segunda-feira, 14 de junho de 2010

UM PARQUE POBRE

 O problema não é o Parque da Cidade. Ele é desejado há mais de 30 anos.

O problema é não projectarmos um parque à altura do concelho de mais de 120.000 habitantes que somos.
Vamos ter um parque sem ambição, um parque de quem não é capaz de fazer melhor.
Faz falta o Dr. Nuno Carvalho, que bem conhecia este assunto, para clamar por um parque digno da cidade. Fazem falta outras vozes de vivos que estão a dormir.
Pouca gente saberá que o Parque representa apenas à volta de 2% (dois por cento!) do perímetro urbano da cidade.
Ele terá à volta de 26 hectares e integra-se no Plano de Urbanização da zona oriental da Cidade que tem 79 hectares. Ou seja, é apenas 1/3 dessa zona. Desse Plano de Urbanização ninguém fala e não é por acaso. Está escondido para ficarmos sem perceber o que está em jogo.
Esconde-se a construção que está projectada à volta do Parque.
A discussão pública actualmente em curso não é pobre, é paupérrima e a Câmara Municipal contribui decisivamente para isso. Vejam a página oficial do município na net e em vão lá encontrarão mapas e textos para auxiliar a discussão pública. Pelo contrário, para as Antoninas houve e há todo o espaço.
Também não é fácil participar na discussão pública. Faltam os documentos não técnicos, mapas e textos elaborados em linguagem acessível que nos informem devidamente e a discussão termina no dia 18.
Esta semana vai haver um debate público na 4ª feira, à noite, que este jornal anuncia. Como de costume, muito pouca gente vai aparecer.
E já repararam no silêncio dos partidos?

Sem comentários:

Enviar um comentário