sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Eleições locais (V)

TERRITÓRIO – Nós temos um território de mais de 200 km² e não o conhecemos, nem respeitamos. Não conhecemos porque não é fácil conhecer um território que é cinco vezes maior que o município do Porto (41 km²) e que vai de Ribeirão a Arnoso e de Gondifelos a Joane, com 49 freguesias (antes das uniões). A página oficial do município bem podia ajudar a conhecer, mas não ajuda, apesar dos meios tecnológicos que existem ao dispor nos dias de hoje. E o nosso território é rico e variado. Tem terrenos agrícolas, tem floresta, tem espaços construídos (habitação, indústria, comércio) e outros.

TERRITÓRIO II  Se gostamos de Famalicão temos de conhecer bem o nosso território e de o defender. Defender e valorizar. É minha opinião que não é isso que está a suceder. Não respeitamos o nosso território se tivermos em conta o desordenamento e mesmo a sua destruição (ver, por mero exemplo, a pedreira de Santa Marinha da Portela e a mancha negra de Outiz/Vilarinho). E o desprezo pelos terrenos agrícolas é evidente. Assunto a merecer atenção mais detalhada.

PROGRAMAS ELEITORAIS – Vi o programa de Mário Passos (PSD/CDS), da Iniciativa Liberal (IL) e da CDU, mas não tive ainda tempo para os ler com a atenção devida. De louvar, no entanto, o facto de estas candidaturas, tal como outras já referidas, elaborarem e divulgarem programas eleitorais.

FEIRA GRANDE – A Feira Grande de São Miguel não mereceu do município a atenção devida. Ocorreu nesta segunda-feira, dia 29 de Setembro de 2025, como de costume, mas sem qualquer animação por parte do município. Em vez disso, a câmara gastou bom dinheiro nos dias anteriores para fazer coisas que pouco ou nada têm a ver com a feira propriamente dita. Mais umas "festarolas", como é habitual.

NA PONTA DO PALITO – Este é o muito sugestivo título de um opúsculo de pequenas dimensões, mas muito bem apresentado graficamente, com 14 páginas, editado pela câmara municipal por ocasião da Feira Grande de São Miguel (26-29 de Setembro de 2025). O fim anunciado deste opúsculo é o de divulgar os "melhores locais para petiscar em Vila Nova de Famalicão". Mas a finalidade maior foi seguramente "petiscar eleitores" e assim se compreende que abra com uma carta aos famalicenses de Mário Passos com foto do mesmo, em camisa e gravata, copiada da propaganda eleitoral. O nosso dinheiro também serve para a "ponta do palito"!

HOSPITAL – Eduardo Oliveira (PS) defende a criação de um novo hospital que, segundo Jorge Paulo Oliveira, custará entre 500 a 800 milhões de euros, sendo por isso pouco credível que essa ideia avance nas décadas mais próximas. Mas, assim sendo, cabe provar a quem defende a modernização e ampliação do hospital actual, como sucede desde logo com a câmara, que esse é o melhor caminho e divulgar o estudo que mandou fazer a um arquitecto local. Temos o direito de o conhecer. A mim também me parece que pedir um hospital novo é pedir muito, mas quero ficar convencido de que é possível termos em breve o nosso hospital a funcionar bem e devidamente ampliado. Até agora a câmara pouco ou nada tem ligado a este assunto. Acordou só agora?

ASSEMBLEIA MUNICIPAL – A Assembleia Municipal reuniu pela última vez este mandato no dia 19 de Setembro de 2025. É tempo de fazer um balanço. Espero ter tempo de o fazer. Melhor: está feito em traços gerais, mas preciso de o concluir e não cabe neste espaço.

SEDES ELEITORAIS – Apenas o PS tem uma sede física na cidade para a eleição dos órgãos do município, situada na Rua Alves Roçadas, junto da Capela de Santo António. Passei lá na segunda-feira (29/09/25) à noite, já depois das 21h, e estava aberta. Quem lá estava para receber? A D.ª Adelina Ortiga, sempre ao serviço do PS há mais de 50 anos, quer concorde ou não, ao longo de décadas, com as políticas e as escolhas locais seguidas pelo partido.

PROPAGANDA ELEITORAL – Colocar propaganda eleitoral fixa ao alcance das pessoas é um risco. Essa propaganda deve ser respeitada, mas, como sabemos, há quem, infelizmente, por falta de civismo, não a respeite. Por isso, seria mais avisado colocá-la um pouco mais alto, dificultando-lhes a vida.

MOBIAVE – Continuo a ver os autocarros vazios ou quase. Só eu?

(Em Jornal de Famalicão, 02/10/25)

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