As razões da escolha – Um dos factores principais de escolha de colaboração num jornal é saber que ele deseja a nossa colaboração e o demonstra. Acresce que tenho uma particular predilecção pelos jornais impressos, sem menosprezar os jornais online, quando bem feitos. É por essa razão que tenciono escrever regularmente no Jornal de Famalicão (JF) enquanto puder continuar a dar uma contribuição para o que entendo ser melhor para a nossa terra, de que muito gosto, tendo sempre consciência de que apenas se trata de uma opinião, da minha opinião. Acrescem outras razões para colaborar com este jornal. Uma imediata, que foi a merecida atenção que deu à reportagem do canal NOW sobre as Pateiras do Ave e os negócios que giram à volta delas. Uma segunda razão, que é a discriminação negativa que o JF tem sofrido por parte da câmara municipal na publicidade fornecida à imprensa local. Escrever num jornal de que a câmara de turno manifestamente não gosta tem particular interesse.
Reportagem sobre as Pateiras – No que respeita à reportagem do canal Now, vale a pena visitar o YouTube e ver a riqueza ambiental que o nosso território tem em Fradelos e Vilarinho das Cambas e que a câmara, depois de tal reconhecer e acolher numa primeira fase, acabou por abandonar por razões que não foram devidamente esclarecidas e que levam a pensar numa clara manipulação da população local. Mas ainda pior, a Câmara em vez de, ao menos, manter aquele local como está, resolveu dar-lhe uma machadada, plantando ali um pavilhão multiusos. Bela defesa do ambiente por uma câmara que tanto a proclama! Mas não foi só o abandono desse projecto que a reportagem da NOW deu a conhecer com o impacto nacional que a televisão tem. Foi também um negócio nos termos do qual um empresário comprou aos proprietários terrenos naquele local por 200.000 € e os negociou, passados três meses, com a câmara municipal por um montante equivalente a mais de 400.000 €. Estranho negócio esse que o Ministério Público investiga e que, mesmo que não seja considerado crime, deixa muito mal a câmara municipal e não só.
Outros temas – Como os leitores sabem, costumo escrever textos curtos e assim deixo para próximos números temas como a revisão do PDM em curso, a central solar de Outiz/Vilarinho, a estranha urbanização junto do tribunal, o mais recente boletim de propaganda do município, o mini-parque Norte da cidade e tantos outros assuntos que deveriam ser regularmente abordados e não são.
Eleições locais de 2025 – Estaremos atentos também às eleições locais que se realizarão entre 22 de Setembro e 14 de Outubro de 2025, num domingo ou dia de feriado nacional. Para nós, muito mais importante do que a vitória de uma lista ou outra, é que surjam listas com programas bem elaborados e pessoas capazes de os executar e que assim, vença quem vencer, o nosso município fique a ganhar. Há tanto por fazer que será muito mau que no ano que falta para as eleições não se debatam, nomeadamente nos meios de comunicação social locais, os nossos principais problemas, hierarquizando-os e apresentando soluções. E que fique claro: não é fácil gerir um município que tem 200 km² e mais de 130 mil habitantes!
P.S.: O leitor mais atento verificará que deixei de colaborar no jornal Opinião Pública (OP) e passei a escrever agora no Jornal de Famalicão (JF). Este artigo deixa entrever as razões, mas quem quiser saber mais detalhadamente o motivo da mudança bastará ler o artigo que o responsável pelo OP publicou, precisamente ao lado do meu no dia 31 de Julho de 2024, sem me informar e sem me dar qualquer explicação. Deixei de ter condições para continuar a colaborar. Para quem estiver interessado, poderei ainda dar mais pormenores.
(Em Jornal de Famalicão, 12/09/24)
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