisitar António Sérgio: cinquenta anos depois", que decorreu no dia 24 de Maio de 2019, durante todo o dia, no Museu Bernardino Machado. O colóquio teve muito interesse pelo tema e pelos intervenientes. Parabéns à organização! Pena que não ficasse gravado e disponível para ser ainda ouvido.

EN N.º 14 – Recebi informações sobre a data da conclusão da EN n.º 14 que atravessa o centro de Famalicão. O ano indicado é 1850. Continuarei a procurar e receber informações.

(Em Opinião Pública, 30/05/19)

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Informação, consequências e Balcão Único

INFORMAÇÃO  O nosso município, através da câmara municipal, cuida muito bem da informação oficiosa, isto é, da informação de dentro para fora, do município para os munícipes. Cuida, porém, muito pouco da informação de fora para dentro, ou seja, não se interessa muito por atender facilmente os munícipes que pretendem informação de interesse geral. Tenho experiência disso.

CONSEQUÊNCIAS – Por via disso, muitas vezes quem escreve comete erros por deficiência de informação. Por exemplo, estava convencido (e não só eu) de que os mais de 11 milhões de euros de que se fala para a revitalização de parte do centro urbano eram destinados apenas ao chão, às ruas e praças dos locais a revitalizar, mas fiquei com ideia diferente depois de visitar o Departamento de Urbanismo para consultar os documentos em discussão pública. Ao que parece, nessa parte, vão gastar-se 5,5 milhões de euros; o resto ficará nomeadamente para o mercado.

MERCADO MUNICIPAL  Se bem compreendi, a reabilitação do mercado vai ser a primeira obra a avançar, o que se aplaude. O mercado vai ser reabilitados e não deitado abaixo para fazer outro. Também é de aplaudir. Não sei se se pode consultar a maquete respectiva. Ela deveria estar disponível na página do município.

VELHA CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS  Já está um anúncio a dizer que entrou um pedido de licença de obras no edifício da esquina da Rua de Santo António, junto do Hotel Garantia. Não sei o que vai sair dali e interessa saber. Tentei o Balcão Único (BU). Vejam o resultado.

BALCÃO ÚNICO  Telefonei para o BU há dois minutos (dia 21/05/19, às 9h35). Marquei o n.º 1. Fiquei na fila de espera. A minha posição é o número dois, disse-me uma voz automática. Já me repetiram a minha posição mais de cinco vezes. Sempre no n.º 2. Já passaram cerca de 10 minutos. Depois de esperar 15 minutos, desisti.

BALCÃO ÚNICO II  Fui ao Balcão Único ao fim da tarde. Bem atendido, mas já cheguei tarde. Para questões de urbanismo, o balcão fecha às 16h30 e não às 18h como, certamente por lapso, os serviços telefónicos do município me informaram. Trouxe o formulário "Direito à Informação" impresso, para preencher em casa. Este formulário, no entanto, é para quem tem interesse directo e o meu interesse não é "directo" nos termos da lei. É um interesse geral como munícipe. Preencherei na mesma e verei o resultado.

NOVA ACRÓPOLE  Esta organização, que está implantada também em Famalicão, vai organizar uma caminhada cultural e histórica pelo Centro da Cidade e convidou-me para colaborar. Alguém me pode indicar em que data se construiu a velha EN n.º 14 que liga Porto a Braga e que hoje está transformada em ruas e praças? Ela vem do lado do Porto, passa junto do Posto de Turismo e do Pingo Doce, segue em linha quase recta até à Rotunda de Santo António e segue para Braga, passando ao lado do Tribunal Judicial.

(Em Opinião Pública, 23/05/19)

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Revitalização do centro urbano

REVITALIZAÇÃO DO CENTRO URBANO – O tempo de que disponho é curto, mas arranjei algum para contactar os serviços de urbanismo. Indicaram-me a quinta-feira (16/05/2019), dia de saída deste jornal, para ser recebido e me darem as informações que pretender sobre a "revitalização dos espaços públicos da área central da cidade". Não poderei, pois, dar notícias dessa visita antes do fim do período de discussão pública, que é 17 de Maio, mas darei mesmo assim, na próxima semana.

É PORTUGUÊS? – Entretanto, perguntei a um responsável de um estabelecimento da área que vai ser requalificada o que iria mudar naquela zona. Explicou-me o que sabia (tinha ido à sessão de apresentação),  disse-me que naquela zona a prioridade ia para os peões e para as bicicletas e que os automóveis poderiam passar, mas sem prioridade em relação a pessoas e bicicletas (referia-se ao espaço junto do quiosque e dos táxis). Perguntei também se nos 11 milhões de investimento iria caber também a requalificação do mercado. Disse-me que não. Adiantei que me parecia muito dinheiro para obras que nem sequer tinham construção, salvo o quiosque e pouco mais. Disparou-me algo de que não estava à espera: "O senhor é português?" Queria ele dizer se eu não sabia como são os portugueses e acrescentou de imediato: "já sabe como funcionam as coisas em Portugal. Se esse dinheiro estivesse nas minhas mãos, o que eu faria!" 

PLACARD Perguntei à câmara municipal as condições de licenciamento dos placards publicitários que estão na cidade a difundir publicidade e só publicidade. Esperava que esses placards dessem também informação sobre actividades culturais, desportivas e outras, mas, ao que parece, não existe essa obrigação. Pagam 1.317  por ano à Câmara e depois fazem a publicidade que entendem. É pena e não valoriza a cidade. Mas procurarei dar informação mais detalhada.

RUA DIREITA – Andei a ver os tapetes do dia 12 de Maio pelas ruas da cidade. Tapetes bonitos feitos pelos moradores em várias ruas, como por exemplo a Rua Ana Plácido e a Rua Cupertino de Miranda e muita gente a acompanhar a procissão. É grande a devoção à Senhora de Fátima. Passei também pela Rua Direita e nela o que mais me impressionou foram as pessoas nas casas. A Rua Direita ainda tem habitantes. Importa fazer tudo para que aquela rua continue a ter vida e auxiliar a melhorar as habitações. É a rua mais antiga da cidade e deve manter as suas características, mas para isso precisa de apoio. Desde logo, apoio municipal, o que se poderia fazer com uma pequena parcela dos milhões que se vão gastar no chão das Praças D. Maria II, Mouzinho de Albuquerque e à volta! 

SINALIZAÇÃO – A sinalização das ruas e praças da cidade não é má. É péssima! São poucas e pequenas as placas existentes. Observem, com atenção.

(Em Opinião Pública, 17/05/19)

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Agricultura e discussão pública

FEIRA DE 8 DE MAIO – Há um ditado tipicamente local que diz "sol nas Cruzes, chuva na Feira Grande". Ele usa-se em Famalicão (não sei se em Barcelos) e quer dizer que quando há bom tempo (sol) nas Festas das Cruzes, em Barcelos, que é uma semana antes da Feira Grande de 8 Maio, de Famalicão, há mau tempo (chuva) nesta. Assim sucedeu neste ano de 2019. Excelente tempo de sol nas Cruzes, chuva na Feira Grande, principalmente na noite de 7 para 8.

SUBIDA DO FCF – A imprensa local deu muito relevo à subida do Futebol Clube de Famalicão à primeira divisão. O Opinião Pública de 8 de Maio esteve à frente e abre com uma bela fotografia dos festejos dos adeptos na Praça do Município e repete, com boas fotografias, nas páginas interiores. No entanto, um pormenor: passei pela Praça do Município às 23h do mesmo dia e não havia uma pessoa sequer no local que estava repleto uma hora antes. Também não se ouvia barulho. Os adeptos devem ter ido festejar para outro lado.

AGRICULTURA – No entanto, o que de mais interessante trazia o Opinião Pública da semana passada era o suplemento da Fagricoop dedicada à agricultura e que abria com uma entrevista com Manuel Loureiro, presidente da cooperativa. Muito mais importante do que o futebol é a vida agrícola e florestal do nosso concelho, que tem mais de 200 km². Precisamos de uma agricultura diversificada e bem planeada. Devia ser tema todas as semanas na imprensa. Nem só de indústria vive o concelho.

ANDREIA SANTOS – No suplemento da Fagricoop há um texto, que merece ser lido, intitulado "Um acaso". Leiam, vão gostar e vão emocionar-se! Um pormenor: "fazemos o parto e nasce... o João. Nesse dia, uma das minhas melhores amigas, das mais resistentes que conheço, fazia anos. Este vitelinho resistiu às mais difíceis provas, por isso dei-lhe o nome de João, em honra da MJ".

DISCUSSÃO PÚBLICA – Ainda não tive tempo, sequer, de consultar a documentação sobre a revitalização do centro urbano da cidade. Como já disse, o tempo voa e o período de discussão vai terminar (já na próxima semana), seguramente, com uma participação pública muito reduzida. E tantos famalicenses "a matar o tempo" sentados nos cafés ou a falar de banalidades. Ser cidadão activo dá trabalho.

(Em Opinião Pública, 09/05/19) 

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Urgências e centro de saúde

URGÊNCIAS DO HOSPITAL E CENTRO DE SAÚDE – As urgências do hospital e o centro de saúde deveriam estar muito próximos. Quem estivesse sem justificação nas urgências deveria poder passar facilmente para o centro de saúde sem ter de se deslocar cerca de um quilómetro, para junto da estação, como hoje acontece. Há espaço próximo do hospital que poderia ser aproveitado para esse efeito. Este não é um assunto menor.

REABILITAÇÃO DO CENTRO DA CIDADE – É preciso dar condições para que famalicenses habitem no centro histórico (nas ruas mais centrais) e o Hotel Garantia deve ser reabilitado, pois também faz falta no centro da cidade. Podemos ter ali, com mais um piso ou dois, um bom hotel. A reabilitação não pode ser apenas do mercado municipal e à volta.

MARCA FAMALICÃO – Não me habituei à nova marca do município de Vila Nova de Famalicão. Pode ser que me habitue, mas parece-me que "não havia necessidade" de fazer a mudança assim e agora. Aceito ser convencido do contrário.

FUTEBOL CLUBE DE FAMALICÃO – O que me leva a estar atento e a querer saber se o Famalicão sobe para a 1.ª divisão quando sei que o futebol é um mundo mal frequentado e que há negócios dentro dele nada recomendáveis? Já fui, há muitos anos, um "doente" pelo futebol, mas julgo estar curado. Este interesse pelo Famalicão prova, porém, que não, pelo menos inteiramente. A nossa terra mexe connosco.

(Em Diário Famalicense, 11/04/19) 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Ranking das escolas

RANKING DAS ESCOLAS FAMALICENSES – Não dou excessiva importância aos rankings das escolas, mas dou alguma. Eles são indicadores que devem merecer atenção para que as nossas escolas possam ser cada vez melhores. Espero que a imprensa local faça um trabalho adequado sobre esta matéria contribuindo, assim, para uma melhor educação no concelho de que fazemos parte.

RANKING 9.º ANO – Segue o ranking obtido através do Jornal de Notícias sobre a classificação das nossas escolas públicas e privadas com resultados relativos ao 9.º ano. Note-se que o total destas escolas no país é de 1 218. Merece particular atenção as que se situam abaixo da posição 500.º.

  • 1.ª – Externato Delfim Ferreira (191.º)
  • 2.ª – Escola Básica de Pedome (212.º)
  • 3.ª – Escola Básica Júlio Brandão (239.º)
  • 4.ª – Escola Secundária Padre Benjamim Salgado (285.º)
  • 5.ª – Cooperativa Vale São Cosme (373.º)
  • 6.ª – Escola Básica de Ribeirão (501.º)
  • 7.ª – Escola Básica de Gondifelos (529.º)
  • 8.ª – Escola Secundária D. Sancho I (572.º)
  • 9.ª – Escola Básica de Vale do Este – Arnoso, Santa Maria (670.º); 
  • 10.ª – Escola Básica D. Maria II – Gavião, Famalicão (740.º)
  • 11.ª – Cooperativa de Ensino Didáxis – Riba D’Ave (882.º).

RANKING 12.º ANO – Segue, também, o ranking das escolas famalicenses com resultados relativos ao 12.º ano, também obtido a partir do Jornal de Notícias. O total de escolas com este nível de ensino é de 630.

  • 1.ª – Escola Secundária Padre Benjamim Salgado (94.º)
  • 2.ª – Escola Secundária D. Sancho I (118.º)
  • 3.ª – Cooperativa de Ensino Didáxis (134.º)
  • 4.ª – Escola Secundária Camilo Castelo Branco (143.º)
  • 5.ª – Escola Cooperativa Vale S. Cosme (Didáxis) (161.º)
  • 6.ª – Externato Delfim Ferreira – Delfinopolis (294.º)

ESCOLAS FAMALICENSES – Quem não gostaria de ver uma escola famalicense entre as 20 primeiras classificadas no ranking?

OUTROS ASSUNTOS – Bem gostaria de falar de outros assuntos, mas não tem sido fácil obter, a nível local, a informação de que preciso. E sem informação não há opinião.

(Em Diário Famalicense, 21/02/19)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

População, vias e ruas

POPULAÇÃO – O concelho de Vila Nova de Famalicão tinha cerca de 127.500 habitantes em 2001. Cerca de 134.000 em 2011. E em 2021? 

CONCELHOS LIMÍTROFES E MAR – O nosso concelho tem limite com os concelhos de Guimarães, a nascente; da Trofa e Santo Tirso, a sul; de Vila do Conde e Póvoa de Varzim, a poente; e Barcelos e Braga, a norte. São sete concelhos! E está a cerca de 20 km do mar e a menos de 30 km da cidade do Porto e do aeroporto. Uma situação invejável.

VIAS RODOVIÁRIAS – Vila Nova de Famalicão, que tem uma superfície de pouco mais de 200 km², tem 44 km de autoestradas; 100 km de estradas nacionais classificadas e desclassificadas; 323 km de vias municipais e 1170 km de outras vias (vias urbanas e vicinais). Fora as auto-estradas e as estradas nacionais, que estão nas mãos do Estado, são muitos os quilómetros nas mãos do município (quase 1500 km). É necessário muito trabalho e dinheiro para pavimentar, cuidar e reparar devidamente estas vias.

NOMES DE RUAS E PRAÇAS – Os nomes de ruas, avenidas e praças em muitas terras do país e também no nosso concelho não são devidamente tratadas. Por vezes, é difícil saber em que rua estamos, onde ela começa, continua ou acaba porque falta sinalização. Faltam nomeadamente as placas toponímicas, tarefa que é da responsabilidade de municípios e de freguesias.

PASSEIOS – Importa cuidar dos passeios na cidade. Muitos deles estão longe da qualidade que deveriam ter. Os passeios são para os peões o que as ruas são para os automóveis. E nenhum automobilista gosta de ruas esburacadas. Dos passeios fora da cidade falaremos oportunamente.

PRAÇA 9 DE ABRIL – Está colocado, como a lei manda, um anúncio no prédio que foi durante mais de meio século a loja da Casa das Louças para a respectiva reabilitação, reconstrução e ampliação. Importa manter as características daquela praça e fazer uma reabilitação de qualidade. Temos direito a isso.

(Em Opinião Pública, 17/01/19)