PLACAS TOPONÍMICAS – Impressiona a falta de cuidado das nossas freguesias, especialmente as urbanas, no que diz respeito à colocação de placas com o nome das suas ruas, praças e avenidas, tarefa que lhes cabe (artigo 16.º, n.º 1, alínea dd), da Lei n.º 75/2013, de 12 de Setembro). Elas deviam ser bem visíveis ao longe (e não minúsculas, como em regra são, quando existem) e colocadas no princípio e no fim das ruas, praças e avenidas. Também deviam existir nas rotundas e nos cruzamentos das ruas mais longas. Estejam os leitores atentos e verão como faltam, na cidade e não só, tão úteis placas.
PASSEIOS – Os passeios da nossa cidade, apesar de mal cuidados, são muito curiosos. Até ao empedramento e eliminação de passeios da Praça D. Maria II (melhor, das ruas adjacentes ao antigo campo da feira), a calçada portuguesa cobria quase toda a cidade, mas nem toda, nem da mesma forma. Assim, enquanto ainda há passeios com uma verdadeira calçada portuguesa com pedras de calcário branco e desenhos da mesma pedra pretos, ultimamente surgem apenas passeios de pedras brancas. Ver, por exemplo, a Rua Manuel Pinto de Sousa.
DISTRIBUIÇÃO DE ÁRVORES – O resumo diário do Opinião Pública de segunda-feira, dia 28, informava: "Os famalicenses responderam em massa a mais uma campanha de adopção de árvores promovida pelo município de Famalicão, no âmbito do projecto '30 mil árvores até 2030'". A iniciativa decorreu no passado sábado, na Praça – Mercado Municipal, inserida nas comemorações do Dia Internacional da Floresta. Ao todo, os famalicenses levaram para casa cerca de 1700 árvores e arbustos autóctones de 11 espécies diferentes: alecrim rasteiro, amendoeira, cerejeira, macieira, marmeleiro, medronheiro, oliveira, pereira, tomilho e tomilho limão. Dois comentários:
1) Pude verificar esta procura: a fila de pessoas, no sábado à tarde, percorria todo o interior do mercado, subia as escadas e dava a volta até à rua do Ferrador.
2) Será que os arbustos são árvores? Quantas árvores foram efectivamente distribuídas?
AMBIENTE – A autarquia famalicense viu aprovada uma candidatura, no valor de 1,2 milhões de euros, para a recuperação e valorização hidrográfica da Bacia do Ave, nomeadamente dos rios Ave, Pelhe, Guisande e do ribeiro de Beleco, em Ribeirão. A intervenção abrange uma extensão total de cerca de 20 quilómetros, atravessando zonas agrícolas/florestais e aglomerados urbanos, com incidência nas freguesias de Ribeirão, Fradelos, Lousado, U.F. de Vila Nova de Famalicão e Calendário, U.F. de Esmeriz e Cabeçudos e U.F. de Arnoso e Sezures. O projecto prevê a renaturalização de ribeiras em espaço urbano, sobretudo com a estabilização do seu leito; a estabilização das margens e a beneficiação de habitat para espécies ribeirinhas em domínio hídrico; a melhoria das condições de escoamento e desobstrução da rede hidrográfica; a mitigação dos efeitos das cheias; a reabilitação de infraestruturas degradadas, a contenção de espécies invasoras e o reforço dos sistemas de monitorização da qualidade da água. Boa notícia para acompanhar desde o início, assim haja informação.
PAZ NA UCRÂNIA – A paz é possível!
(Em Opinião Pública, 30/03/22)
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