INFORMAÇÃO – Sem informação não há democracia. O alimento da democracia faz-se através de cidadãos devidamente informados. Só estes estão em condições de debater os problemas locais com devido conhecimento. A informação está quase toda nas mãos da câmara municipal, que frequentemente não a divulga, violando a lei. Tenho pedido alguma, mas as respostas tardam ou não chegam. Há mais de dois meses pedi informação sobre a arborização da cidade e do concelho sem a ter obtido ainda, apesar de pedir que me fosse dada primeiro a mais fácil de obter. Mas o mesmo atraso ou não resposta sucede com outros pedidos devidamente formulados.
HÁ VINTE ANOS – De 2001 a 2005 fui membro da AM de Famalicão na oposição (independente na lista do PS) e no fim do mandato publiquei um livro com o título As Assembleias Municipais Precisam de Reforma (Diário da Assembleia Municipal de Vila Nova de Famalicão – 2001 a 2005). Esse livro contém os textos que na altura ia escrevendo neste mesmo jornal. Em fins de Maio de 2004 escrevia o seguinte: "Apareceu esta semana, no centro da cidade, um dos painéis electrónicos pelos quais andei a lutar, mais de 10 anos. Tive uma grande decepção. O conteúdo é uma fraude. Um painel destes deveria servir, como sempre defendi, para anunciar farmácias de serviço, espectáculos, colóquios, reuniões de câmara, reuniões de assembleia, números de telefone úteis e coisas semelhantes. Em vez disso, o painel atira-nos aos olhos, continuamente, publicidade e propaganda municipal. A que título?" (p.235).
ÁRVORES – Tenho defendido a arborização na cidade, mas não esqueço que as árvores plantadas na cidade precisam de ser devidamente cuidadas. Não é de admitir, por exemplo, que invadam prédios contíguos por falta da devida poda ou cresçam tortas por falta de adequado acompanhamento.
DESERTOS NA CIDADE – Já se reparou nos autênticos desertos comerciais que temos na cidade? Um exemplo: o Centro Comercial Galiza. Mas é só um exemplo. Basta percorrer a cidade para ver outros igualmente vazios. Não há nada a fazer?
PRÉDIO N.º 51, 53, 55 – Existe na Rua Adriano Pinto Basto, a seguir ao Arquivo Municipal Alberto Sampaio, um prédio do município abandonado há mais de uma década. É um prédio amplo e com muito interesse que foi propriedade do Senador Sousa Fernandes. A câmara municipal não pode dar tão mau exemplo. A lei não permite estas situações de abandono e o prédio bem pode (e deve) ser devidamente reabilitado e utilizado, enriquecendo o nosso centro urbano. A altura ideal para o recuperar era agora que está a ser reabilitado o ex-Hotel Garantia, mas, como é costume, a câmara não planeia. Pior, é capaz de não saber o que fazer com o prédio. Estarei enganado? Vou perguntar. (Gostaria de estar enganado)
NÃO CORTAR – Vimos recentemente com agrado na Universidade do Minho (Braga) uma tabuleta junto de um campo de erva que dizia: "Erva por cortar? Não é desleixo… Estamos a alimentar as abelhas e outros insectos polinizadores!". De acordo! Antes ervas que pesticidas ou pedras colocadas para impedir o crescimento de vegetação. Devemos seguir esse exemplo no nosso concelho.
BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS FAMALICENSES – A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários Famalicenses (os antigos Bombeiros de Cima) está a caminho de comemorar o seu centenário de nascimento, pois foi fundada em 1927. Seria interessante fazer a sua história ou actualizá-la se, porventura, já a tem. Esta associação tem 190 bombeiros no activo, dos quais 72 são bombeiros profissionais. Tem ainda 45 elementos que fazem parte da fanfarra. O orçamento anual ronda os 2,5 milhões de euros. Os famalicenses têm orgulho nas suas corporações de bombeiros e agora só nos falta dar a conhecer a corporação, também famalicense, de Riba d’Ave.
(Em Opinião Pública, 19/06/24)
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