quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Notícias de Famalicão há muitas

Notícias de Famalicão há muitas. O que me falta é tempo para as comentar. Tentarei logo que possível.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Eleições – Falta de Informação

FALTA DE INFORMAÇÃO – Bem gostaria de conhecer os resultados das eleições da assembleia municipal e nas freguesias do nosso concelho. Tentei ver nos jornais e rádios locais (na net), mas nada encontrei. Pedia-se mais aos dois principais semanários.

CÂMARA MUNICIPAL  A vitória do PSD era esperada. A minha dúvida era saber se a diferença de vereadores seria a mesma (7/4). Parece que será. O PSD/CDS subiu a votação e o PS também, mas a diferença entre ambos é enorme. O PS tem de fazer uma forte reflexão/mudança interna. Não basta escolher um bom candidato. A crise do PS vem de longe.

FREGUESIA – Tenho de confessar a minha surpresa pelo resultado da nova e estranha freguesia denominada União das Freguesias de Vila Nova de Famalicão e Calendário. Não só o PS apresentava um bom candidato e uma boa equipa, como a escolha da candidata da coligação foi tudo menos normal, ao que consta.

FAMALICÃO  Vila Nova de Famalicão é um caso claro de que as eleições locais não são (pelo menos sempre) eleições nacionais. Todas estas reflexões sobre eleições a merecer mais distanciamento e melhor conhecimento dos resultados.

domingo, 29 de setembro de 2013

Autárquicas 2013

FOTOS  Acompanhei durante algumas semanas o número de fotos dos dois principais candidatos (os outros tiveram muito pouca expressão). Impressionava a diferença. Na última semana antes das eleições voltei a contar de novo e os resultados foram estes:

Jornal de Famalicão: Paulo Cunha – 9; Custódio Oliveira – 3
O Povo Famalicense: Paulo Cunha – 11; Custódio Oliveira – 1
Cidade Hoje: Paulo Cunha – 14; Custódio Oliveira – 3
Opinião Pública: Paulo Cunha – 10; Custódio Oliveira – 5

FREGUESIAS – O facto de não haver grande perturbação neste acto eleitoral quanto à reforma das freguesias não quer dizer que ela tenha sido bem recebida. Julgo que ainda se vai falar muito deste assunto. Há muito disparate nesta fusão feita à pressa e sem critério razoável.

MUDANÇA – Sejam quais forem os resultados, vai haver muita mudança. Que os novos eleitos estejam à altura dos desafios que têm pela frente.

ANMP – Gostaria de ver a Associação Nacional de Municípios a trabalhar em novos moldes. Precisa de uma reforma. Veremos.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Isto não se faz!

Não imaginava ser possível publicar com largo destaque o resultado de uma sondagem sobre as eleições para a câmara municipal de Famalicão esta semana (a 4 dias das eleições) com trabalho de campo feito há 3 meses. Foi possível e foi em O Povo Famalicense. Tenho pena e tenho de tirar consequências. Uma delas é óbvia.

domingo, 22 de setembro de 2013

Fórum "Vila Nova de Famalicão: Planear o Futuro"

O Fórum "Vila Nova de Famalicão: Planear o Futuro", organizado pela Associação de Amigos de Famalicão, no dia 16 de Setembro de 2013, na Fundação Cupertino de Miranda, excedeu muito as expectativas dos organizadores. Um bom resumo do que nele ocorreu pode ver-se em Fama TV. Será bom que outras iniciativas sobre assuntos de interesse da nossa terra venham a ter lugar, para bem do nosso concelho.

PALAVRAS INICIAIS

Nesse fórum tive a possibilidade, dada pela Associação de Amigos, de fazer uma breve intervenção inicial da qual transcrevo também breves passagens: "Estamos aqui, na fundação, num 'templo de cultura', como se pode ler logo à entrada em texto escrito pelo fundador. Falar de cultura é, ao mesmo tempo, falar de algo difícil e muito complexo. É muito difícil, desde logo, definir cultura. Podemos, no entanto, sempre com muita cautela, dizer que cultura é o contrário da ignorância. É o conhecimento, o saber. Cultura é o que nos permite perceber o que se passa à nossa volta.

Mas a cultura é um mundo. Podemos falar de cultura musical, cultura cinematográfica, cultura histórica, cultura geográfica, cultura urbanística, cultura económica, cultura religiosa, cultura cívica, cultura social, cultura desportiva e também de cultura política. A cultura política é a que diz respeito ao governo da polis e ao modo de governar, ao bem comum.

Tratar aqui o tema 'Vila Nova de Famalicão: Planear o Futuro' é, neste sentido, um acto de cultura. Implica conhecer Famalicão e falar sobre o que queremos para o futuro da nossa terra. O futuro do nosso concelho está, com efeito, nas nossas mãos. 

Curiosamente, é uma manifestação de ignorância pensar que o futuro da nossa terra está nas mãos dos políticos. Também está. Mas não só! O futuro do nosso concelho está desde logo nas mãos da sua população activa (trabalhadores manuais ou intelectuais, empresários, artistas, criadores e muitos outros). E dos políticos também!

Políticos cultos. Um político culto não precisa de ter um curso superior, mas precisa de estudar e saber. Precisa de conhecer bem o território onde vai exercer funções e conhecer a integração desse território noutros. O território local no território regional, o território regional no nacional e o nacional no território global cada vez mais próximo de nós. Ele precisa de olhar para o futuro e planear.

(…)

Quando se trata de política local ele precisa de: planear e ordenar o território (urbanismo e ordenamento do território). Promover o desenvolvimento económico e ter em conta que a economia está ao serviço das pessoas. Contribuir para uma melhor cidadania, por mais civismo. Lutar pela qualidade de vida. Planear a saúde pública. Defender o ambiente.

(…)

Estamos em tempo de eleições. O tempo de eleições é um tempo curto. O tempo de preparar o futuro de Famalicão é um tempo longo e que não tem intervalos de quatro em quatro anos".

P.S.: Realizam-se no próximo domingo, dia 29, as eleições locais. Eleições para os órgãos do município e para não sei quantas freguesias (até agora eram 49). Quanto ao município, que os famalicenses escolham quem tiver melhor capacidade para rasgar novos horizontes para a nossa terra, pois muito precisa. Quanto às freguesias ditas "agregadas", que escolham quem saiba devolver aos famalicenses o direito de organizar melhor a sua rede de freguesias. Não é assim que se faz uma reforma do nosso território!

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Memórias do senhor arcipreste

IMPRENSA LOCAL/ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS 2013 – O costume no espaço de cada jornal.

JOAQUIM FERNANDES – MEMÓRIAS DO SENHOR ARCIPRESTE – O livro de Artur Sá da Costa e Luís Paulo Rodrigues com o título acima é muito interessante. Tiro dele, ainda sem tempo de uma leitura mais cuidada, alguns breves excertos que têm a ver com a vida cívica de Famalicão. Monsenhor Joaquim Fernandes entrou na paróquia em 6 de Janeiro de 1946, onde se manteve até 1998.

URBE – 1945  Álvaro Marques (com jovens políticos como Abel Folhadela de Macedo e José Casimiro da Silva) tentava "concretizar um grande plano de melhoramentos materiais na urbe de Vila Nova de Famalicão, ao tempo reduzida a meia dúzia de ruas, cercadas de quintas, sem água e saneamento público, sem escolas, uma biblioteca municipal moribunda, a Casa de Camilo decadente, alvo de críticas e do escárnio público" (p. 12).

POPULAÇÃO DE MÕES – "A população de Mões, que era formada maioritariamente por operariados e assalariados, era vista com um certo desdém por parte da população da vila. Ora, eu lutei sempre contra esta clivagem social. Até no toque do sino havia diferença. Se o defunto era de Mões tinha direito a menos badaladas e tocava-se menos (pp. 3738).

NOTÍCIAS DE FAMALICÃO – "É pena que nos primeiros anos do século XXI, que têm sido de crise económica e de incerteza quanto ao futuro, o Notícias de Famalicão tenha suspendido a sua publicação. Acho que o encerramento do jornal foi uma decisão errada" (p. 45).

CAMPO DA FEIRA – "Um grande erro urbanístico no campo da feira. No Notícias de Famalicão, o Padre António Guimarães, enquanto director, lutou quanto pôde contra uma decisão urbanística que estragou para sempre a grande sala de visitas de Vila Nova de Famalicão. (…) Se aquele campo da feira estivesse intacto, com toda aquela profundidade, com todas as suas casas comerciais à volta, teria uma praça (…) que seria um orgulho para todos os famalicenses e certamente um ponto de atracção turística” (pp. 114–115).

INCENDIÁRIOS  Para mim é claro que um pirómano não deve ser condenado a anos de prisão seguidos. Deve ser condenado a estar na prisão ou num barco no meio do mar ou no deserto, no período do Verão, durante um conjunto de anos adequado à gravidade do crime. Em vez de cumprir 5 anos de prisão seguidos cumpria 5 anos de prisão repartidos por 15 anos com prisão (ou outra medida equivalente) de 4 meses por cada ano em tempo de incêndios.

AVENIDAS  Uma melhor atenção às avenidas referidas na última semana incluía a Av. 9 de Julho, que, tendo início no Marco, liga com a Av. Carlos Bacelar na Rotunda de Santo António e tinha em atenção a necessidade de resolver a travessia daquela artéria junto de Santo Adrião e do Talvai, protegendo, nomeadamente, os peões. Por sua vez, deveriam ser consideradas travessias subterrâneas para o Parque de Sinçães, ligando-o ao resto da cidade, na Av. Carlos Bacelar.

ASSOCIAÇÃO DE AMIGOS DE VILA NOVA DE FAMALICÃO – A realização de um fórum, pela Associação de Amigos da nossa terra, intitulado "Vila Nova de Famalicão: Planear o Futuro", na próxima segunda-feira, pelas 21h, vai pôr à prova o interesse dos famalicenses pelos problemas da terra. Trata-se de saber que futuro se está a preparar para o nosso concelho. Problemas não faltam. Estudo e boas ideias precisam-se. Capacidade de as concretizar ainda mais. Como disse o Monsenhor Joaquim Fernandes na apresentação do livro na passada sexta-feira, sem uma boa equipa não é possível fazer boas coisas.

(Em O Povo Famalicense, 09/09/13)

domingo, 1 de setembro de 2013

Autárquicas e fogos

ALFREDO NOVAIS – Era obrigatório evocar o Dr. Alfredo Novais e o Dr. Mário Martins fê-lo muito bem nas colunas deste semanário. A admiração que merece não só o professor, como o muito qualificado director da Escola Secundária Júlio Brandão e o dedicado dirigente e trabalhador voluntário da Associação Dar as Mãos estão ali bem mencionadas. Esta associação vai sentir muito a falta deste colaborador e importa que os poderes públicos locais dediquem a devida atenção a esta instituição.

AUTÁRQUICAS 2013 – Há pormenores que não escapam. No Opinião Pública da semana passada sobre as autárquicas 2013 poderíamos ler notícias da candidatura de Custódio Oliveira na página 8 e da de Paulo Cunha nas páginas 4, 5, 6 e 7 (tudo com chamada de atenção na 1.ª página). E n' O Povo Famalicense podemos ler notícias de Custódio Oliveira na página 9 e de Paulo Cunha nas páginas centrais 10, 11 e ainda um pouco na 12, esta partilhada com o Bloco de Esquerda. O que significa isto? Mais actividade de um candidato do que outro?

FREGUESIAS – Não deixa de ser curioso que os candidatos às freguesias do nosso município façam de conta que não há uma reforma territorial destas e não exprimam de forma clara a sua opinião sobre o tema. O silêncio é aceitação e a reforma territorial do nosso município está longe de ser aceitável.

AVENIDAS DA CIDADE – Os famalicenses atentos sabem que temos duas grandes avenidas (ainda que com 4 nomes, pelo menos) que se "cruzam" na rotunda Bernardino Machado. Uma é a Av. 25 de Abril, que vem da estação ferroviária, continua na Av. Narciso Ferreira e depois na Av. do Brasil até ao cemitério (sim, até depois do cemitério municipal!), e outra que começa na rotunda de Santo António, que é a Av. Carlos Bacelar e se prolonga pela Av. Humberto Delgado e segue (ou seguia) até à rotunda dita das Pombinhas. São vários quilómetros de vias citadinas que deviam merecer a melhor atenção em vários aspectos. Um deles é a circulação dos peões. Estas vias não podem ser – como são em vários lugares – um impedimento à circulação pedonal. Não se compreende, por exemplo, que, para atravessar a Av. Carlos Bacelar, no Parque de Sinçães, se tenha de vencer duas passagens aéreas. É preciso abrir passadeiras à superfície. Dir-me-ão que é perigoso. Direi que perigo já há em vários pontos destas avenidas e o facto de haver largos troços sem passadeiras faz com que os automóveis acelerem. Quanto menos passadeiras, mais velocidade. Estas avenidas deviam estar muito bem sinalizadas quanto ao limite de velocidade e ter passadeiras com semáforos e bem assinaladas (há passadeiras que quase não se dá por elas). Enquanto tal não suceder, estas avenidas serão circulares rodoviárias e não vias citadinas.

FOGOS  É tão triste ver parte do nosso concelho a arder com estes fogos de Verão! Tudo que for possível fazer para reflorestar e melhorar a nossa floresta deve ser feito e desde já. O nosso concelho tem mais de 200 km². Destes, quantos estão cobertos com floresta? E qual foi a área ardida no último ano (2012)? Não sei se temos esses elementos, mas deveríamos ter e com fácil acesso.

Crítica eleitoral

CRÍTICA ELEITORAL  Surpreende-me a falta de crítica nestas eleições. Promessas há todas as semanas. Análise séria dos problemas do concelho não existe. Mas não haverá assuntos no nosso concelho a merecer neste período adequada exposição e debate? Posso dizer que há montes deles e a dificuldade está apenas na escolha.

FREGUESIA  O Dr. Durval Ferreira, conceituado advogado e autor, sai, no último número d' O Povo Famalicense, em defesa da freguesia de Vila Nova de Famalicão (e da sua sede), tendo a amabilidade de referir o que sobre esse assunto escrevi. A minha opinião de fundo sobre esta matéria é a de que devemos lutar pela restauração da freguesia de Vila Nova de Famalicão no mais breve prazo. Até admito e entendo que se pode e deve fazer um ajustamento de limites e pensar numa reforma territorial das freguesias do nosso concelho e de outros. Uma reforma que, antes de mais, parta de um conceito de freguesia. Enquanto não assentarmos num adequado conceito de freguesia nada se fará bem feito. Depois, é preciso tempo. Estas coisas não se fazem assim de um ano para o outro. É preciso pensar, dialogar e decidir. Fez-se a reforma à pressa invocando imperiosas razões financeiras. Não se disse a verdade. A poupança – se poupança houver – será irrelevante. Por outro lado, não houve racionalidade nesta reforma. Que racionalidade há em fundir Vila Nova de Famalicão com Calendário e deixar intocada a freguesia de Brufe? E que freguesia nova é esta a denominada União das Freguesias de Vila Nova de Famalicão e Calendário que irá de Mouquim a Vilarinho das Cambas? Esperemos pelo que dirão os candidatos. Dirão algo mesmo? Votar nulo (riscando com uma cruz todo o boletim de voto para a assembleia de freguesia) é a minha intenção neste momento.

LISTAS DO PS – Já se conhecem as listas do PS. Ou melhor, conhecem-se os primeiros nomes para a assembleia municipal e para a câmara municipal.
A novidade maior já não é novidade. Chama-se Custódio Oliveira.
Quanto ao resto, a lista tem um mérito. Diz-nos como está o PS em Famalicão.

FÉRIAS – Com a entrada da maior parte da imprensa local em férias as notícias vão escassear. Pela minha parte tentarei continuar a dar notícias através deste blogue. Aconselho também os leitores a seguir as eleições locais de 2013 em todo o país.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Eleições vão para férias?

EM FÉRIAS – A maior parte da imprensa local vai para férias e isso vai reflectir-se na campanha eleitoral. Resta a imprensa nacional, destacando-se a atenção que o JN tem dedicado a este tema.

APRESENTAÇÃO DE LIVRO – Quando os leitores receberem este jornal já deve ter ocorrido a apresentação do livro Questões Atuais de Direito Local, uma edição da Associação de Estudos de Direito Regional e Local, na Livraria Almedina do centro comercial Arrábida Shopping em Gaia (dia 29 de Julho). 

EXCERTOS – Desse livro destacamos estas passagens: "A construção ilegal é um facto. O direito português reconhece-o, prevendo penalizações para a sua ocorrência, mas nega a existência de um procedimento posterior de legalização para a generalidade destas construções, deixando nas mãos dos que trabalham com estas matérias a capacidade de adaptação de procedimentos concebidos para um controlo prévio, tornando-os capazes de satisfazer um controlo feito a posteriori". Alexandra Gonçalves: "Pela metodologia e pelas normas produzidas, a reforma (das freguesias) é forte candidata à inscrição na história da organização administrativa portuguesa como um estranho episódio de 'eclipse da razão'. O radical divórcio entre decisores políticos e eleitores, revelado no decurso do processo, pode abrir uma nova página na crise de representação que se vem desenvolvendo desde há anos em Portugal". José Magalhães: "Por conseguinte, não podem as próximas eleições autárquicas, marcadas para dia 29 de Setembro de 2013, ocorrer para as novas (previstas, mas desconhecidas e inexistentes) autarquias locais, constantes da Coluna B e nos termos da Coluna D do Anexo I da Lei n.º 11A/2013". Carlos Batalhão: "Importa esclarecer, desde já, que uma reforma verdadeiramente ambiciosa do poder local estava à partida prejudicada, mesmo que o Governo a anunciasse como tal, pois há limitações constitucionais impeditivas da concretização de tal ambição". António Cândido de Oliveira: "O legislador não se preocupou em dizer claramente o que entende por uma freguesia como autarquia local, nos dias de hoje, para justificar esta reforma".

BLOCO DE ESQUERDA Tem estado activo nestas eleições e o facto de escolher o Parque da Devesa para denunciar problemas com ele relacionados revela atenção aos problemas que temos.  Choca, nas eleições em curso, a falta de debate sobre assuntos da nossa terra. E há tantas questões que mereciam debate... 

CUSTÓDIO OLIVEIRA Vi e ouvi em www.custodiooliveira.pt uma entrevista de Custódio Oliveira. Gostei, embora se note a falta de referência ao trabalho em equipa. Se Custódio Oliveira conseguir nestas eleições um bom resultado e ficar perto da vitória uma questão se vai colocar: que andou a fazer o PS? Porque demorou tanto tempo a encontrar o candidato certo? 

PAULO CUNHA – O que tem faltado em tempo a Custódio, tem sobrado a Paulo. Anda em campanha há muito tempo e a trabalhar bem, pelo que me dizem. 

5 DE AGOSTO – Até ao dia 5 de Agosto (próxima segunda-feira) têm de entrar no tribunal todas as candidaturas. Há muitas listas que vão ser feitas à pressa. Como de costume... 

(Em Povo Famalicense, 30/07/13)

domingo, 21 de julho de 2013

A campanha eleitoral está viva!

CAMPANHA ELEITORAL – A campanha eleitoral está viva e Custódio Oliveira e Paulo Cunha fazem marcação cerrada. Ainda bem. O nosso concelho só tem a ganhar com isso.

LINHAS PROGRAMÁTICAS – Paulo Cunha fez uma apresentação pública das linhas programáticas da sua candidatura. Certamente que não se resume ao "balcão único". Nesta semana tão ocupada também não tive oportunidade de ler esse documento.

QUATRO LOJAS MUNICIPAIS DO CIDADÃO ATÉ AO FIM DO ANO – Custódio de Oliveira promete instalar quatro lojas municipais do cidadão (Ribeirão, Riba de Ave, Joane e Famalicão) no prazo de um ano.

ESPAÇO PÚBLICO – Ceder à Fundação Cupertino de Miranda 1620 metros do melhor espaço público que temos é algo que merece muita ponderação. Não estou convencido da bondade da deliberação da câmara que aprovou essa cedência. Precisamos todos de melhor informação. Sou dos que pensam ainda hoje que foi um erro ocupar aquele espaço com a construção da fundação. Teria muito a dizer sobre este assunto. Fundação sim, mas não naquele local.

EFICIÊNCIA FINANCEIRA – É bom ter notícias positivas relativas à situação financeira do nosso município.  Não tive ainda a oportunidade de ler com atenção o trabalho feito pela qualificada equipa liderada pelo Professor João Carvalho. Espero ter essa possibilidade em breve.

FESTAS – Este fim-de-semana, os foguetes vieram de Lemenhe (Nossa Senhora do Carmo) e foram ouvidos no centro da cidade!

FOTOS – Na contagem das fotos publicadas, Paulo Cunha continua a ganhar a Custódio Oliveira: 

O Povo Famalicense  5-1
Cidade Hoje  4-2
Jornal de Famalicão  5-2
Opinião Pública  5-3

ENTREVISTA  O semanário Opinião Pública entrevistou Custódio Oliveira. Não tive ainda a oportunidade de a ler. Dizer que é candidato a presidente, não a vereador, é arriscado, mas é honesto.

(Em O Povo Famalicense, 23/07/13)

terça-feira, 16 de julho de 2013

Temas vários em tempo de campanha e de crise

CRISE – É raro escrever sobre temas nacionais. No entanto, no meio desta grave crise é difícil fazer de conta que nada se passa. Pela minha parte, desde há muito (desde 2009) que defendo, sem reservas, um governo de crise, envolvendo pelo menos os dois principais partidos nacionais. Foi pena que o Presidente da República não o tivesse exigido a José Sócrates em 2009 e não tivesse feito em 2011 o que fez agora. Bastava estar atento para ver que este Governo não ia longe.

FESTAS – Moro aqui a pouco mais de 100 metros dos Paços do Concelho, podendo ver as horas no relógio da Torre. Não há fim de semana de Junho, Julho e seguramente de Agosto em que não ouça foguetes de festa. É Calendário. É Gavião. É Brufe (ainda a semana passada com um calor tremendo). É Antas. É Famalicão e até Louro, Mouquim, Outiz, Cabeçudos e Esmeriz, apesar de estarem um pouco mais longe.

SEDE DA FREGUESIA – Está a ficar pronta a sede da nossa freguesia de Vila Nova de Famalicão. Está a ficar bonita e ampla, como devia desde há muito. Pena é que vá ficar sem junta e sem assembleia a partir do mês de Outubro. Certamente por pouco tempo. Haverá quem, com juízo, restitua à freguesia o que lhe pertence.

REDE DE SANEAMENTO E ÁGUA – Paulo Cunha promete concluir a rede de saneamento e água do concelho  até 2015. Ao mesmo tempo, promete alargar a rede de recolha de resíduos solos urbanos no regime porta-a-aporta. Uma pergunta: quanto custará essa conclusão prometida?

METRO ATÉ FAMALICÃO  Custódio Oliveira promete estudar a viabilidade do prolongamento da linha de metro até Famalicão, tendo em conta que está previsto que ela chegue à Trofa. Preferia que fosse melhorado o serviço de urbanos entre Famalicão e Porto, deixando de haver as constantes paragens à aproximação do Porto. O trajecto poderia demorar menos 10 minutos e o conforto aumentar. Uma pergunta: a estação dos comboios de Famalicão não merece uma palavra?

PUBLICIDADE DA CÂMARA – Notei a falta de publicidade camarária esta semana. Qual a razão?

BLOCO DE ESQUERDA – O Bloco de Esquerda tem estado activo e José Luís Araújo, depois de uma entrevista ao Cidade Hoje, aparece de novo, agora entrevistado pelo Opinião Pública.

CDU – Miguel Lopes é o candidato da CDU à câmara municipal de Famalicão.

PROGRAMAS E PESSOAS  Tentarei estar atento aos programas dos candidatos e às equipas que se apresentarão às eleições de 29 de Setembro. Todos deveremos estar particularmente atentos. Que equipa irá apresentar Paulo Cunha? E Custódio Oliveira? E as demais forças concorrentes?
ASSEMBLEIAS MUNICIPAIS – Alguém estará a pensar nas assembleias municipais? É fundamental a renovação também aqui e a renovação com gente nova.

FOTOS – As fotos na imprensa local dos candidatos das duas principais forças políticas do nosso concelho na semana finda  a saber, Paulo Cunha (PC)  e Custódio Oliveira (CO), repartiram-se assim:

Jornal de Famalicão: PC – 5; CO – 2
O Povo Famalicense: PC – 6; CO  2
Opinião Pública: PC – 3; CO  1
Cidade Hoje: PC – 6; CO – 1
(Em O Povo Famalicense, 16/07/13)

terça-feira, 9 de julho de 2013

As promessas continuam

CALOR – Que semana de calor! Espero que a partir deste domingo ou segunda-feira (dia 8) as temperaturas regressem a valores normais.

AS PROMESSAS CONTINUAM – Paulo Cunha promete 50 milhões de euros para o apoio social, "uma frente social avassaladora", resumiu. Custódio Oliveira promete 600  por cada nascimento. Não em dinheiro, mas em géneros para bebé do comércio local. Custo da medida: 600 mil  por ano. Também promete apoios para as famílias com filhos na creche (800 mil  por ano).

FOTOS DA SEMANA – As fotos dos candidatos das duas principais forças políticas do nosso concelho  na semana finda:

Jornal de Famalicão: PC – 3; CO – 2
O Povo Famalicense: PC – 4; CO – 2
Opinião Pública: PC – 2; CO  1
Cidade Hoje: PC – 4; CO – 1

PÁGINA DA CÂMARA – Posso repetir aqui o que escrevi na semana passada com o título "Famalicão não pára". Agora a página é dedicada à Casa das Artes.

(Em O Povo Famalicense, 09/07/013)

domingo, 30 de junho de 2013

Eleições a menos de 100 dias

CALOR – Para um Verão de que se dizia que iria estar ausente este ano, a semana que findou ou é uma excepção ou um desmentido. Fazer campanha eleitoral com este calor é certamente muito duro para os candidatos.
PROMESSAS – Os candidatos devem fazer promessas. Promessas que possam cumprir e, por isso, sempre que possível, devidamente quantificadas. Paulo Cunha e Custódio de Oliveira não deixam de as fazer esta semana.
NOVO COMPLEXO DESPORTIVO – Paulo Cunha prometeu um novo complexo desportivo. Trata-se de retomar, de algum modo, o projecto gorado da Cidade Desportiva, mas agora sem o estádio. O actual estádio municipal é para manter, mas profundamente remodelado
EMPREGO JOVEM – Custódio Oliveira, por sua vez, aponta para a luta contra o desemprego de jovens, cativando 25% da derrama (1,5 milhões de euros). Esse dinheiro, de acordo com regulamento a aprovar, será encaminhado para as empresas e instituições que empreguem jovens.
FAMALICÃO NÃO PÁRA – Esta semana, os quatro jornais locais, com sede na cidade, apresentaram uma página inteira de publicidade camarária ("Famalicão Não Pára"). Todos na última página, excepto o Opinião Pública, que provavelmente já devia ter essa página comprometida com  publicidade. A imprensa local agradece esta generosidade. Os comentários ficam para depois.
FOTOS – As fotos dos candidatos das duas principais forças políticas do nosso concelho na semana finda:
Jornal de Famalicão: PC – 1; CO – 1
O Povo Famalicense: CO – 5; PC – 2
Opinião Pública: PC – 4; CO  1
Cidade Hoje: PC – 4; CO – 1
(Em O Povo Famalicense, 09/07/013)

terça-feira, 25 de junho de 2013

A campanha eleitoral está em marcha

CAMPANHA ELEITORAL – Já há campanha eleitoral viva. Nota-se não só nos cartazes ("Manter o Rumo  Fazer Melhor") como nas notícias da imprensa. No entanto, e no que toca à imprensa local, a campanha segue muito desigual. O número de fotografias vale o que vale, mas não deixa de ter significado. Veja-se o que se passou na semana passada: 

O Povo Famalicense: 6-0
Opinião Pública: 6-1
Cidade Hoje: 7-1
Jornal de Famalicão: 5-2

Estas "vitórias esmagadoras" são do candidato da Coligação PSD/CDS sobre o candidato do PS.

A MELHOR PROPOSTA DA SEMANA: Considero muito boa a ideia de intensificação do transporte público apresentada pelo Dr. Paulo Cunha. Não tive tempo de a apreciar com o cuidado que merece, mas, desde logo, a ligação permanente entre a central de camionagem e a estação de comboios é de aplaudir, bem como uma maior mobilidade em todo o concelho. É preciso unir mais o concelho através dos transportes públicos

LIVROS ESCOLARES – Preciso de obter melhor informação sobre a questão dos livros escolares. Defendo livros gratuitos para quem precisa, embora compreenda que, em tempo de crise, são muitos os que precisam. Espero os desenvolvimentos.

PARQUE DA CIDADE – Não se tem falado do Parque da Cidade e devia. Costumo dizer que temos o Parque da Deveza e o Parque de Sinçães. Falta fazer o Parque da Cidade o que implica ligar bem estas duas partes. Não se compreende que ainda não se tenha feito essa ligação. De quem é a responsabilidade? Ninguém quer dizer nada sobre isso?

(Em O Povo Famalicense, 26/06/13)

terça-feira, 18 de junho de 2013

Eleições locais de 2013 e não só

ELEIÇÕES A 29 DE SETEMBRO DE 2013 – Foram anunciadas para o dia 29 de Setembro as eleições locais de 2013. Estamos a 103 dias do dia dos votos. É muito pouco tempo para debater os problemas de um concelho que tem mais de 130.000 habitantes. Procuraremos estar atentos. Algumas perguntas: como estão a ser elaborados os programas de cada candidatura? Haverá sedes de campanha? Seria do maior interesse que abrissem, pelo menos, na sede do município. Haverá condições para se fazerem debates públicos? O candidato do Bloco de Esquerda lamenta com razão a pouca prática de debates entre nós.

49 CANDIDATOS ÀS FREGUESIAS DE FAMALICÃO? – Alguém me chamou a atenção, neste fim-de-semana, para o facto de não ser possível apresentar 49 candidatos às freguesias de Vila Nova de Famalicão e na verdade não é. Compreende-se a ideia, mas na prática, no momento da apresentação das candidaturas, haverá um cabeça de lista para cada uma das 34 freguesias que a reforma impôs ao nosso concelho. Para a freguesia chamada União das Freguesias de Vila Nova de Famalicão e Calendário haverá apenas um cabeça de lista.

O CUSTO DE UM JORNAL  Se tivermos em conta as despesas mensais de um semanário de 16 páginas alcançaremos, com gastos reduzidos ao mínimo, 8.000 /mês, dos quais metade com a impressão. Ora, como arranjar 8.000 /mês (cerca de 90.000 €/ano) para sustentar um jornal? Com assinaturas, seriam necessários 5.000 assinantes a pagar 20 € (retirando-se 10% para cobranças). Ora bem, sabemos que esse número de assinantes a pagar regularmente não é alcançável  no nosso concelho. A solução alternativa é a publicidade. Mas a publicidade efectivamente paga, principalmente em tempo de crise, é muito, muito pouca. A mais significativa acaba por ser a publicidade camarária, mas essa tem um contra. Ela aprecia o que se escreve e facilmente se dirige preferentemente para os jornais que sabem apreciar o trabalho da câmara. Alguém duvida? O que resta, em regra? Jornais com dívidas, que vivem com grandes dificuldades e que precisam de ajuda. Ajuda que também, em regra, não é desinteressada. Estamos a falar a nível local, mas não é Belmiro de Azevedo que diz que o jornal Público lhe dá muito prejuízo e que pode cansar-se de o sustentar financeiramente? No meio de tudo isto, quem sai mais prejudicado ainda é o leitor, que quer obter informação de qualidade.

(Em O Povo Famalicense, 18/06/13)

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Manter o rumo ou fazer melhor?

Tenho para mim que a candidatura do Dr. Custódio Oliveira vem demasiado tarde para inverter o que até agora era previsível: uma ampla vitória da coligação PSD/CDS mantendo ou ampliando a diferença de vereadores que já tem na câmara municipal. No entanto, estou cheio de curiosidade e interesse quanto à campanha eleitoral em si. Vou tentar acompanhá-la. 

Os inimigos da candidatura do PS à câmara municipal de Vila Nova de Famalicão: 

1.º  O tempo: 100 dias é muito pouco tempo para fazer uma campanha, por muito que Custódio Oliveira tente dizer o contrário 

2.º  A comunicação social: Se a comunicação social nacional e local não perceber que em Famalicão está em perspectiva uma campanha que merece um acompanhamento muito próximo, então esta candidatura não descolará e o concelho passará despercebido. 

3.º – O PS local (inimigo eventual): A denominada "máquina" do PS que aqui não utilizo em sentido depreciativo, mas no sentido de um conjunto largo de pessoas que se entregam ao serviço do partido para os combates que têm pela frente, precisa de estar a funcionar bem e há quem tema que, em vez de ajudar, desajude, por divisão ou desinteresse. Isto seria desastroso. O tempo o dirá.

SINAIS DE VIDA  Na cidade apareceram já (dia 8 de Junho) cartazes em locais estratégicos da candidatura do PS com a fotografia do Dr. Custódio de Oliveira (CO) e o lema "Fazer melhor". Está bem pensado o lema. Enquanto a candidatura encabeçada pelo Dr. Paulo Cunha quer "manter o rumo", a de CO quer mais. Quer "fazer melhor". A imprensa local reagiu esta semana de forma diferente. Discreto, O Povo Famalicense (pequeno destaque de primeira página). Mais adequado à novidade e à surpresa da candidatura, o Opinião Pública. Remetendo-a para um lugar discreto (ao fundo da primeira página) o Cidade Hoje. O Jornal de Famalicão anuncia a candidatura em notícia (com fotografia) numa página interior. Na imprensa nacional, a candidatura ainda não existe. 

PARTIDO SOCIALISTA – O comunicado saído integralmente n' O Povo Famalicense e também resumido noutros jornais locais, subscrito por um conjunto de membros do PS de gerações mais novas, merece leitura atenta. Trata-se de uma crítica cautelosa, mas bem clara, ao PS local. É a "mudança necessária" que nele se exige. Leitura atenta merece também o artigo de Mário Martins n' O Povo Famalicense abordando igualmente a crise do PS local. Uma mudança necessária para depois das eleições locais. 

(Em O Povo Famalicense, 12/06/13)

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Antoninas e 10 de Junho

As Festas Antoninas estão a decorrer com tempo impróprio. Alguma chuva e pouco, muito pouco, sol. A vida do comércio itinerante não tem sido fácil. Esperemos que o tempo melhore até ao dia 13, dia de Santo António e dia do Município.

O dia 10 de Junho, dia de Portugal, lembra-nos uma história secular da qual muito nos orgulhamos. Ainda bem que não nos subtraíram este feriado nacional.

O jornal Público de hoje (dia 10) dedica uma página ao Dr. Custódio Oliveira. Fiquei a saber coisas que desconhecia e consolidei a opinião que tinha: temos um candidato de muito nível que vem enriquecer o debate eleitoral no nosso concelho. As eleições não são nem podem ser só em Lisboa e Porto. Vila Nova de Famalicão está entre os 20 maiores municípios do nosso país.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

A 100 dias

Custódio de Oliveira terá dito na apresentação de hoje da candidatura que tem 100 dias para ganhar a câmara municipal de Vila Nova de Famalicão. Se fosse outra pessoa a dizer isto, não a levava a sério. Dito pelo Custódio de Oliveira (CO) tenho de lhe dar o benefício da dúvida. Mas começo por lhe dizer que já não tem 100 dias, tem 99. Os próximos dias serão decisivos. Estarei atento a duas coisas: meios de comunicação nacionais e locais e actividade do candidato.

Se CO conseguir pôr no mapa a disputa eleitoral em Famalicão terá meia vitória ganha. E só conseguirá isso se trouxer algo de novo, algo que entusiasme. É bem capaz disso! Paulo Cunha vai ter de trabalhar mais do que julgava para conquistar um lugar que até sábado era mais do que seguro.

Só desejo que façam ambos uma boa campanha eleitoral.

sábado, 1 de junho de 2013

Famalicão fica a ganhar

Soube hoje (dia 1 de Junho de 2013) à tarde, ao ler o Jornal de Notícias, que o Dr. Custódio de Oliveira é o candidato do PS à câmara municipal de Famalicão. Total surpresa! Depois de António Peixoto falava-se numa "segunda escolha", mas Custódio de Oliveira não é uma segunda escolha. É, a meu ver, uma excelente escolha. É Famalicão que fica a ganhar.

Vamos ter umas eleições bem disputadas com dois bons candidatos à presidência da câmara. Acrescente-se, porém, que para mim não bastam os cabeças de lista. É fundamental conhecer as equipas. É disso que fico à espera.

E muito mais há a dizer sobre as próximas eleições locais a partir de agora. Assim tenha tempo.

domingo, 26 de maio de 2013

O tempo é escasso

Li a imprensa local desta semana e o que disse confirma-se. Vejam o número de fotografias do candidato a presidente da câmara da coligação PPSD/CDS. Mais, muito mais de uma dezena! Do candidato do PS nada. Alguns acharão que está tudo bem. Eu não acho e não tanto pelas fotografias em si, mas pelo que isso significa.

Quanto a movimentos de independentes tenho pena que não haja famalicenses novos e velhos a lutar por uma lista assente na dedicação ao nosso concelho. Não seria uma lista contra as outras. Seria uma lista para animar e enriquecer a escolha eleitoral que se aproxima a passos largos (Setembro/Outubro deste ano).

O tempo é escasso e por isso não escrevo, como gostaria, acerca de dois temas estreitamente ligados, embora aparentemente possa não parecer e que deveriam ser tema da campanha eleitoral. Refiro-me à ligação ferroviária PortoVigo e à avenida do Brasil. Ficará para uma próxima oportunidade.

domingo, 19 de maio de 2013

Partido Socialista – Resposta ao Dr. Pedro Cruz e Silva

Compreendo a resposta cautelosa  e, diria mesmo, partidariamente disciplinada – que me deu à carta que lhe enviei. Compreendo e aceito que este não é momento para andar a debater problemas internos do PS (ou de outro qualquer partido) a poucos meses de eleições. 

Mas é momento para querer saber a proposta política que o PS apresenta para as eleições de Setembro/Outubro de 2013. A meu modo de ver, o PS deveria estar no terreno de modo bem visível, a mostrar o que tem para oferecer aos famalicenses. Abro os jornais locais semana a semana e vejo com profusão fotografias e textos alusivos a actividades do candidato a presidente da câmara municipal da coligação PSD/CDS. Raramente vejo fotografias e actividades do candidato do PS. Não creio que tal se deva a uma discriminação dos jornais, mas antes a uma ausência de acção política visível.

E há tantos assuntos que estão aí á espera de uma palavra do PS. Tantos problemas concretos do nosso concelho que foram mal resolvidos pela actual câmara e muitos mais que não foram sequer resolvidos e deviam. É desses problemas que deveríamos estar a falar para informar e ajudar a formar a opinião pública local. Sei que não é dos que me perguntará quais problemas, pois sabe bem quais são muitos deles. Pela minha parte confesso que é larga lista a que possuo e não está completa. Mas mal seria do PS se estivesse à espera dessa minha lista.

Famalicão está a perder com este silêncio do PS e digo-lhe que se houvesse por aí um movimento de independentes a lutar por melhor, Famalicão estaria junto dele.

(suprimi saudações e parte final)

Cidade – Pensão Santo António

É bom ver o centro histórico da cidade enriquecido e ele enriquece sempre que um edifício antigo é recuperado e bem recuperado. Assim acaba de suceder com a Pensão Santo António e só é pena que tenha ali junto o malfadado posto de turismo (e anunciava-se que aquilo ali seria uma recuperação, lembram-se? Recuperações dessas dispensavam-se bem).

Voltemos à Pensão Santo António, para felicitar os proprietários pela recuperação e desejar bom futuro nestes tempos tão difíceis.

domingo, 12 de maio de 2013

Entrevista de Paulo Cunha ao jornal O Povo Famalicense

Li com agrado a entrevista do Dr. Paulo Cunha dada ao jornal O Povo Famalicense de 7 de Maio de 2013. Julgo que temos um candidato do lado do PSD/CDS que tem valor e isso é motivo de satisfação. Apreciei particularmente a parte relativa à defesa da democracia participativa, chamando todos os famalicenses a uma cidadania activa. Também a decisão de apresentar candidatos às 49 freguesias do concelho merece aplauso, se entendida como a entendo. Apreciei menos o estilo da última resposta. Fico à espera de que tenha um opositor à altura (e melhor, claro) para bem do nosso concelho.

Resposta do Jovem Socialista Famalicense

Considero-me interpelado pelo texto que, sob o título Carta Aberta a Um Jovem Socialista Famalicense – O que se Passa com o PS de Famalicão, foi dado à estampa no passado dia 7 de Maio de 2013, no jornal O Povo Famalicense. Para tanto, pressuponho-me "jovem" e afirmo-me socialista. Partilho das reservas e das críticas que o Sr. Professor assinalou na sua missiva. Também sou da opinião de que o Partido Socialista leva longos e demasiados anos sem encontrar um caminho aberto, plural, participativo e ganhador. Demasiadas vezes, talvez, se afastou até da sua missão de partido político democrático ao serviço de Vila Nova de Famalicão e dos famalicenses. Mas a vida política faz-se de momentos e de participações. E, por isso, tenho que confessar que, nos últimos tempos, eu próprio me afastei (por motivos profissionais, universitários, académicos, pessoais e, também, políticos) do centro das decisões do Partido Socialista local. Ignoro, em larga medida, quais sejam as decisões e as opções mais relevantes tomadas recentemente. Mas tenho por certo duas coisas: a primeira é que este não é, para mim, o momento de discutir, serenamente, o futuro do PS. Outros tempos virão, depois da luta (e, espero, da vitória) autárquica, para analisar, debater e decidir, de forma inclusiva e participada, este futuro que todos os socialistas querem auspicioso e renovado. A segunda é que a proposta política do PS para Famalicão nunca deixará de ser uma proposta de liberdade, de igualdade, de auxílio e protecção aos mais desfavorecidos, de promoção do bem-estar e do emprego. Enfim, nunca deixará de ser uma proposta progressista e de bem-estar. Porque, no fundo, esta é a história dos 40 anos do Partido Socialista e dos seus valores fundamentais.

Pedro Cruz e Silva
Advogado

(Omiti a abertura da resposta e acrescentei o nome e profissão na parte final. Na próxima semana tenciono continuar este debate sobre o PS)

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Sol nas Cruzes e chuva na Feira Grande

É bem conhecido um dito popular que adverte do seguinte modo: Sol na Festa das Cruzes em Barcelos (fins de Abril, princípios de Maio) significa chuva na Feira Grande de Famalicão no dia 8 do mesmo mês. E o contrário também: chuva nas Cruzes, sol na Feira Grande. Assim sucedeu este ano. Esteve excelente sol durante a Festas das Cruzes (o dia principal é o 3) e hoje, dia 8, amanheceu a chover na Feira de Famalicão...

terça-feira, 7 de maio de 2013

Que se passa com o PS de Famalicão?

Devo dizer para começar que, mais do que o PS de Famalicão, me interessa Famalicão e a boa solução dos seus problemas. No entanto, o PS tem desempenhado, ao longo destes quase 40 anos de democracia, um papel muito importante no nosso concelho e daí que a ele me dirija para fazer uma pergunta: Que se passa com o PS de Famalicão? É preciso dizer, porque é de justiça, que o PS de Famalicão tem entre os seus membros (e deixo de lado, para simplificar, os simpatizantes) gente de muita qualidade, quer nas gerações mais velhas, quer nas gerações novas. Poderia citar muitos nomes numas e noutras. Pessoas qualificadas, que gostam de Famalicão, que não vivem da política, mas a ela se dedicam com muito empenho e que são respeitadas pela nossa comunidade. Apenas não cito nomes para não criar melindres. 

Ora, o problema é que apesar desses nomes e apesar de ter no concelho dezenas de milhar de eleitores, o PS não atravessa um bom momento. Longe disso! Pode dizer-se que o PS não consegue somar o que tem de bom nas diversas gerações para constituir uma equipa larga, unida e credível. Parece que ao passar do individual para o colectivo o PS subtrai e divide em vez de somar.

Como é evidente, o que acabo de dizer é a minha opinião firme, admitindo que haja outras diferentes. Mas é sobre a minha opinião que quero ouvir o jovem socialista famalicense a quem dirijo esta carta. Não revelo o seu nome, pois deixo isso à consideração do próprio, até porque pode entender não me responder e também porque esta carta poderia ser dirigida a outros jovens socialistas famalicenses que igualmente prezo. Mas se entender responder, ainda que mais pela nossa terra do que por mim, diga-me e repito: Que se passa com o PS de Famalicão? Porque não está, neste momento, no terreno a trabalhar em força e de uma forma bem visível a todos, apresentando de uma forma elaborada e consistente uma alternativa de governo municipal melhor do que a que temos? O PS famalicense não está a dar luta. O PS, a meu ver, assim não vai longe. E quem mais perde é o nosso concelho e isso é que é grave. E por isso o interpelo!
(Em Povo Famalicense, 07/05/13)

domingo, 28 de abril de 2013

As eleições estão aí!

As eleições estão aí e do lado do PSD/CDS nota-se bem. Vejam os jornais e tirem conclusões.

Do lado do PS quando a notícia de momento é saber se há problemas com o candidato, algo vai mal. O que esperamos do PS é saber o que pretende fazer de diferente se ganhar as próximas eleições. Queremos saber o que considera estar mal e pode ser bem resolvido. Queremos saber numa palavra o que pretendem fazer. E não basta um candidato firme e visível, é preciso uma equipa. É altura já (e é tarde) de termos notícias todas as semanas. Repito: todas as semanas. Olhem para o lado!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Eleições Locais 2013 – Vila Nova de Famalicão

Pretendo estar atento na medida do possível às eleições locais de 2013, particularmente no meu município (Vila Nova de Famalicão) e na minha freguesia, que continua a ser a de Vila Nova de Famalicão.

Quanto ao município, observo que a candidatura do PSD/CDS está no terreno e a andar a todo o vapor. Quanto à candidatura do PS, noto silêncio. Vai haver luta? Quanto à freguesia, noto silêncio nos dois lados. Não me admira. Eu não sei, sequer, qual é a minha freguesia.