segunda-feira, 28 de junho de 2010

UMA SUGESTÃO

 O que mais precisa o centro de Famalicão?

Para nós é claro: precisa de pessoas e principalmente de gente nova.
O centro da cidade está a ficar deserto e isso deveria ser motivo de muita preocupação.
Neste contexto, era de todo o interesse utilizar o espaço onde funcionou o Colégio Camilo Castelo Branco para fins escolares.
Para além do mais, vinha de encontro à melhor tradição daquele local.
Será necessário espírito de iniciativa e boa colaboração entre o município e potenciais interessados. Ninguém quer pensar a sério nisso?
António Cândido de Oliveira
PS - Famalicão no mês de Junho, em certos locais, cheira bem, cheira a flor de tília. Têm apreciado?
PPS - O Povo Famalicense, pelo menos, alertou no que toca ao denominado Parque da Cidade: vale a pena olhar com atenção para os mapas da página 12 do jornal da semana passada..
PPPS - Por outro lado, no que toca à Parceria Público-Privada é preciso esclarecer muitas coisas.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

BOM SENSO

 


Quem acompanha a história do edifício que durante décadas foi o Colégio(Externato) Camilo Castelo Branco sabe que ele está abandonado vai para perto de 30 anos e sabe também que desde que a Câmara Municipal o adquiriu ( há cerca de 10 anos) o abandono continuou. Nada de reparar o telhado, nada de fechar portas e janelas para proteger da chuva. Causa, pois, espanto ver agora a Câmara preocupada em recuperar o edifício.
O espanto é tanto maior quanto há (ou havia) um projecto de um edifício municipal para aquele local de um qualificado arquitecto. Espera-se que o bom senso impere e se utilize aquele espaço para um bom e moderno equipamento público, poupando elevadas rendas mensais que o município continua a pagar.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

UM PARQUE POBRE

 O problema não é o Parque da Cidade. Ele é desejado há mais de 30 anos.

O problema é não projectarmos um parque à altura do concelho de mais de 120.000 habitantes que somos.
Vamos ter um parque sem ambição, um parque de quem não é capaz de fazer melhor.
Faz falta o Dr. Nuno Carvalho, que bem conhecia este assunto, para clamar por um parque digno da cidade. Fazem falta outras vozes de vivos que estão a dormir.
Pouca gente saberá que o Parque representa apenas à volta de 2% (dois por cento!) do perímetro urbano da cidade.
Ele terá à volta de 26 hectares e integra-se no Plano de Urbanização da zona oriental da Cidade que tem 79 hectares. Ou seja, é apenas 1/3 dessa zona. Desse Plano de Urbanização ninguém fala e não é por acaso. Está escondido para ficarmos sem perceber o que está em jogo.
Esconde-se a construção que está projectada à volta do Parque.
A discussão pública actualmente em curso não é pobre, é paupérrima e a Câmara Municipal contribui decisivamente para isso. Vejam a página oficial do município na net e em vão lá encontrarão mapas e textos para auxiliar a discussão pública. Pelo contrário, para as Antoninas houve e há todo o espaço.
Também não é fácil participar na discussão pública. Faltam os documentos não técnicos, mapas e textos elaborados em linguagem acessível que nos informem devidamente e a discussão termina no dia 18.
Esta semana vai haver um debate público na 4ª feira, à noite, que este jornal anuncia. Como de costume, muito pouca gente vai aparecer.
E já repararam no silêncio dos partidos?

segunda-feira, 7 de junho de 2010

PARQUE DA CIDADE: ALGUMAS PERGUNTAS PRELIMINARES

 Está a decorrer, como dissemos na semana passada, o prazo para a discussão pública do denominado “Parque da Cidade”.

O período de discussão é muito curto e o acesso à documentação está longe de ser a desejável.
Enquanto não temos os elementos necessários que resultarão da consulta, formulamos desde já algumas perguntas que nos parecem pertinentes:
Qual é a área concreta do projecto de parque que está em discussão?
Qual é a área do perímetro urbano da cidade, para sabermos que percentagem dessa área vai ocupar o Parque da Cidade?
O Parque situa-se na parte oriental da cidade. Ora que área tem essa parte da urbe que tem como limite, a poente, a Avenida Humberto Delgado, a norte, a Avenida do Brasil (saída para Guimarães), a sul a rua que liga a Rotunda da Paz à Igreja de Antas e a nascente a denominada Rua da Deveza que delimita por esse lado o parque e que vai entroncar na Avenida do Brasil?
Ainda em relação a essa zona oriental da cidade: qual a área que já está construida e a que está prevista ser destinada a construção?
Há um projecto urbanístico ( plano de urbanização) para a Zona Oriental da Cidade?
A existir, como se enquadra nele o Parque da Cidade?
O Museu do Surrealismo fica dentro ou fora do Parque?
Estas são apenas as primeiras perguntas de muitas que importa fazer para que haja uma verdadeira discussão pública.
Esperemos que os famalicenses estejam atentos.