domingo, 26 de fevereiro de 2012

Parque da estação

 FEVEREIRO


"Fevereiro quente traz o diabo no ventre". O que virá aí. Para já, incêndios e falta de água, fazem pensar que estamos no Verão. Bem dizia, o Dr. Pinguinha (só uma) quando alguém se queixava da chuva: "água é vida".

A CÂMARA MUNICIPAL DERRAPA

A Câmara está em obras no edifício principal na parte que durante décadas foi o Tribunal da Comarca. Anunciou num cartaz sem data, que lá está, que as obras demoravam 365 dias.

Como o cartaz não tem data de início a CM continua a ter 365 dias para terminar as obras. Bem se pode dizer que a CM não pára! Derrapa...

PARQUE DA ESTAÇÃO

O parque principal de estacionamento na Estação dos caminhos de ferro está uma miséria.

Ninguém tem culpa! A CP, a REFER e a Câmara Municipal lavam as mãos. A culpa morreu solteira. Mas que a Câmara tem culpa e não pouca, disso não há dúvida.

PS FAMALICÃO

Pesquisei no google: "PS Famalicão". Uma tristeza por ausência de informação e opinião. Qual a razão? Somos um concelho 133.804 habitantes segundo o último censo. ..

FREGUESIAS

A reforma territorial das freguesias aproxima-se e vai a debate na Assembleia da República muito em breve. Que reforma vamos ter? Debater é preciso!

(Em O Povo Famalicense, edição de 28/02 a 05/03/12)

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Eleições e silêncio

 ABRIGO


Na noite do dia 17 para 18 deste mês de Fevereiro de 2012, cerca das 4 horas da manhã, estava deitado, no passeio do lado esquerdo da Rua Norton de Matos, junto à entrada da urgência do hospital, um homem idoso, procurando dormir. Digo procurando dormir pois com os 3 graus centígrados de temperatura daquela hora, deve ser difícil domir, sem sequer um cobertor no corpo. Impressionou-me aqule quadro e perguntei-me se não há na cidade um lugar abrigado onde pudessem estar estas pessoas. Não tive tempo de averiguar mas espero não deixar este assunto sem obter e dar mais informação.

PLACA DE RUA

Há coisas que não se compreendem numa cidade como a nossa. Como é possível que uma rua que parte da Praça do Município em direcção a Braga não tenha indicação em nenhum lugar do respectivo nome? Comuniquei o facto à Junta de Freguesia. Será interessante saber quanto tempo vai demorar a ser colocada a placa devida, pelo menos no princípio e no fim. Coisa bem simples e barata, se não se quiser complicar as coisas.

ELEIÇÕES E SILÊNCIO

As eleições municipais ( e de freguesia...) estão mais à porta do que parece. Mal de uma força política responsável que não esteja a tratar já desse desafio. Mal ainda que o esteja a tratar, porventura, em silêncio. As secções locais dos principais partidos do nosso concelho têm a oportunidade de demonstrar o modo como tratam os seus militantes, simpatizantes e os famalicenses em geral num aspecto tão importante como a preparação do programa e a escolha dos candidatos. Será que neste momento não têm nada a dizer? Veremos e insistiremos. Temos falado deste assunto já há vários meses e o silêncio continua.

(Em O Povo Famalicense, edição de 22/02 a 27/02/12)

domingo, 12 de fevereiro de 2012

PLANO DE URBANIZAÇÃO DA DEVESA- PARTICIPAÇÃO NO DEBATE PÚBLICO

 Enviei no limite do prazo e escrito, sem revisão, o seguinte texto para participar no debate público sobre o Plano de Urbanização da Devesa (PUD):


“As sugestões que apresento têm por base a vontade de contribuir para o melhor parque da cidade possível, pois este plano vem muito atrasado e já dificilmente pode impedir a situação de sufoco em que o parque se encontra. No entanto, tudo deverá ser feito para o libertar dessa situação.

A fazer-se, como está prevista, a ligação poente (e ao mesmo tempo entrada principal) do parque com a cidade pela via que conduz à central de camionagem teremos um acesso pouco digno, pois ele deveria estar reservado fundamentalmente ao trânsito de peões e velocípedes e nunca de centenas de autocarros de transporte.

Acresce que é inaceitável que fique praticamente dentro do parque a central de camionagem. Só a falta de um adequado planeamento da cidade explica a instalação dessa central naquele local.

Também choca a debilidade manifesta da ligação do parque para Norte em direcção ao bem conhecido parque de Sinçães.

Acresce que um concelho com as dimensões do nosso merecia um maior parque e infelizmente ele vai ser "esmagado" do lado nascente por uma linha quase contínua de construções ( que podem ir até seis pisos), quando a construção prevista nos espaços assinalados a cor rosa (CE1 Devesa, CE1, CE2 e CE2 Cruzeiro) não deveria existir ou deveria ter uma expressão mínima. Pelo que me pude aperceber a capacidade construtiva que lhes foi atribuída é a compensação que resulta da obtenção por parte do município de terrenos que doutro modo teria de pagar aos respectivos proprietários para fazer o parque.

A invocação da segurança através daquelas construções não procede. A segurança do parque depende de outros cuidados, nomeadamente vigilância que tais construções, por si, não asseguram e podem até prejudicar.

Torna-se difícil perceber, por outro lado, que este plano venha depois, ou seja, já está aprovado e já está a construir-se o parque e agora aparece este plano.

Há qualquer coisa aqui que não joga bem. Primeiro deveria aprovar-se o plano que está em discussão e simultaneamente ou depois o parque. Não foi esse o caminho seguido e não se consegue uma explicação razoável para isso do ponto de vista urbanístico.

Habituado como estou a ver crescer a cidade de Vila Nova de Famalicão sem planeamento com os resultados que estão à vista de todos (enviarei à parte um texto sobre esse aspecto que deve ler-se juntamente com estas sugestões) não posso deixar de saudar, apesar de tudo, a apresentação a discussão pública deste plano, bem como manifestar agrado pela disponibilidade com que me foram fornecidos elementos sobre ele pelos serviços de urbanismo.

O desafio que a todos nos é colocado, desde os cidadãos, aos poderes públicos locais e centrais com tutela sobre o urbanismo é fazer deste plano o melhor remédio possível para algo que, infelizmente cresceu mal.

Pena tenho, como munícipe, de não poder fazer considerações mais extensas e fundamentadas sobre este projecto de plano. O tempo não me permitiu o estudo que era necessário. Cabe aos poderes públicos acima referidos defender, como lhes compete, o interesse público que tão maltratado tem sido”.

PS - Num supermercado desta cidade vi , na semana passada, para venda em lugar de destaque: uvas frescas da África do Sul, manga do Brasil, cerejas e ameixas do Chile e morangos de Espanha. Depois, queixemo-nos do défice da nossa balança comercial…

(Em O Povo Famalicense, edição de 14 a 20/02/12)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Eleições no PS em Famalicão

No PS em Famalicão, um bom conhecedor do Partido Socialista de Famalicão disse-me, com desânimo, que a disputa para a concelhia ia ocorrer entre Duarte Santos e Nuno Sá e acrescentou que isso era a passadeira estendida a Paulo Cunha (PSD) para a presidência da câmara em 2013. Não sei se será assim, pois conheço mal o PS por dentro. O que posso dizer é que gostaria de ver mais candidatos na luta pela concelhia e gostaria de saber se as eleições (quando são?) vão decorrer com a transparência, a abertura e a lisura que são indispensáveis. Isso é o mínimo que se exige. O que deveria acontecer também - e temo que não aconteça - é um debate aberto de ideias antes das eleições. E desde já avanço um contributo para esse debate: haverá algum candidato que tenha a coragem de chamar os famalicenses a dar opinião sobre qual deve ser o candidato do PS para as eleições de 2013? Seria fácil ouvir a opinião dos famalicenses e ao mesmo tempo mobilizar o partido. Basta olhar para o que o PS fez recentemente em França para uma escolha ainda muito mais importante. A pergunta fica feita à espera de uma resposta. 


(Em O Povo Famalicense, edição de 07 a 13/02/12)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Resposta à Carta Aberta de José Luís Araújo

 Já tarda a resposta à Carta Aberta de José Luís Araújo (JLA), ilustre membro da Assembleia Municipal de Vila Nova de Famalicão e nessa qualidade meu representante. Sublinho isto porque há quem esqueça que os 99 membros da nossa assembleia municipal uma vez em funções não estão ao serviço do partido ou força política a que pertencem mas ao serviço de todos os famalicenses.


A resposta vai ser curta e por tópicos mas, espero, suficiente. Dirá, se tal não suceder.

Eu sei, JLA, que não há nenhum obrigação de os membros da câmara (11) ou da assembleia municipal (99) escreverem nos jornais locais mas não deixa de ser estranho que um bom número deles não escreva para sabermos o que pensam sobre os problemas do nosso município.

Quanto à não publicação de artigos por dificuldades postas pelos jornais locais, admito que tal suceda num ou noutro caso mas não em geral. É minha impressão que os jornais locais estão abertos à publicação de opinião desde que os textos não sejam demasiado longos e tratem de assuntos de interesse local.

Pergunta-me JLA se considero que a oposição local é o PS e se desconheço a existência de outras forças políticas. Respondo que tem razão pois não há uma única oposição local mas considero que o PS é, pelo menos até agora, o partido da oposição mais representativo da vontade dos famalicenses o que lhe dá um estatuto de responsabilidade acrescida que a meu ver não tem cumprido devidamente. Mas isso já é outra história.

Estou de acordo quando diz que é preciso estar atento ao que dizem os demais partidos mas certamente estará de acordo que estes se mostram, a meu ver, pouco.

Gostaria de saber, por exemplo, qual a posição concreta que, neste período de debate público que amanhã termina, tomou o BE quanto ao Plano de Urbanização da Devesa. Porventura até tomou, mas não dei por ela. Desatenção minha?

António Cândido de Oliveira

PS – Fui procurar ver o que diziam sobre Famalicão todos os partidos representados na câmara e na assembleia municipal através da net. Pesquisei através do Google. Foi uma enorme decepção. Faça a mesma experiência e diga-me se teve mais sorte.

(Em O Povo Famalicense, edição de 31/01 a 06/02/12)