terça-feira, 15 de dezembro de 2020

COVID-19: Lar São João de Deus

Soube ontem, dia 14 de Dezembro de 2020, que há um surto de COVID-19 no Lar de São de Deus, que dista 1 km do centro da cidade. A informação chegou-me através de um familiar que tinha recebido telefonema de pessoa amiga a dizer que soube através do Cidade Hoje.

Efectivamente, o Cidade Hoje informava, pelas 8h20 do dia 14, que o Correio da Manhã tinha dado a conhecer que, no dia 7 de Dezembro, fora detectado um surto no Lar São João de Deus acidentalmente, pois um utente deslocou-se ao hospital e, tendo-lhe sido feito teste à COVID-19, deu resultado positivo.

De seguida foram feitos testes naquele lar, dos quais resultaram positivos 55 utentes e 12 trabalhadores no total de 67. Desta notícia pode concluir-se que a imprensa local até ao dia 14 não noticiou devidamente e assim muitos famalicenses não souberam que estava em curso um surto naquele lar. Não pode ser! Os famalicenses deviam saber, na hora, a existência do surto, até para se protegerem. E não era só a imprensa local, era a câmara municipal e a autoridade de saúde que tinham o dever de dar a conhecer o que se passava.

Nesse mesmo dia, um pouco mais tarde, o Opinião Pública dava a conhecer, acrescentando informação, que no outro lar da Santa Casa da Misericórdia de Famalicão, o Lar Jorge Reis, estava livre da COVID-19.

Há ainda perguntas a fazer e que precisam de ser respondidas. Nos lares de Famalicão não se fazem testes regulares, nomeadamente ao pessoal que entra e sai para neles trabalhar? Se fazem, com que regularidade e porquê essa regularidade e não outra? Se não fazem, qual a razão? Mais! Para além desta informação, os meios de comunicação social estão a seguir a situação não só nestes lares, mas nos outros de Famalicão?

Muitos de nós não sabemos, por exemplo, quantos lares de idosos existem no concelho de Vila Nova de Famalicão e qual a situação dos mesmos. Essa informação deveria estar acessível, desde logo na página oficial do município, mas não só. Os órgãos de comunicação locais poderiam também fornecê-la. Informação, precisa-se! Não é para meter medo, mas para ajudar a retirar o nosso concelho da situação de "risco extremo".

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