quarta-feira, 12 de junho de 2013

Manter o rumo ou fazer melhor?

Tenho para mim que a candidatura do Dr. Custódio Oliveira vem demasiado tarde para inverter o que até agora era previsível: uma ampla vitória da coligação PSD/CDS mantendo ou ampliando a diferença de vereadores que já tem na câmara municipal. No entanto, estou cheio de curiosidade e interesse quanto à campanha eleitoral em si. Vou tentar acompanhá-la. 

Os inimigos da candidatura do PS à câmara municipal de Vila Nova de Famalicão: 

1.º  O tempo: 100 dias é muito pouco tempo para fazer uma campanha, por muito que Custódio Oliveira tente dizer o contrário 

2.º  A comunicação social: Se a comunicação social nacional e local não perceber que em Famalicão está em perspectiva uma campanha que merece um acompanhamento muito próximo, então esta candidatura não descolará e o concelho passará despercebido. 

3.º – O PS local (inimigo eventual): A denominada "máquina" do PS que aqui não utilizo em sentido depreciativo, mas no sentido de um conjunto largo de pessoas que se entregam ao serviço do partido para os combates que têm pela frente, precisa de estar a funcionar bem e há quem tema que, em vez de ajudar, desajude, por divisão ou desinteresse. Isto seria desastroso. O tempo o dirá.

SINAIS DE VIDA  Na cidade apareceram já (dia 8 de Junho) cartazes em locais estratégicos da candidatura do PS com a fotografia do Dr. Custódio de Oliveira (CO) e o lema "Fazer melhor". Está bem pensado o lema. Enquanto a candidatura encabeçada pelo Dr. Paulo Cunha quer "manter o rumo", a de CO quer mais. Quer "fazer melhor". A imprensa local reagiu esta semana de forma diferente. Discreto, O Povo Famalicense (pequeno destaque de primeira página). Mais adequado à novidade e à surpresa da candidatura, o Opinião Pública. Remetendo-a para um lugar discreto (ao fundo da primeira página) o Cidade Hoje. O Jornal de Famalicão anuncia a candidatura em notícia (com fotografia) numa página interior. Na imprensa nacional, a candidatura ainda não existe. 

PARTIDO SOCIALISTA – O comunicado saído integralmente n' O Povo Famalicense e também resumido noutros jornais locais, subscrito por um conjunto de membros do PS de gerações mais novas, merece leitura atenta. Trata-se de uma crítica cautelosa, mas bem clara, ao PS local. É a "mudança necessária" que nele se exige. Leitura atenta merece também o artigo de Mário Martins n' O Povo Famalicense abordando igualmente a crise do PS local. Uma mudança necessária para depois das eleições locais. 

(Em O Povo Famalicense, 12/06/13)

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