HELENA FREITAS – "Foi na pequena
aldeia minhota de Mogege, entre montes e riachos, castanheiros imponentes e
escaravelhos fugidios, que Helena Freitas ganhou o primeiro assombro pela
natureza". Assim começa um texto de Nelson Jerónimo Rodrigues sobre a
famalicense Helena Freitas, bióloga e professora catedrática na Universidade de
Coimbra e directora do Parque de Serralves, publicado na revista Smart Cities, n.º
45. Interessa também destacar este subtítulo "Há vários
anos que tem uma flor tatuada, como símbolo do 'compromisso com a natureza' que
traz na pele desde criança, altura em que descobriu os animais e as plantas na
liberdade da aldeia natal. A partir daí, esta paixão floresceu, ganhou raízes e
fez de Helena Freitas uma das principais especialistas nacionais em
biodiversidade".
VEREADORES – É raro assistir às
reuniões de câmara, por falta de tempo e por não saber, com antecipação, os assuntos a tratar. Assisti
parcialmente à última reunião, no dia 06/03/25, no momento em que se discutia o projecto de
requalificação do estádio municipal com perguntas pertinentes, feitas com clareza e
serenidade pelos vereadores Paulo Folhadela e Sérgio Cortinhas. Perguntas, sim,
pois há muitas coisas que precisamos de
saber sobre este projecto. Pena é que não haja sobre ele um debate público e, principalmente, que não se encontre na página oficial do município uma descrição
não técnica do que se pretende, acompanhada de mapas e desenhos esclarecedores.
FALTA DE RESPEITO – Sabem os
leitores que a documentação sobre este assunto, que consta de cerca de 400
(quatrocentas) páginas, foi entregue aos vereadores com pouco mais de 48 horas
de antecedência? Como pode um vereador tomar posição fundamentada sobre um
assunto que está longe de ser simples e que envolve 25 milhões de euros e
concessão de património municipal por mais de 50 anos?
PAVIMENTO DA CENTRAL DE
CAMIONAGEM – Chamaram-me a atenção e vi. Na central de camionagem de Famalicão,
do lado esquerdo, em frente das
oficinas, há desníveis inaceitáveis de paralelepípedos no pavimento, prejudicando
a integridade dos autocarros. Como é
possível não endireitar aquele pavimento rapidamente? Não é a câmara que tem
esse dever?
ELEIÇÕES – Vamos para eleições legislativas porque o governo entendeu apresentar uma moção de confiança à Assembleia da República, depois de ter superado duas moções de censura. Habituei-me a ouvir dizer, desde logo na área do futebol, que quem pede um voto de confiança é porque já não a tem ou pelo menos duvida dela. Dito doutro modo: quem tem confiança no que está a fazer não pede confiança. O que se diz no futebol bem pode aplicar-se, neste caso, à política. Nota: Mesmo à última hora, os dois maiores partidos podiam e deviam entender-se. Eleições sim, mas não umas em cima das outras!
(Em Jornal de Famalicão, 13/03/25)
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