O Povo famalicense entendeu - e bem - organizar um debate com os candidatos à Câmara Municipal, no dia 30 de Setembro, em sessão pública, na Biblioteca Municipal.
Aceitei o convite para ser moderador, pois entendo que estes debates interessam para devida informação e esclarecimento dos famalicenses.Sucede, porém, que um dos candidatos não aceitou o convite.
Ora, fazer um debate destes sem a presença do candidato e actual presidente da câmara significa fazer um debate manco.
Interroguei a razão e a que me foi dada foi muito pobre: o candidato-presidente só participa em debates na rádio.
Que participe nos debates das duas rádios locais tudo bem. Que não participe no debate organizado por iniciativa de um jornal local, tudo mal.
E perguntei-me: será por causa do moderador? Para que esse argumento nem sequer pudesse ser invocado pedi ao jornal para ser substituído e isso acontecerá com vantagem para o debate.
Afastado esse possível impedimento nada justifica a ausência no debate do Arq.to Armindo Costa.
A ausência significaria antes de mais menosprezo pelo jornal. Seria como dizer: não vale a pena participar numa iniciativa de um jornal que não tem rádio e que é incómodo.
Mas significaria ainda mais: mostraria menosprezo pelos outros candidatos. Seria qualquer coisa como dizer: “Eu sou mais importante e não vou perder tempo com eles”.
Não foi esse o espírito do debate que em 1976, no início da actual era de democracia local, juntou no Cine-Teatro Augusto Correia o Eng.º Pinheiro Braga, Raúl Tavares Bastos , o Eng.º Artur Sousa Lopes e José Carlos Marinho.
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