quarta-feira, 7 de setembro de 2022

Boletim oficial de propaganda

DIREITOS DOS MUNÍCIPES – Ainda não se compreendeu bem, no nosso município, que os munícipes têm direitos, perante quem exerce o poder a nível local, que não são respeitados. Muito haveria a dizer sobre isso. Um desses direitos básicos é o direito de ser informado em tempo e de forma clara.

ROTUNDA DO ROTARY – A rotunda do Rotary tem um pequeno anúncio no qual se lê que ali há ervas daninhas porque não se utilizam herbicidas. Assim deveria acontecer em todas as rotundas. E as ervas não são "daninhas", são ervas espontâneas que não fazem mal a ninguém.

OUTRAS ROTUNDAS – O que é de repelir são as rotundas da nossa cidade que, em vez de ervas, têm pedras e pedras soltas bem à mão de quem as quiser utilizar. Não deviam existir. São feias e são um perigo para a segurança das pessoas em situações, sempre possíveis, de crise.

MUSEU BERNARDINO MACHADO – É bom ver o edifício onde está instalado o Museu Bernardino Machado devidamente recuperado e arranjado. É o edifício mais imponente da nossa cidade e agora só falta recuperar a bela porta de entrada, particularmente na parte inferior.

BOLETIM OFICIAL DE PROPAGANDA (BOP) – A câmara não resistiu à tentação de publicar um BOP sob a forma de boletim municipal (BM), desvirtuando a finalidade dos boletins municipais. O BOP aparece sob o estranho número 02/22, Setembro, e tem uma ficha técnica muito escondida (descubram-na!). É director Mário Passos e editor José Agostinho Pereira. Tem uma tiragem de 25.000 exemplares (!), é de distribuição gratuita e está registado na ERC.

BOP II – Quanto ao conteúdo, tudo são maravilhas com fotos em abundância. "Famalicão é município amigo da juventude". "Famalicão é 'Autarquia do Ano' no Combate à Covid". Famalicão está nas redes europeias "Civitas" e de "Cidades para a Indústria Sustentável". "Famalicão vai à frente no desenvolvimento sustentado". "Famalicão capital do cinema jovem de Portugal". "Famalicão Created In". "Famalicão FABLAB". "Revista de Imprensa" com títulos elogiosos (imprensa nacional, pois claro, porque a de Famalicão não conta). E muito mais, sem esquecer, logo a abrir, o centro. "O Centro com Vida". "Mais Centro". "Mais Reabilitação" (com foto da ex-Caixa Geral de Depósitos e sem foto, por mero lapso, certamente, da reabilitação do ex-Hotel Garantia).

BOP III – Esta publicação em França seria ilegal, por não ter espaço para a oposição. E finalmente: quanto custou esta publicação? Quantos milhares de euros dos famalicenses foram gastos para fazer publicidade à maioria da câmara municipal?

(Em Opinião Pública, 07/09/22)

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