FREGUESIA – Quanto à freguesia (assembleia de freguesia) nenhuma lista me garante que vai lutar pela recuperação da autonomia das duas freguesias agregadas (a recuperação da autonomia da freguesia de Vila Nova de Famalicão e da freguesia de Calendário). Em vez de assumirem uma posição clara, as listas remetem para assunto a discutir, o que é muito cómodo. Parecem satisfeitas com a União. Se não for verdade, digam-me. Ainda estão a tempo e o meu endereço electrónico vai no fim.
ASSEMBLEIA MUNICIPAL – O voto para a assembleia municipal é, apesar de tudo, o mais fácil, porque aposto na presença de partidos pequenos na assembleia. Os partidos pequenos fazem falta para dar mais vida à assembleia e há quem tenha dado provas de que merece estar/entrar neste importante órgão.
CÂMARA MUNICIPAL – O problema maior é a eleição para a câmara municipal e especialmente para o presidente da câmara que, tendo em conta a história do nosso governo municipal, vai para um dos dois grandes partidos famalicenses (o PSD, ainda que em coligação, e o PS). Ora vejamos a situação actual de ambos.
LISTAS – As listas que incluem os dois maiores partidos do nosso concelho deixam muito a desejar. A lista da coligação PSD/CDS é o arranjo possível resultante dos desentendimentos internos do PSD e a lista do PS revela, por sua vez, que este partido ainda não superou a crise de 2001. Não estamos perante duas boas opções, estamos perante listas que estão muito longe do que o nosso concelho merece.
PSD – A lista coligação PSD/CDS mostra, é certo, o poder político de Paulo Cunha. Humilhou a secção concelhia do PSD, dado o poder que tem a nível distrital e nacional. Apenas não temos uma crise como a de 2001 do PS porque a concelhia do PSD colocou o partido acima das lutas internas. No entanto, a lista que se apresenta agora está longe de convencer e é uma continuidade de um mandato que foi, a meu ver, globalmente mau com responsabilidade política, desde logo, de Mário Passos. Basta ler o que tenho escrito ao longo destes quatro anos. Claro que votaria PSD se apresentasse uma boa lista, pois procuro não confundir eleições locais com eleições nacionais
PS – A lista do PS não é, também, a meu ver, uma lista que convença. Eduardo Oliveira teve quatro anos para mostrar o que vale e não mostrou nada ou quase nada. As pessoas não sabem, mas seria bom que soubessem as razões que determinaram que a vereadora Maria Augusta Santos renunciasse há mais de um ano ao mandato, que vinha exercendo com uma participação activa e crítica nas reuniões, que as actas bem demonstram. Era bom que os eleitores soubessem também porque não faz parte da lista o conceituado vereador Paulo Folhadela e o mesmo se diga do vereador Sérgio Cortinhas, vereadores com quem fui falando ao longo destes quatro anos, por minha iniciativa e amabilidade deles. Não falei com vereadores da coligação apenas porque não teria sucesso na informação que pretendia obter. Causaria embaraços. Aliás, estou à espera há meses da marcação de uma reunião com um desses vereadores.
COMO VOTAR? – Perante isto, pessoas amiga confidencia-me que vai votar no mal menor. Fez-me pensar, mas não tenciono ir por aí. Entendo que votar na continuidade é premiar quem governou mal e, por sua vez, a mudança não é boa, só por ser mudança. Uma nota quase dispensável: as minhas opiniões sobre pessoas são de natureza política e não põem em causa o respeito pessoal. A democracia assim o exige.
PREVISÕES – Muitos de nós, que nos interessamos pelas eleições locais, gostamos de fazer previsões sobre os resultados, particularmente para a câmara. Tenho as minhas. Não as revelo agora, porque entendo que não devo influir ainda que minimamente (o que escrevo vale muito pouco) no voto de 12 de Outubro de 2025. De qualquer modo, dá-las-ei a conhecer a pessoas de confiança, que servirão de testemunhas, e revelarei essas previsões depois das eleições (ainda que me engane), como é costume.
BARCELOS POPULAR – Visitei Barcelos no domingo passado (05/10/25) e fiquei admirado com a animação que vi no centro da cidade. Perguntei a um famalicense que encontrei na Rua Direita se aquela animação popular era costume e pedi para comparar com a animação do centro de Famalicão ao domingo e foi muito claro ao dizer que não havia comparação: a animação de Barcelos era muito superior. Mas o que mais me agradou nesta visita que não fazia há anos a Barcelos aos domingos foi comprar (1,20 €) o Barcelos Popular, semanário regional, democrático e independente. Um semanário como há poucos à nossa volta.
(Em Jornal de Famalicão, 09/10/25)
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