quinta-feira, 26 de março de 2020

Tempos de resistência pela saúde

Dia 19/03/20

QUINTA-FEIRA – Dia do Pai. Sem festa. A COVID-19 comanda. Famalicão quase deserta. Supermercado Bandeirinha a funcionar. Quiosque dos jornais na Rua Narciso Ferreira também. Comprei JN e Visão. Público online. Opinião Pública com notícias da pandemia no concelho, como deve. De resto, quarentena. Acabar textos e fechar revistas da AEDREL.

Dia 20/03/20

SEXTA-FEIRA – Chuva. Ansiedade pelos números de hoje. Infectados: 1200 confirmados. Mais 235 do que ontem. 6 mortos. Dia pleno de quarentena. Correio. Reunião de 44 participantes, docentes da Lusófona, para aprender a dar aulas à distância e debater problemas conexos como a avaliação. Tento obter informação de outros países através dos jornais: El Pais, Le Monde e La Repubblica. Visitei páginas oficias dos municípios portugueses. Umas a dar o devido relevo à crise, outras nem por isso. E, no entanto, todas as páginas deveriam dar informação diária e actualizada.

HOSPITAL DE FAMALICÃO – É nestas alturas que temos consciência do erro que foi entupir com construções a entrada antiga e a entrada nova para os serviços de urgência. Não fomos capazes de perceber que um hospital grande, como deveria ser o nosso, precisava de muito espaço envolvente livre. Ainda há uma possibilidade de alargar para o lado Norte, ultrapassando mesmo a Rua Vasco de Carvalho, pois existe lá um bom espaço livre. Não parece ser essa a opinião da câmara municipal e é pena. Mal de um hospital que não possa ter tendas de campanha junto dele em momentos de crise.

Dia 21/03/20

SÁBADO – Dia com alguma chuva. Aumentaram para 1.280 os infectados (mais 260 que no dia anterior). De tarde fui à Farmácia Central. Com muito pouca gente. Não há falta de medicamentos. Esgotado está o álcool. Na cidade, pouca gente.

Dia 22/03/20

DOMINGO – Dia de sol. Algumas nuvens, por vezes a encobrir o sol. Infectados: 1.600. Aumento de 320 (25%). Região Norte com 825 casos. 

LAR PRATINHA – Vila Nova de Famalicão abre os noticiários por causa do Lar Pratinha em Cavalões. 18 funcionários, 8 infectados e 10 em quarentena. 33 utentes. Situação complicada. A directora do lar e mais duas pessoas a aguentar todo o serviço desde ontem à noite. Terá começado na quinta-feira. Foi emitido um comunicado ao princípio da tarde do dia 22 (embora o comunicado não estivesse datado, deve ser essa a data) sobre a situação no lar. No essencial, remete o problema para as autoridades de saúde. Do comunicado resulta também que a câmara municipal criou um gabinete de crise para a COVID-19.

Dia 23/03/20

SEGUNDA-FEIRA – Evacuado o Lar de Cavalões. Ficou sem doentes. Foram para o Hospital Militar do Porto.

LARES E TESTES – Município de Braga avança com testes gratuitos à COVID-19 em lares de idosos, a utentes e pessoal de serviço (Diário do Minho de hoje). Um exemplo que deveria ser seguido noutros municípios.

Dia 24/03/20

TERÇA-FEIRA – Sempre em quarentena. Entre a esperança e o pânico. A esperança parece estar à frente. Aliás, o pânico só faz mal. Reconfortante a entrevista com médico do Hospital de São João na RTP (Grande Entrevista).

Dia 25/03/20

QUARTA-FEIRA – A FamaTV está na linha da frente e acabo de ouvir uma entrevista no Hospital de Vila Nova de Famalicão ao responsável Dr. António Barbosa. Não vi data nem hora. Esperemos que as palavras de confiança que transmitiu se confirmem. E que a linha da frente deste combate, ou seja, o CHMA (Centro Hospitalar do Médio Ave) responda com a coragem que o momento exige. Lembremo-nos sempre: médicos, enfermeiros, técnicos, pessoal auxiliar (desde logo o de limpeza) e outros que têm de estar nos seus postos de luta pela saúde valem muito mais do que qualquer jogador de futebol ou cantor, por muito dinheiro que estes ganhem.

quinta-feira, 19 de março de 2020

Vida diferente

Dia 16/03/20

QUARENTENA – Como começou esta segunda-feira em Famalicão, na cidade e no concelho? Não sei, não tenho informação geral, estou em casa. Sei apenas, por um familiar que foi fazer as compras, que na minha rua está aberto o Supermercado Bandeirinha, ainda que com regras diferentes de funcionamento. Entra-se pelo lado de trás. Só podem entrar quatro pessoas de cada vez. Saindo pessoas (pela frente), entram outras que estavam à espera. O comércio aqui na rua está fechado. O café São Paulo, junto da Cidif, de manhã estava aberto.

QUARENTENA II – Serão estes novos tempos motivo para regressar às rádios locais? Não costumo ouvir, mas ouviria se soubesse que davam notícias sobre a cidade, o concelho e a região. Notícias seguras e de interesse para a nossa comunidade local, concelhia e regional? Quais são os noticiários principais? Há actualizações regulares?

QUARENTENA III – Caem aqui no meu computador portátil, onde digitalizo estas linhas, informação de jornais nacionais e outras. Posso receber de outros lados? Gostaria de ver cair aqui informações (alertas) não alarmistas, mas verdadeiras dos meios de comunicação social locais e, nomeadamente, da digital. Aliás, os meios de comunicação não devem trabalhar em competição, mas em cooperação.

QUARENTENA IV – É minha opinião que nestes tempos dominados pela COVID-19, as freguesias têm um papel fundamental, devem estar muito activas, cuidar dos seus vizinhos na medida do possível e ir dando informações. Não só as más, as boas também. Cada freguesia, com a sua junta e assembleia, deve ser uma ajuda para os respectivos habitantes e de nenhum modo fechar as portas (ainda que tendo cuidado com os contactos presenciais). Principalmente, telefones e outros meios de contacto ao dispor permanentemente.

Dia 17/03/20

TERÇA-FEIRA – Este novo dia de quarentena amanheceu com sol. Segundo informações que obtive, ao contrário de ontem, o Supermercado Bandeirinha estava com muita gente. Fila grande, dadas as restrições de entrada. Também filas no Jumbo e no Lidl. Está a ser feito o reabastecimento normal da semana no Bandeirinha. Vi a entrevista na Fama TV ao Presidente da ACIF. Vi também à noite a entrevista ao presidente da câmara (demasiado extensa). Ambas positivas, mas com más notícias. É assim a realidade.

Dia 18/03/20

QUARTA-FEIRA – Sol. As más notícias continuam. Famalicão continua deserta. A história do paciente de Gondifelos que esteve no Hospital de Famalicão duas vezes, contada na Fama TV, não dá confiança. No entanto, a melhor atitude é manter a normalidade possível, trabalhar ou fazer algo que nos livre de pensar só na COVID e ter a esperança de melhores dias. Eles virão!

(Em Opinião Pública, 19/03/2020)

quinta-feira, 5 de março de 2020

Apontamentos

ESTAÇÃO DE FAMALICÃO  Quem viaja nos comboios suburbanos BragaPorto verifica a importância da estação de Famalicão pelo movimento de passageiros, particularmente nas denominadas horas de ponta. Isto significa que devemos lutar por um cada vez melhor transporte para Braga e para o Porto e em relação a esta cidade há toda a possibilidade de reduzir o tempo de viagem para menos de 30 minutos. Bastará alargar a linha entre Ermesinde e Contumil. Há um engarrafamento em Ermesinde porque se juntam lá os comboios vindos da Linha do Minho e do  Douro e a partir  desta estação e até Contumil há apenas uma linha para cada lado. É preciso  quadriplicar a via para que os comboios possam circular mais facilmente. São apenas 7 (sete) quilómetros!

FUTEBOL – Tenho duas atitudes opostas em relação ao futebol. Gosto de ver o F. C. de  Famalicão ganhar, mas não gosto dos negócios que andam à volta do futebol. O futebol tornou-se uma indústria, mas não me parece uma indústria limpa. E é tanto mais suja quanto mais são os milhões que movimenta. Felizmente que me afasto cada vez mais deste interesse por estes desporto.

SAÚDE  Muito mais importante é a saúde e, embora esta seja um serviço público nacional (SNS), o município, ou seja, nós famalicenses, temos de trabalhar muito por ele. É obrigação nossa, através do município, lutar pelo bom funcionamento do serviço no nosso concelho, exigindo o que for justo exigir do Governo. Entretanto, à volta do Centro de Saúde do Alto da Vila escasseia o estacionamento e não devia. O mesmo sucede junto do hospital. É preciso cuidar deste aspecto e este é um assunto local, da responsabilidade do município.

AUTOMÓVEL ARRUMADO  Está estacionado  ou melhor, arrumado  há mais de um ano um automóvel na Rua Artur Cupertino de Miranda, próximo do hospital desta cidade. Os pneus estão vazios e crescem ervas à volta. É uma zona de estacionamento livre. Como se justifica uma situação destas? Se tivéssemos uma junta de freguesia nossa, no centro da cidade, não deixaria de a interpelar constantemente até que o assunto fosse resolvido por quem tem o dever de o resolver. E famalicense que se preze não deixará que esta situação se mantenha em silêncio. Aquele lugar faz falta a muita gente.

(Em Opinião Pública, 05/03/20)