terça-feira, 18 de junho de 2013

Eleições locais de 2013 e não só

ELEIÇÕES A 29 DE SETEMBRO DE 2013 – Foram anunciadas para o dia 29 de Setembro as eleições locais de 2013. Estamos a 103 dias do dia dos votos. É muito pouco tempo para debater os problemas de um concelho que tem mais de 130.000 habitantes. Procuraremos estar atentos. Algumas perguntas: como estão a ser elaborados os programas de cada candidatura? Haverá sedes de campanha? Seria do maior interesse que abrissem, pelo menos, na sede do município. Haverá condições para se fazerem debates públicos? O candidato do Bloco de Esquerda lamenta com razão a pouca prática de debates entre nós.

49 CANDIDATOS ÀS FREGUESIAS DE FAMALICÃO? – Alguém me chamou a atenção, neste fim-de-semana, para o facto de não ser possível apresentar 49 candidatos às freguesias de Vila Nova de Famalicão e na verdade não é. Compreende-se a ideia, mas na prática, no momento da apresentação das candidaturas, haverá um cabeça de lista para cada uma das 34 freguesias que a reforma impôs ao nosso concelho. Para a freguesia chamada União das Freguesias de Vila Nova de Famalicão e Calendário haverá apenas um cabeça de lista.

O CUSTO DE UM JORNAL  Se tivermos em conta as despesas mensais de um semanário de 16 páginas alcançaremos, com gastos reduzidos ao mínimo, 8.000 /mês, dos quais metade com a impressão. Ora, como arranjar 8.000 /mês (cerca de 90.000 €/ano) para sustentar um jornal? Com assinaturas, seriam necessários 5.000 assinantes a pagar 20 € (retirando-se 10% para cobranças). Ora bem, sabemos que esse número de assinantes a pagar regularmente não é alcançável  no nosso concelho. A solução alternativa é a publicidade. Mas a publicidade efectivamente paga, principalmente em tempo de crise, é muito, muito pouca. A mais significativa acaba por ser a publicidade camarária, mas essa tem um contra. Ela aprecia o que se escreve e facilmente se dirige preferentemente para os jornais que sabem apreciar o trabalho da câmara. Alguém duvida? O que resta, em regra? Jornais com dívidas, que vivem com grandes dificuldades e que precisam de ajuda. Ajuda que também, em regra, não é desinteressada. Estamos a falar a nível local, mas não é Belmiro de Azevedo que diz que o jornal Público lhe dá muito prejuízo e que pode cansar-se de o sustentar financeiramente? No meio de tudo isto, quem sai mais prejudicado ainda é o leitor, que quer obter informação de qualidade.

(Em O Povo Famalicense, 18/06/13)

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