ELEIÇÕES LOCAIS – Aproximam-se velozmente as eleições locais e prometem animação, desde logo, na união à força das freguesias de Famalicão e Calendário. Anunciam-se oitos listas, uma das quais, e pela primeira vez, um movimento de independentes. Há muita curiosidade em saber o que trazem de novo estas listas em pessoas e programas. E haverá alguma que tenha a coragem de afirmar que Famalicão e Calendário são freguesias grandes, amigas e próximas, mas distintas, cada qual com os seus problemas, havendo por isso o dever de, logo que possível, as separar para terem cada uma junta própria ao serviço da população respectiva?
FESTAS TODO O ANO – O concelho de
Famalicão tem festas todo o ano nas suas 49 paróquias, mas isso nota-se
principalmente no Verão e nos meses que, antes e depois, lhe estão mais próximos. Na cidade de
Famalicão, especialmente no Verão, não há fim-de-semana que não anuncie, através
de foguetes, a realização dessas festas. A dificuldade, por vezes, é a de
identificar a freguesia de origem. Ouvem-se, na cidade, sessões de fogo de Calendário, Lemenhe,
Louro, Santiago da Cruz, Esmeriz, Cabeçudos, Vilarinho das Cambas, Jesufrei,
São Cosme do Vale e quantas outras. Destas festas, quase todas mais profanas do
que religiosas, destaca-se, pela sua maior religiosidade, a do Santíssimo
Sacramento de Brufe, que teve lugar no passado fim de semana.
500.000 € – Ao que parece, a câmara municipal vai gastar cerca de meio milhão de € (nunca gastou tanto) na Feira do Artesanato e Gastronomia de 2025 (ano de eleições) e ninguém se revolta. Como se o nosso dinheiro não fosse mais bem utilizado noutros fins, como se não houvesse outras prioridades….
ONDAS DE CALOR – Desde há semanas
que assistimos a ondas de calor na cidade. Ainda hoje, terça-feira, dia 8 de Julho de 2025, o termómetro atingiu, e manteve-se durante horas, nos 35 graus e à
noite, pelas 22h, marcava 28 graus. E sem vento. É muito desagradável.
LUÍS ANDRADE – Luís Andrade (LA),
famalicense, natural de Cavalões, foi
atingido na sua adolescência por uma doença grave, muito comum na
época, que o marcou psicologicamente, mas não lhe tirou o raciocínio, nem o
espírito de luta. LA não queria que a velha Capela de São Gonçalo, muito
danificada por um incêndio na primeira metade do século XX, fosse demolida para
dar lugar a uma escola. Estava tudo encaminhado para a demolição, com o aval da
junta de freguesia, da câmara municipal e do Governo de então (antes do 25 de
Abril). Mas LA lutou sempre. Utilizou a imprensa da época, nomeadamente, se bem
me lembro, o jornal A Capital, para chamar a atenção para uma capela que era
do Século XVIII, que tinha claro valor
patrimonial e não deveria ser demolida. E tanto lutou que venceu. A capela não
foi demolida, foi restaurada e aí está a ser utilizada e a seu lado foi
construída a Escola Primária de Cavalões, a funcionar também. Lição: vale sempre
a pena lutar, mesmo quando a luta é desigual. Muitas vezes perde-se, mas
perde-se sempre quando não se luta.
ASAE NO HOSPITAL – Por alegada
falta de higiene no nosso hospital, a ASAE fez uma inspecção. O que se passou ou
passa efectivamente? Ficámos apenas com uma notícia vaga. Temos direito a uma informação devidamente detalhada.
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