terça-feira, 5 de maio de 2009

ELEIÇÕES LOCAIS(7)

 Era nossa intenção inicial falar semanalmente de eleições (principalmente locais mas não só), pois estamos num ano de três eleições, em pleno período de crise. Modificamos o plano: entremearemos este assunto com outros de interesse local e tudo na rubrica geral “Notícias de Famalicão” que mantemos já há alguns anos.

Mas interessa voltar às eleições, pois, ainda esta manhã (2ª feira), Jorge Sampaio (PR de 1995 a 2005) admitiu como possibilidade a formação de um bloco central para governar o país, caso haja uma crise nomeadamente económica profunda.
E a meu ver tem razão. Os portugueses têm ao longo destes mais de 30 anos de liberdade política e nomeadamente liberdade de votar dado o seu voto largamente maioritário ao PS e ao PSD ( à volta dos 80%). Todos os outros partidos são minoritários, ficando muitas vezes abaixo dos 10% dos votos e a sua maior ambição, quase nunca atingida, é chegar aos 20% dos votos.
Em períodos normais, o desejável é que o PS ou o PSD governem estavelmente.
Esse governo estável implica para o PS maioria absoluta, pois não pode contar com os seus partidos à esquerda. Estes (PCP e BE) ficam mais contentes quando nas eleições ganha o PSD do que quando ganha o PS. Não há possibilidade de alianças sérias com eles.
Já o PSD pode governar estavelmente ora isoladamente se tiver maioria absoluta dos votos, ora em coligação com o CDS desde que os votos de ambos permitam obter a maioria absoluta dos deputados na AR. O CDS tem-se revelado um parceiro sério do PSD.
Para bem do país importa, pois, a meu ver, que em próximas eleições, o PS obtenha maioria absoluta. Se tal não suceder, o melhor é que o PSD, só ou em coligação com o CDS, a obtenha. O pior que pode acontecer é uma situação de ingovernabilidade e para essa eventualidade então forme-se um bom governo de bloco central para enfrentar a crise que atravessamos e para fazer as reformas de que o país ainda necessita.
António Cândido de Oliveira
PS – Em vez de deixar quieto o que estava mais ou menos bem (salvo irregularidades do piso), a Câmara Municipal resolveu mexer na Rua de Olivença e na Rua Cupertino de Miranda para fazer uma “intervenção urbana”. Teve a Câmara ao menos em consideração que ali existe um Hospital e que junto deste o acesso de ambulâncias e, em certos casos, de automóveis é absolutamente prioritário? Duvidamos!


5.5.09
Noticias de Famalicão

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