segunda-feira, 26 de março de 2012

Parque da Cidade

JORGE MOREIRA DA SILVA – O famalicense Jorge Moreira da Silva é hoje (segunda-feira) notícia destacada em toda a imprensa nacional dada a qualidade de primeiro vice-presidente do PSD que resultou do congresso deste fim de semana. Dou aqui conta da minha satisfação por este facto, pois tenho por ele muito apreço, desde há muito tempo. Lembro especialmente o seu trabalho em defesa do ambiente e o cuidado de ter vida para além da política. É conhecida a sua preocupação com a intervenção cívica, pois, como costuma dizer, "a vida política não termina nos partidos".

PARQUE DA CIDADE – Não pude participar, por razões de trabalho, na sessão pública que na passada sexta-feira reuniu, na Casa das Artes, alguns conceituados peritos para tratar da arborização do Parque da Cidade. Espero ler os resultados na imprensa local. Trata-se afinal daquilo que é essencial num parque: árvores. Esta iniciativa merece aplauso e merecia também destaque na página oficial do município.

REABILITAÇÃO DA AVENIDA DO BRASIL – Está em marcha um movimento de munícipes para lutar por uma melhor reabilitação da Avenida do Brasil. Esperemos que tenha apoio junto das entidades oficiais e por elas seja visto como um contributo para uma melhor cidade. É assim que eu o entendo. Entretanto, quanto mais se repara na avenida, quantos mais defeitos surgem. Atente-se, por exemplo, no passeio do lado poente a seguir à rotunda que dá para o Jumbo.

(Em O Povo Famalicense, edição de 27/03 a 02/04/12)

quarta-feira, 21 de março de 2012

A reabilitação da Avenida do Brasil

A denominada reabilitação da Avenida do Brasil corre o risco de ser uma muito má intervenção urbanística. Desde logo, aquela espécie de muro deitado no meio dela, um muro de betão com respiros circulares para árvores, de tantos em tantos metros, começa logo por impressionar muito mal.

Depois, aquele passeio do lado norte que, em parte, é bem largo (3 metros), mas noutra parte, ao longo de um alto muro com cerca de 50 metros de extensão, é demasiado estreito (1,5 metros), não ajuda em nada à qualidade da reabilitação.

Pior ainda: foi pura e simplesmente destruída a Rua Aires da Silva Castro (Vereador) na parte em que fazia a ligação entre a Avenida do Brasil e a Urbanização da Berberia. Nem sequer ficou uma rua pedonal!

Também nada abona a reabilitação daquela rotunda, em frente ao Jumbo, que domina toda a intervenção que está a ser feita, levando a pensar também muito mal da reabilitação. Reparem bem nela e à volta. 

Finalmente, custa a compreender que, depois da rotunda de acesso para a variante, termine o fôlego da intervenção reabilitadora, retomando-se sem mais a velha e estreita EN FamalicãoGuimarães (que ficou pior).

Não dá para entender, ou até dá, se pensarmos que, como diz o reclamo publicitário colocado – ao contrário! – na Rotunda Bernardino Machado: "Famalicão não Pára". É que, efectivamente, a câmara não pára para pensar e planear devidamente. Depois, os resultados estão à vista.

Entretanto, as obras, orçamentadas em mais de um milhão de euros, estão em curso há mais de um ano, tendo já ultrapassado o prazo de conclusão previsto (365 dias).

Pelo que nos foi dado saber, está, entretanto, em curso um movimento de cidadãos que pretende limitar e reverter os estragos já feitos, defendendo não só os interesses dos moradores mais próximos, como dos famalicenses em geral. Ainda bem que há cidadãos(ãs) activos(as) em Famalicão!

(Em O Povo Famalicense, edição de 20 a 26/03/12)

quarta-feira, 7 de março de 2012

Partidos

ROCHA PEIXOTO – Costumo passar pelo Museu Bernardino Machado, instalado na Rua Adriano Pinto Basto, aos domingos. Ele está aberto e tem muitas vezes exposições que vale a pena ver. Neste momento, pode visitar-se uma, muito bem feita, sobre o ilustre poveiro Rocha Peixoto. Pena é que o museu tenha tão poucas visitas. As pessoas passam, olham, mas não sabem bem o que fazer. Faz falta logo à entrada uma indicação que diga algo semelhante a isto: "Entre e Venha Ver. É Gratuito.".

TURISMO – Tenho muita dificuldade em compreender porque está fechado aos domingos o nosso posto de turismo. Não é nesses dias que temos mais visitantes com tempo disponível? Também não compreendo porque continua instalado (em más condições) junto ao antigo posto da PVT, perto do Pingo Doce. O posto de turismo bem poderia estar instalado num lugar mais central, por exemplo, no Museu Bernardino Machado, no espaço que continua a ser ocupado, contra todo o interesse público, pela Companhia de Seguros Confiança. Quantos anos mais vão ser ainda necessários para dar cumprimento à decisão do Tribunal que liberta aquele espaço?

FREGUESIAS – Há quem defenda que as freguesias da cidade (Antas, Brufe, Calendário, Gavião e Vila Nova de Famalicão) devem passar a ser só uma. Quem tem opinião segura sobre este assunto?

PARTIDOS – Os partidos são necessários porque em política não temos todos a mesma opinião nem as mesmas ideias. Mesmo no tempo de Salazar, quando os partidos estavam legalmente proibidos, havia dois: a União Nacional, criada e apoiada pelo regime, e a oposição, formada por todos aqueles que a ele se opunham. Mas sendo necessários, devem funcionar seriamente. E funcionar seriamente é desde logo funcionar com transparência. Os partidos não têm o direito de se fecharem. Em democracia, devem ser espaços abertos. Vou testar a abertura e transparência dos partidos em Famalicão. É fácil: basta visitá-los. Vou tentar mais uma vez.

(Em O Povo Famalicense, edição de 06 a 12/03/12)