DE QUE LADO ESTAMOS? – Nós, seres humanos, somos capazes do melhor e do pior. O Dia de Portugal deve ter servido para reflectir também sobre isso. De que lado estamos?
FAMALICENSES DE OUTROS TEMPOS – Lembro-me de um dia, era eu muito novo ainda, ter acordado com uma forte dor no pescoço (torcicolo). Uma tia minha levou-me a casa de uma senhora (família de Paulo Moreira?) que morava na Avenida Narciso Ferreira do lado direito, no sentido de Guimarães, que com uma pomada e um movimento de mãos no pescoço rapidamente me resolveu o problema. Anos mais tarde, andava eu a estudar em Coimbra na Faculdade de Direito e um colega de Medicina, já adiantado no curso, teve a mesma dor. A verdade é que andou dias a sofrer sem que lhe resolvessem o problema nos hospitais da universidade. Como me lembrei então da senhora que me curou e lhe disse a ele como era fácil a cura com uma ida a Famalicão.
OUTROS FAMALICENSES – É um dever lembrar famalicenses de origem humilde, mas que se distinguiram pelo bem que fizeram. Estou a lembrar-me neste momento de dois. O Senhor José Valinhas, enfermeiro, com atendimento na esquina da Rua Conselheiro Santos Viegas com a Rua São João de Deus e do também enfermeiro Manuel Alves de Sá (natural do Louro) com estabelecimento onde hoje é a sede da Caixa de Crédito Agrícola. Merecem também referência em momento oportuno.
CAPELA DE SANTO ANTÓNIO ANTIGA – Na Capela de Santo António está ao dispor de quem a visita um "folheto", bem concebido, sobre a história da Capela de Santo António. Quem o ler com atenção verifica como se pode empobrecer uma vila (hoje cidade). Basta comparar a gravura da capela actual com a gravura da capela que estava situada no antigo Campo da Feira, construída em 1775 e que foi demolida em 1924. Que diferença, para pior, com a mudança.
JORNAL DE FAMALICÃO E ANTONINAS – O Jornal de Famalicão fez o que nenhum outro fez. Tendo recebido apenas uma página inteira de publicidade das Festas Antoninas, fê-la rodear do programa das Festas, no que gastou três páginas igualmente inteiras que nada custaram à câmara municipal. É bonito, não é? Bem se pode dizer neste caso, e com propriedade, que "desamor" com amor se paga. Amor por Famalicão, claro!
ELEIÇÕES – É minha opinião que Famalicão merecia uma lista independente forte para a candidatura aos órgãos do município. As listas que se anunciam nos maiores partidos não estão, a meu ver, à altura do que merece o nosso concelho. É, repito, a minha opinião.
SUGESTÕES DE CAMPANHA – Será que os partidos que se apresentarão a eleições este ano vão meter no seu programa a requalificação da nossa estação ferroviária? Precisa de um grande parque de estacionamento coberto, de ligações directas dessa parte à estação, de elevadores e de bons acessos. Quem tem visão para lutar por isso? Tentarei dar regularmente outras sugestões para os programas dos partidos.
IRIS – Tal como sucedeu com a demolição da velha Capela de Santo António acima referida, o centro da cidade ficou mais pobre quando a Iris deixou de ser um restaurante de grande qualidade para passar a ser um mero espaço de exposição de automóveis que poderia ter lugar em qualquer outra parte. Dificilmente uma exposição vulgar de automóveis pode enriquecer o centro de uma cidade.
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