Escrevi na semana passada, neste local, um texto em que me insurgia contra as dificuldades de estacionamento à volta do hospital, chamando também a atenção para a falta de planeamento e o subsequente entupimento das entradas nascente e poente do hospital. Escrevia, a terminar, o seguinte: "Ainda teremos de esperar por uma câmara que tenha uma política larga de desenvolvimento da cidade e que não cometa estes erros". E acrescentava: "Mas já repararam que os políticos locais nem se dão, em regra, ao trabalho de darem satisfações e de escreverem sobre estes e outros assuntos locais?". Esta minha última parte foi "contrariada" pelo presidente da câmara municipal, que teve o cuidado de me enviar a seguinte resposta, da qual omito saudações e outras palavras de circunstância: "A propósito do seu último artigo de opinião, que publicou na edição de 19 de Abril de O Povo Famalicense (…) tomo a liberdade em enviar-lhe documentação elucidativa quanto ao momento de origem do processo de construção do lado nascente do Hospital de Famalicão, sendo o processo relativo ao lado poente bastante mais antigo, como é do seu conhecimento".
Da documentação que o presidente da câmara juntou e relativa ao Processo n.º 11652/01 pode deduzir-se que a responsabilidade pela construção do prédio junto das novas urgências não lhe cabe. Desse processo consta um despacho proferido pelo Presidente Dr. Agostinho Fernandes, datado de 03/12/2001 (poucos dias antes das eleições que foram no dia 16 do mesmo mês), que rezava muito sucintamente: "Deferido nas condições da informação". A informação era do director do departamento de Urbanismo, Eng.º José Duarte. Darei tempo para que alguém se pronuncie sobre esta resposta. Depois, direi o que entender por mais adequado.
Participar no hastear da bandeira nos dias 25 de Abril é, para mim, quase um dever como ir à missa. Não é da mesma natureza, mas é, mesmo assim, um importante dever cívico. A cerimónia é simples, mas significativa. A Banda de Música de Famalicão toca o Hino Nacional e as três bandeiras (nacional, à frente, europeia e concelhia) sobem ao alto dos mastros. Depois a banda interpreta, com o nível a que nos habituou, uma música festiva e segue caminho pelas ruas da cidade a caminho da sede na Rua Direita. As pessoas presentes na cerimónia, infelizmente não muitas, seguem depois para o Salão Nobre dos Paços do Concelho para uma sessão solene comemorativa. Quanto a esta já fui assistente fiel, mas deixei de o ser desde há vários anos. O interesse das intervenções é geralmente reduzido e o próprio presidente da assembleia municipal, que deveria dar o exemplo, prima pela ausência.
Sem comentários:
Enviar um comentário