domingo, 22 de maio de 2011

Com palavras se enganam as pessoas…

Eu não ligo muito ao futebol, mas já liguei e isso deixou marcas. Uma dessas marcas é o gosto de ver o Futebol Clube de Famalicão em bom lugar. Fiquei contente, por isso, com a subida para a 3.ª divisão nacional. Digo 3.ª divisão, embora os jornais digam, mentindo descaradamente por culpa dos responsáveis do futebol nacional, que o Famalicão subiu para a 2.ª divisão.

Dantes as coisas eram simples e verdadeiras: havia, a nível nacional, a 1.ª divisão; depois a 2.ª e, finalmente, a 3.ª divisão nacional, com várias séries. Quem não se aguentasse na 3.ª divisão nacional descia para os campeonatos distritais. Agora não são simples, nem verdadeiras. Seguramente, por razões comerciais, mudaram há alguns anos o nome às coisas, confundindo as pessoas. Fui consultar na net o jornal Record (o que melhor esclarece as coisas) e pude verificar o seguinte:

À antiga 1.ª divisão, onde militam, entre outros, o Porto, o Benfica, o Sporting e o Braga, chamam-lhe agora Liga Zon Sagres.

À antiga 2.ª divisão, em que este ano vão à frente o Varzim, o Feirense e o Gil Vicente, chamam-lhe agora Liga Orangina.

À antiga 3.ª divisão nacional, que tem agora 3 zonas (norte, centro e sul), chamam-lhe agora 2.ª divisão, o que, como é bom de ver, é mentira.

Por outro lado, os responsáveis pelo futebol criaram uma nova divisão nacional que é, naturalmente, a 4.ª divisão. Esta tem 8 séries, das quais 6 no continente (A, B, C, D, E, F), 1 nos Açores e outra na Madeira. Era aqui que estava o Famalicão, jogando na série B. Chamam-lhe oficialmente 3.ª divisão, mas, como se vê, é redonda mentira. Isto é uma boa prova de como com palavras se enganam as pessoas. Por isso, o Famalicão subiu para a 3.ª divisão e, já agora, desejo que consolide essa sua posição e passe dentro de algum tempo para a verdadeira 2.ª divisão (Liga Orangina). Já não seria nada mau e o concelho merece. Tudo sem as aventuras de má memória que o levaram em tempos à 1ª Divisão e depois o fizeram tombar por aí abaixo.

P.S.: Brufe em tempos (há mais de 15 anos) plantou largas dezenas de cerejeiras para dar proveito à fama de ser conhecida por "terra das cerejas". Pelo que soube, isso deu resultado e hoje há cerejeiras em Brufe. O problema é que não há cerejas, pois os pássaros, ao que parece, encarregam-se de as comer. Este assunto merecia mais desenvolvimento que aqui não posso dar. Tenho uma teoria sobre isso, mas gostaria de a confirmar junto de agricultores e proprietários.

P.P.S.: Estive hoje em Serralves. Quando vejo um parque amplo como aquele, em plena cidade do Porto, cada vez tenho mais pena da nossa curteza de vistas a nível municipal. Tínhamos possibilidade de fazer um grande parque em Famalicão, mas não fomos capazes disso. Vem-me à memória o Dr. Nuno Carvalho e a luta que travou por um grande parque.

domingo, 15 de maio de 2011

Arquivo Municipal e falta de respeito

Vi com agrado que começaram, ao que parece, as obras do Arquivo Municipal na Rua Adriano Pinto Basto. Mas foi com muito desagrado que vi também que mais uma vez se ocupou boa parte do passeio com uma vedação, sem nada se dizer sobre o que se está a fazer. Não há lá uma placa a indicar as obras, a data de começo, o dinheiro que se vai gastar e muito menos uma informação sobre o projecto. É a já costumada falta de respeito pelos munícipes! A mesma falta de respeito que faz com que a placa sobre as importantes obras no antigo Tribunal continue sem conter a data do começo das mesmas.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Planeamento

Perguntaram-me porque foi construído o Tribunal tão longe do centro da cidade? E perguntam-me também: porque não foi, ao menos, construído na parte mais baixa da quinta onde está localizado? Respondo que não sei. O que sei é que foi construído sem planeamento. Planeamento urbano sério é coisa que não existe em Famalicão há mais de 40 anos. Os resultados estão à vista de todos!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Candidatos a deputados

Este jornal noticiava na semana passada que são candidatos a deputados nas eleições para a Assembleia da República, situados em "bons lugares", os juristas famalicenses Nuno Sá, Jorge Paulo Oliveira e Durval Tiago Ferreira. Nada tenho de pessoal contra estes candidatos, tendo mesmo apreciado o modo como, por exemplo, o último exerceu por alguns meses o mandato, mas uma pergunta se impõe: alguém nos consultou sobre estas candidaturas? 

Dito doutro modo: houve algum cuidado de falar publicamente destes e doutros nomes antes de serem escolhidos? Eu sei que quem escolhe os candidatos são os partidos e que estes escolhem quem bem entendem. Mas é bom procedimento fazer essa escolha dentro de cada partido, numa reunião fechada, sem qualquer publicidade prévia? Depois não se queixem se não nos sentirmos representados por estes representantes e que se critiquem os partidos por actuarem como actuam. Ainda o que vale é que ao votarmos não estamos a pensar neles, mas nos candidatos a primeiro-ministro.