Era nossa intenção inicial falar semanalmente de eleições (principalmente locais mas não só), pois estamos num ano de três eleições, em pleno período de crise. Modificamos o plano: entremearemos este assunto com outros de interesse local e tudo na rubrica geral “Notícias de Famalicão” que mantemos já há alguns anos.
Mas interessa voltar às eleições, pois, ainda esta manhã (2ª feira), Jorge Sampaio (PR de 1995 a 2005) admitiu como possibilidade a formação de um bloco central para governar o país, caso haja uma crise nomeadamente económica profunda.E a meu ver tem razão. Os portugueses têm ao longo destes mais de 30 anos de liberdade política e nomeadamente liberdade de votar dado o seu voto largamente maioritário ao PS e ao PSD ( à volta dos 80%). Todos os outros partidos são minoritários, ficando muitas vezes abaixo dos 10% dos votos e a sua maior ambição, quase nunca atingida, é chegar aos 20% dos votos.
Em períodos normais, o desejável é que o PS ou o PSD governem estavelmente.
Esse governo estável implica para o PS maioria absoluta, pois não pode contar com os seus partidos à esquerda. Estes (PCP e BE) ficam mais contentes quando nas eleições ganha o PSD do que quando ganha o PS. Não há possibilidade de alianças sérias com eles.
Já o PSD pode governar estavelmente ora isoladamente se tiver maioria absoluta dos votos, ora em coligação com o CDS desde que os votos de ambos permitam obter a maioria absoluta dos deputados na AR. O CDS tem-se revelado um parceiro sério do PSD.
Para bem do país importa, pois, a meu ver, que em próximas eleições, o PS obtenha maioria absoluta. Se tal não suceder, o melhor é que o PSD, só ou em coligação com o CDS, a obtenha. O pior que pode acontecer é uma situação de ingovernabilidade e para essa eventualidade então forme-se um bom governo de bloco central para enfrentar a crise que atravessamos e para fazer as reformas de que o país ainda necessita.
António Cândido de Oliveira
PS – Em vez de deixar quieto o que estava mais ou menos bem (salvo irregularidades do piso), a Câmara Municipal resolveu mexer na Rua de Olivença e na Rua Cupertino de Miranda para fazer uma “intervenção urbana”. Teve a Câmara ao menos em consideração que ali existe um Hospital e que junto deste o acesso de ambulâncias e, em certos casos, de automóveis é absolutamente prioritário? Duvidamos!
5.5.09
Noticias de Famalicão
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