terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Novos médicos na ULS do Médio Ave

59 NOVOS MÉDICOS – O Jornal de Famalicão titulava com destaque em primeira página e desenvolvimento no interior: “Unidade Local de Saúde do Médio Ave Acolhe 59 Novos Médicos”. Destes, 32 em formação geral e 27 em formação especializada. A formação geral tem a duração de um ano e a formação especializada entre quatro e seis anos, culminado com a atribuição do título de médico especialista.

ACOLHIMENTO  Estes médicos vêm de vários pontos do país. Que pena o nosso concelho não possuir casas para arrendar, pelo menos a  alguns  destes médicos, a preço razoável! Famalicão atrairia mais médicos e o nosso hospital ficaria mais valorizado e conceituado. E era tão fácil ter essas habitações, até junto do hospital. 

CRECHES – Temos falta de creches!  É a informação que  obtive junto de quem conhece bem o nosso concelho. Era importante saber quais as necessidades concretas que existem neste domínio. E, sempre que possível, as creches deveriam estar junto de locais onde a maioria dos pais trabalha. 

LARES – Segundo a mesma fonte, não faltam só creches, faltam também lares para idosos. Deveria haver aqui também a maior atenção. E deveríamos ser inovadores não só quanto ao tipo de lares (evitar os "armazéns" de idosos), como quanto à sua localização. Sempre que possível deveriam estar dentro das cidades e vilas. Quantos "lares" temos no concelho? Onde está essa informação? 

DOMINGO CHUVOSO – No dia 11 de Janeiro de 2026, apesar de ser domingo, as ruas da cidade estavam desertas. A chuva não foi intensa, mas o céu estava todo nublado e a visibilidade muito reduzida. Era dia de voto antecipado.

VOTO ANTECIPADO – Exerci o voto antecipado na antiga Escola Primária junto da Câmara Municipal. Tudo bem organizado. A enorme maioria dos inscritos para o voto antecipado, votaram. Havia cinco mesas. Na minha mesa de 280 inscritos, só faltavam votar 14 eleitores, cerca das 19h.

DIA DE ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS –  No próximo dia 18/01/26 veremos se a nossa democracia está bem consolidada como desejamos ou se está em risco como alguns sinais fazem temer. Uma democracia consolidada é aquela em que todos (ou, pelo menos, uma grande maioria) lutam por uma "sociedade, livre, justa e solidária" como estabelece o excelente artigo 1.º da nossa Constituição. 

CORRUPÇÃO  São de combater aqueles que afirmam que somos um país de corruptos, porque não somos. Bem o diz o conceituado Juiz Conselheiro Mouraz Lopes, novo Presidente da Agência Nacional Anticorrupção em entrevista ao Público (08/1/26) que merece ser lida (está também em podcast). Há, é claro, corruptos na política e na sociedade, mas são uma minoria que devemos combater. E quantas vezes aqueles que se dizem incorruptíveis bem nos enganam!

TAPETES VERMELHOS – "Famalicão, lugar do Natal" cobriu os passeios do centro da cidade com largas centenas de metros (talvez mais de um quilómetro) de tapetes vermelhos para atrair clientes. O problema é que estes tapetes em muitos passeios são autênticos "tapa-buracos" e, na Rua Adriano Pinto Bastos, uma pessoa que seguia a meu lado, de repente tropeçou num desses buracos e caiu desamparada. Teve sorte, mas poderia ter ido para o Hospital com grave lesão. E teria sido a única que caiu? E nesta data (13/01/26) ainda não foram retirados.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Gabinete dos vereadores

HOSPITAL DE SANTO TIRSO – "Hospital de Santo Tirso está a ser 'empurrado para fora do público sem explicações nem garantias'”, diz a Federação Nacional dos Médicos. Assim titula “Fama Rádio e Televisão” em texto de José Ricardo Barbosa de 06/01/26. Mais informa que se criou um Movimento de Utentes do Hospital de Santo Tirso. Saúdo vivamente este movimento! Ao que consta, querem passar o Hospital para a Santa Casa da Misericórdia que, sendo uma instituição bem rica, atravessa, ao que parece, uma grave crise financeira. Mais informação precisa-se, pois isso tem a ver também com o nosso hospital.

PATRIMÓNIO – O nosso município tem um património próprio que temos o direito de conhecer. Fui à procura dele na página do município. Meti "Património Edificação" na página inicial onde está escrito: "O que procura?". Obtive 287 ocorrências, a primeira das quais era a seguinte: "Reabilitação da Quinta das Águas vence Prémio Januário Godinho". Mas, mais abaixo, apareceu "Património" e, dentro dele: "Património Edificado com afetação de utilização". Abri e aparecem largas centenas de prédios espalhados por todo o concelho, muitos deles "habitação social". Fiquei mais informado. É pena, no entanto, não haver uma informação do valor do total e de cada um dos prédios.

FALE CONNOSCO – Existe na página do município um espaço que se intitula "Fale connosco". Preenchi e enviei com sucesso a seguinte pergunta: "Precisava de saber o valor do património edificado do nosso município. É possível?". Aguardo resposta.

GABINETES DOS VEREADORES – Sabem os leitores onde fica o Gabinete dos Vereadores do nosso município? O caminho a seguir é este: entra-se no Centro Comercial Vinova (Rua Adriano Pinto Basto) e, no piso de entrada vira-se à direita (cuidado com a cabeça, se for alto) até chegar a uma pequena claraboia, bem necessária, pois estamos a percorrer lugares escuros. Depois, vira-se, de novo, à direita e, ao fundo, há uma porta de vidro onde se lê com dificuldade: “Gabinete dos Vereadores”. Chegou! Volte para trás e reconforte-se no estabelecimento do Senhor Machado, porque ali, ao menos, há luz, vida e uma larga esplanada!

MATA DA BOA REGULADORA – Vale a pena ler o artigo de José Carvalho, no jornal online Notícias de Famalicão, intitulado “É preciso agir!”, de 30/12/25, sobre atentados ao nosso território municipal, o último dos quais foi a destruição da mata da Boa Reguladora. Mas, antes deste, JC lembra o que se destruiu no Monte de Santa Catarina (a mancha negra), em Cabeçudos (o falso ecoparque) e em Lousado (à volta da Mabor nem os montes escaparam). Texto bem ilustrado com fotografias!

PROXIMIDADE – Diz-se, em abono da democracia local, que uma das suas características é a proximidade, ou seja, que os fregueses ou munícipes têm fácil acesso aos eleitos, porque estão próximos, podendo obter, por exemplo, a informação que desejam. Infelizmente, nem sempre é assim e, como munícipe de Vila Nova de Famalicão, tenho dificuldade de acesso a informação que me é necessária para participar na vida local (democracia participativa), que é um direito fundamental que a Constituição me assegura (artigos 48.º e 268.º da CRP).

HOTEL MELIÃ – Tenho de desdizer-me e afirmar que, ao que parece, o hotel junto do Jumbo/Auchan vai para a frente. Óptimo! Só que o aspecto arquitectónico não atrai. Vamos ter mais uma vez um projecto de arquitectura pretensiosamente bonito (?), mas nada funcional? Toda a atenção é pouca. E onde vai ficar, concretamente?

CENTRO COMERCIAL GALIZA – Causa pena ver o estado em que se encontra o Centro Comercial Galiza, aliás, como outros. Degradado e vazio. Importa fazer ali uma intervenção e a câmara municipal, que tem ali estabelecimentos seus, não se pode alhear daquela situação. Há modos de intervir e aquilo a que não podemos assistir é ao silêncio. Mais uma vez, aqui um(a) gestor(a) do centro urbano com peso poderia ter um papel importante.

REABILITAÇÃO DE EDIFÍCIOS – Estamos a assistir na cidade à reabilitação de edifícios degradados, o que é bom! No entanto, ainda há muitos para reabilitar, porque estão praticamente abandonados. Vários destes, ocultados por tapa-misérias que têm nome e publicidade do município.