Temos assim uma área florestal pequena e demasiado pobre em diversidade de espécies, com grande prejuízo da floresta autóctone representada, para além do pinheiro-bravo, apenas por pequenos bosques de carvalho alvarinho (Quercus robur), sobreiro (Quercus suber) e castanheiro (Castenea sativa). São pequenas manchas ou mesmo exemplares isolados, dispersos por diversas freguesias, não quantificáveis em superfície, mas que possuem um elevado valor ambiental e de património natural.
Tendo em conta a área e composição da nossa floresta, há que agir urgentemente em várias frentes para a valorizar e diversificar e também para diminuir o perigo e os efeitos dos incêndios (o eucalipto e o pinho são um enorme perigo).
O que estiver nas mãos de municípios e freguesias, por estas entidades deve ser feito e assim, de um modo organizado e continuado, devem promover a plantação de árvores autóctones nos espaços de que são titulares e estimular os particulares a fazer o mesmo. Para incentivo dos particulares, as autarquias locais devem oferecer árvores apropriadas e dar apoio mais substancial para todos aqueles que queiram fazer plantações que enriqueçam a nossa floresta. Há seguramente meios para esse efeito. Todo este trabalho deve ser acompanhado pelo GTF e este deve fazer um relatório anual dos progressos havidos. Melhorar a nossa floresta, diversificando-a e aumentando-a, deve ser uma importante política pública do nosso município, colocando-o na linha da frente no nosso país.
P.S.: O tempo extremamente seco que se tem feito sentir neste Outono/Inverno só é "bom" para quem vive nas cidades e vilas. Para quem tem consciência ambiental ou vive da agricultura, o tempo está muito mau e os citadinos sentirão mais cedo ou mais tarde as consequências.(Em Opinião Pública, 27/01/22)
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