Não há democracia sem oposição. A razão é simples: numa comunidade vasta, seja ela um Estado ou um município, para não falarmos em freguesias, nem toda a gente está de acordo e daí que se formem correntes de opinião diferentes sobre o bom governo da comunidade.
Por outro lado, quem governa comete erros e os erros devem ser combatidos e corrigidos se possível. É um dos mais importantes papéis da oposição.
Vila Nova de Famalicão é um grande município e desde sempre houve oposição. Os dois grandes partidos têm sido o PS e o PSD (desde 2001 em coligação com o CDS), mas também contam a CDU e, mais recentemente, o Bloco de Esquerda (BE).
A oposição, ao longo dos mais de 40 anos de democracia, não se tem evidenciado como devia e quando ganha eleições tem sido mais por demérito de quem governa do que por mérito próprio. Assim sucedeu em 1982 quando o PS ganhou ao PSD/CDS e em 2001 quando a coligação PSD/CDS ganhou as eleições ao PS.
Como vai ser este ano? Vamos ter uma oposição débil, facilitando a vida à coligação PSD/CDS, que governa há 20 anos, ou vamos ter uma oposição forte que tenta conquistar o município por mérito próprio? A tarefa da oposição não vai ser fácil, pois não é previsível a existência de conflitos internos na maioria. Terá de ser mesmo uma oposição forte e que não pode perder tempo.
Tentaremos acompanhar e bem gostaríamos que ganhasse quem tem mais mérito para governar o município numas eleições animadas e bem disputadas. O tempo o dirá.
P.S.: O nosso município passou, em termos de COVID-19, de "risco extremo" para "risco elevado". É bom, mas não é satisfatório. "Risco moderado" ou melhor ainda deve ser a meta, o quanto antes. A página oficial do município que agora aparece, felizmente, à frente da do F.C. de Famalicão na minha pesquisa, não dá o relevo que devia à situação de pandemia, informando e mobilizando os famalicenses na luta contra ela.
(Em Opinião Pública, 06/01/21)
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