QUINTA-FEIRA – Dia do Pai. Sem festa. A COVID-19 comanda. Famalicão quase deserta. Supermercado Bandeirinha a funcionar. Quiosque dos jornais na Rua Narciso Ferreira também. Comprei JN e Visão. Público online. Opinião Pública com notícias da pandemia no concelho, como deve. De resto, quarentena. Acabar textos e fechar revistas da AEDREL.
Dia 20/03/20
SEXTA-FEIRA – Chuva. Ansiedade pelos números de hoje. Infectados: 1200 confirmados. Mais 235 do que ontem. 6 mortos. Dia pleno de quarentena. Correio. Reunião de 44 participantes, docentes da Lusófona, para aprender a dar aulas à distância e debater problemas conexos como a avaliação. Tento obter informação de outros países através dos jornais: El Pais, Le Monde e La Repubblica. Visitei páginas oficias dos municípios portugueses. Umas a dar o devido relevo à crise, outras nem por isso. E, no entanto, todas as páginas deveriam dar informação diária e actualizada.
HOSPITAL DE FAMALICÃO – É nestas alturas que temos consciência do erro que foi entupir com construções a entrada antiga e a entrada nova para os serviços de urgência. Não fomos capazes de perceber que um hospital grande, como deveria ser o nosso, precisava de muito espaço envolvente livre. Ainda há uma possibilidade de alargar para o lado Norte, ultrapassando mesmo a Rua Vasco de Carvalho, pois existe lá um bom espaço livre. Não parece ser essa a opinião da câmara municipal e é pena. Mal de um hospital que não possa ter tendas de campanha junto dele em momentos de crise.
Dia 21/03/20SÁBADO – Dia com alguma chuva. Aumentaram para 1.280 os infectados (mais 260 que no dia anterior). De tarde fui à Farmácia Central. Com muito pouca gente. Não há falta de medicamentos. Esgotado está o álcool. Na cidade, pouca gente.
Dia 22/03/20DOMINGO – Dia de sol. Algumas nuvens, por vezes a encobrir o sol. Infectados: 1.600. Aumento de 320 (25%). Região Norte com 825 casos.
Dia 23/03/20
SEGUNDA-FEIRA – Evacuado o Lar de Cavalões. Ficou sem doentes. Foram para o Hospital Militar do Porto.
Dia 24/03/20
Dia 25/03/20
QUARTA-FEIRA – A FamaTV está na linha da frente e acabo de ouvir uma entrevista no Hospital de Vila Nova de Famalicão ao responsável Dr. António Barbosa. Não vi data nem hora. Esperemos que as palavras de confiança que transmitiu se confirmem. E que a linha da frente deste combate, ou seja, o CHMA (Centro Hospitalar do Médio Ave) responda com a coragem que o momento exige. Lembremo-nos sempre: médicos, enfermeiros, técnicos, pessoal auxiliar (desde logo o de limpeza) e outros que têm de estar nos seus postos de luta pela saúde valem muito mais do que qualquer jogador de futebol ou cantor, por muito dinheiro que estes ganhem.