A oposição (utilizamos esta expressão em vez de "as oposições", por maior facilidade) deve, a nosso ver, evitar cair em dois erros. Um é o de criticar por criticar. Outra, demasiado frequente, é o silêncio. A experiência tem-me dito que, salvo talvez o que se passa nas sessões dos órgãos colegiais, o silêncio é a regra.
Precisamos de ver a oposição agir, desde logo nos meios de comunicação social, tomando posição sobre os muitos problemas que existem. Devia ser corrente a publicação de textos colectivos ou individuais na imprensa e nos outros meios de comunicação (rádio e televisão), criticando o que entendessem criticar e mostrando ao mesmo tempo que fariam melhor se estivessem a exercer o poder. Também deveria ser frequente a realização de iniciativas como seminários ou conferências, mesmo por via electrónica.
Alguém dirá, entretanto, que os meios de comunicação social não publicam, que estão ao serviço do poder. Não basta dizer. É preciso provar e a prova só se faz enviando textos que sejam recusados, sem fundamento adequado. Se tal suceder, se os meios de comunicação não se revelarem imparciais, há meios eficientes de agir. Os meios de comunicação social locais merecem, aliás, uma referência particular em artigo a eles dedicado.
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