Estão a decorrer há largos meses (quantos?) importantes obras no centro da cidade, removendo e substituindo pavimentos de praças, ruas e passeios e as pessoas conversam e perguntam: como vai ficar isto?
As pessoas vêem, desde há algumas semanas, pouca gente a trabalhar nessas obras e perguntam: o que se passa?
No dia 16 de julho de 2021 os famalicenses souberam, pela informação digital diária da comunicação social local, que toda a rua de Santo António e parte da Rua Adriano Pinto Bastos vão ser fechadas ao trânsito “previsivelmente” por 30 dias por causa das obras do centro da cidade e perguntam: o que motiva esse encerramento em concreto? E será mesmo por 30 dias?
As perguntas são muitas e as pessoas põem-se a adivinhar, tentando obter respostas para as perguntas que fazem, esquecendo-se ou ignorando que têm direito a ser devidamente informados pela Câmara.
Numa democracia local sólida as obras que estão a decorrer no centro urbano seriam acompanhadas de informação detalhada. Haveria junto delas painéis com desenhos e textos explicativos que permitiriam ver facilmente o resultado das obras e o seu custo. Também seria explicado o menor ritmo delas nas últimas semanas. E o fecho das ruas seria igualmente objecto de explicação, dizendo-se porque é necessário fechá-las e porquê o prazo de 30 dias. Para estas e outras informações haveria também um número de telefone ou telemóvel de atendimento directo e rápido, largamente divulgado.
Tal não sucede, porque os famalicenses aceitam ser tratados como cidadãos menores e assim continuarão a ser tratados se tivermos em conta o silêncio, nomeadamente da oposição ou oposições.
A debilidade da nossa democracia local está assim bem à vista!
António Cândido de Oliveira
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