segunda-feira, 25 de abril de 2011

A Resposta do Presidente da Câmara e o Hastear da Bandeira

 Escrevi na semana passada, neste local, um texto em que me insurgia contra as dificuldades de estacionamento à volta do Hospital , chamando também a atenção para a falta de planeamento e o subsequente entupimento das entradas nascente e poente do Hospital.

Escrevia a terminar o seguinte: “Ainda teremos de esperar por uma câmara que tenha uma política larga de desenvolvimento da cidade e que não cometa estes erros”.E acrescentava: Mas já repararam que os políticos locais nem se dão, em regra, ao trabalho de darem satisfações e de escreverem sobre estes e outros assuntos locais?”
Esta minha última parte foi “contrariada” pelo Presidente da Câmara Municipal que teve o cuidado de me enviar a seguinte resposta, da qual omito saudações e outras palavras de circunstância:
“A propósito do seu último artigo de opinião que publicou na edição de 19 de Abril de “O Povo Famalicense” (…) tomo a liberdade em enviar-lhe documentação elucidativa quanto ao momento de origem do processo de construção do lado nascente do Hospital de Famalicão, sendo o processo relativo ao lado poente bastante mais antigo, como é do seu conhecimento”
Da documentação que o Presidente da Câmara juntou e relativa ao Processo n.º 11652/01 pode deduzir-se que a responsabilidade pela construção do prédio junto das novas urgências não lhe cabe. Desse processo consta um despacho proferido pelo Presidente Dr. Agostinho Fernandes datado de 3.XII.2001 (poucos dias antes das eleições que foram no dia 16 do mesmo mês) que rezava muito sucintamente: “Deferido nas condições da informação”. A informação era do Director do Departamento de Urbanismo, Eng.º José Duarte.
Darei tempo para que alguém se pronuncie sobre esta resposta. Depois, direi o que entender por mais adequado.
Participar no hastear da bandeira nos dias 25 de Abril é, para mim, quase um dever como ir à missa. Não é da mesma natureza, mas é, mesmo assim, um importante dever cívico.
A cerimónia é simples mas significativa. A Banda de Música de Famalicão toca o Hino Nacional e as três bandeiras (nacional, à frente, europeia e concelhia) sobem ao alto dos mastros. Depois a Banda interpreta, com o nível a que nos habituou, uma música festiva e segue caminho pelas ruas da cidade a caminho da sede na Rua Direita.
As pessoas presentes na cerimónia, infelizmente não muitas, seguem depois para o Salão Nobre dos Paços do Concelho para uma sessão solene comemorativa. Quanto a esta já fui assistente fiel mas deixei de o ser desde há vários anos. O interesse das intervenções é geralmente reduzido e o próprio Presidente da Assembleia Municipal , que deveria dar o exemplo, prima pela ausência.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Falta de Planeamento Dificulta Estacionamento

 Já sabia que era difícil estacionar um automóvel no centro da cidade e mais ainda junto do Hospital. O que não sabia é que já havia quem fosse estacionar no cimo da Rua do Príncipe Real, colocando, mesmo assim, o automóvel onde não devia, estorvando a vida de quem lá mora.

Isto é o resultado de uma política de urbanismo (ou melhor, da falta dela) no centro da cidade e particularmente junto do Hospital.
Permitir construções do lado nascente e poente do Hospital, mesmo junto da antiga e da nova urgência, sem cuidar do estacionamento deu no que deu: enormes dificuldades não só de circulação como de estacionamento.
Há quem diga, que se podem guardar os automóveis nos parques, que há parques pagos para isso. Esquece-se, porém, que esses parques são caros, principalmente para quem precisa de estacionar durante o dia inteiro, por motivo de trabalho.
Ainda teremos de esperar por uma câmara que tenha uma política larga de desenvolvimento da cidade e que não cometa estes erros. Mas já repararam que os políticos locais nem se dão, em regra, ao trabalho de darem satisfações e de escreverem sobre estes e outros assuntos locais?

segunda-feira, 11 de abril de 2011

9 de Abril

 1. Nove de Abril

Prometi a mim mesmo visitar a Praça 9 de Abril e o monumento aos Mortos da Grande Guerra, no passado sábado, dia 9 de Abril.
Por razões várias não o fiz. Mas no dia 10, Domingo, poucos minutos antes da missa das 9, fui junto do monumento, permanecendo ali alguns momentos. Não vi qualquer sinal de comemoração , nem mesmo uma simples coroa de flores.
Vi antes, na Praça, garrafas de cerveja espalhadas e partidas, lembrando certamente uma noitada de estudantes “à rasca” mas não tanto que deixassem de começar a celebrar desse modo a “Queima das Fitas”.
Assim não vamos longe, nem respeitamos o passado nem construímos o futuro.

2. Broa do “Miranda”
Tem fama a broa do Café “Miranda”, antigo “Pica-Pau”.
Afirmam os proprietários que é feita pelo processo tradicional e que foi pena que deixasse de ser feita com a farinha moída num moinho de Bougado (Trofa). O moinho fechou por falecimento do respectivo proprietário.
Devemos ser exigentes com o pão que comemos, ainda que ele custe um pouco mais do que o pão “normal”, pão de má qualidade que está à venda por toda a parte.
3. Primavera
Já se nota bem o perfume da Primavera no cheiro das laranjeiras e ainda no começo das tílias.
Protejam as tílias da nossa cidade e do nosso concelho!