terça-feira, 10 de junho de 2008

À volta da Câmara Municipal

 1. Temos o direito de saber com antecipação e ao mesmo tempo o direito de dar uma palavra sobre o arranjo urbanístico que vai ser feito em frente da Câmara Municipal. Aquela zona começou mal com o edifício Vinova, continua mal com o edifício de 7 pisos que acaba de lá aparecer, ao lado de vivendas, e agora o problema é ver como vai ser corrigido tudo isto. Aquele local é muito especial e precisa de mão de arquitecto urbanista qualificado que tenha uma visão de conjunto do lugar e precisa de uma Câmara que saiba ouvir e respeitar a opinião pública.



2. São Miguel de Seide é a capital cultural do nosso concelho com a Casa Museu de Camilo e o Centro de Estudos Camilianos. Não tem sentido que não se resolva rapidamente o problema que resulta da não reinstalação da associação ADERE. Aqui a obrigação de todos é fazer tudo o que for possível para chegar a um acordo rapidamente. Mas se tal não for possível há sempre o recurso à expropriação que deve ser encarado muito seriamente. Não tem sentido que se ponham tantas dificuldades à Câmara para recuperar um terreno que lhe pertence e que, em má hora, cedeu em condições desvantajosas pelo que se vê.


3. Ao fim de mais de 30 anos de espera, as famílias da comunidade cigana que vivem em barracas degradadas, junto à Estação de Caminhos-de-Ferro de Vila Nova de Famalicão, têm à vista uma solução habitacional condigna. Já lá está um cartaz a chamar a atenção obra para a Urbanização das Bétulas, anunciando a construção de 30 famílias, num total de 135 pessoas, próximo do local onde actualmente vivem em habitações num prazo de 365 dias. É um investimento de cerca de 340.000 contos. Como de costume e utilizando o nome da Câmara indica-se o prazo mas não se indica o início da contagem. Se aquele cartaz é a sério então a obra começou, pelo menos, no dia 5 de Junho devendo estar pronta no dia 5 de Junho de 2008.

(PF-10.6.08)

terça-feira, 3 de junho de 2008

Apontamentos diversos

 Quando o tempo de que dispomos é curto, fazer breves apontamentos é a solução.


1. Nós famalicenses, por nascimento ou residência, temos o dever, que muitas vezes não cumprimos, de lembrar, os conterrâneos que deixaram marcas na nossa terra. Evocamos aqui em breves linhas o Arquitecto José Marinho, recentemente falecido, que dedicou muito da sua vida a Famalicão. Todos os que o conheciam sabem como vivia os problemas da nossa cidade, procurando que ela fosse um lugar agradável para viver e como sofria quando ela era maltratada. Lembramos também o seu espírito de iniciativa e a dedicação às instituições da terra, com especial relevo para o Famalicense Atlético Clube que serviu durante largos anos como praticante e como dirigente ao mais alto nível. Ligada à sua actividade no FAC está a construção do actual Pavilhão da zona desportiva da cidade. Não se pode esquecer também (e tantas coisas ficarão aqui esquecidas) a Nova Igreja Matriz que projectou, com audácia, nos anos sessenta e que só muito mais tarde foi possível concretizar.

2. As comemorações do centenário de Alberto Sampaio estão a decorrer com muito nível e interesse. Saber que o passeio “O Caminho de Alberto Sampaio” entre a Casa de Boamense e o Mosteiro de Landim juntou cerca de 200 pessoas é motivo de grande satisfação. E ainda há importantes actos de comemoração a decorrer.

3. A limitação do direito de participação do público nas sessões da Assembleia Municipal recentemente aprovada não se compreende. É certo que a participação deveria ser melhor regulamentada e desde logo, como sucede noutros municípios, ter uma hora e período de tempo definidos. Mas, ao que parece, o que se aprovou foi um inquérito prévio obrigatório a quem pretende falar no período destinado ao público. Compreende-se perfeitamente a atitude de Tavares Bastos, abandonando a sessão. Mas o público interessado só se conforma com esta decisão se quiser. Pode, com imaginação, interpelar a assembleia, sem desrespeitar a lei ou o regimento e sem esperar pelo fim da reunião.

4. A ideia de uma “quarta do povo” com a presença dos deputados famalicenses não foi minha, mas acolhi-a. Pus apenas uma condição, na qualidade de moderador habitual destas sessões: que todos aceitassem participar. Aceitaram. Só que no dia combinado apenas apareceu o deputado Nuno Sá. Os deputados Virgílio Costa e Nuno Melo, por razões diferentes, não apareceram. Foi pena. O debate nestas condições não se fez. E teria sido seguramente um debate interessante, pois a ideia era pôr os presentes a fazer perguntas aos deputados e estes a responder. Esta atitude dos deputados faltosos deveria ser bem explicada pelos próprios. É que se trata objectivamente de uma falta de respeito pelas pessoas que os elegeram.

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PS 1 - Estive a ver, por momentos, a partida da selecção para a Suiça : parece que anda tudo doido! E não é que os noticiários das 20h de Domingo da RTP, da SIC e da TVI abriram desenvolvidamente com esta “notícia”?

PS 2 – Mais juízo teve o PSD, escolhendo uma líder qualificada, que merece muito respeito.

(PF- 3.6.08)