A denominada reabilitação da Avenida do Brasil corre o risco de ser uma muito má intervenção urbanística. Desde logo, aquela espécie de muro deitado no meio dela, um muro de betão com respiros circulares para árvores, de tantos em tantos metros, começa logo por impressionar muito mal.
Depois, aquele passeio do lado norte que, em parte, é bem largo (3 metros), mas noutra parte, ao longo de um alto muro com cerca de 50 metros de extensão, é demasiado estreito (1,5 metros), não ajuda em nada à qualidade da reabilitação.
Pior ainda: foi pura e simplesmente destruída a Rua Aires da Silva Castro (Vereador) na parte em que fazia a ligação entre a Avenida do Brasil e a Urbanização da Berberia. Nem sequer ficou uma rua pedonal!
Também nada abona a reabilitação daquela rotunda, em frente ao Jumbo, que domina toda a intervenção que está a ser feita, levando a pensar também muito mal da reabilitação. Reparem bem nela e à volta.
Finalmente, custa a compreender que, depois da rotunda de acesso para a variante, termine o fôlego da intervenção reabilitadora, retomando-se sem mais a velha e estreita EN Famalicão–Guimarães (que ficou pior).
Não dá para entender, ou até dá, se pensarmos que, como diz o reclamo publicitário colocado – ao contrário! – na Rotunda Bernardino Machado: "Famalicão não Pára". É que, efectivamente, a câmara não pára para pensar e planear devidamente. Depois, os resultados estão à vista.
Entretanto, as obras, orçamentadas em mais de um milhão de euros, estão em curso há mais de um ano, tendo já ultrapassado o prazo de conclusão previsto (365 dias).
Pelo que nos foi dado saber, está, entretanto, em curso um movimento de cidadãos que pretende limitar e reverter os estragos já feitos, defendendo não só os interesses dos moradores mais próximos, como dos famalicenses em geral. Ainda bem que há cidadãos(ãs) activos(as) em Famalicão!
(Em O Povo Famalicense, edição de 20 a 26/03/12)