quarta-feira, 4 de outubro de 2023

Assembleia Municipal de 29/09/23 – Apontamentos

TRANSPARÊNCIA – A transparência é um elemento essencial da democracia. Merece parabéns a assembleia municipal de Vila Nova de Famalicão ao transmitir online desde há anos as suas sessões. É a prática da transparência. São parabéns dados, mais uma vez, sem reservas.

ELOGIO E CRÍTICA – A transparência permite a crítica e o elogio. O elogio vai para José Carvalho, que no início da sua intervenção ousou questionar a colocação da intervenção do público nas sessões da assembleia municipal no fim destas e a crítica vai para a Comissão do Regimento, que parece teimar em desprezar o público, colocando as intervenções deste no fim das sessões, muitas vezes quando as pessoas já estão cansadas e sem paciência para ouvir. Desta vez o público interveio apenas cerca da 1h da manhã.

JOSÉ CARVALHO E FRANCISCO TEIXEIRA – As intervenções de José Carvalho, em nome da Associação Famalicão em Transição, sobre a necessidade de requalificar o Monte de Santa Catarina, e de Francisco Teixeira sobre uma grave situação de poluição ambiental em Avidos, merecem ser escutadas atentamente. Pode ver-se e ouvir aqui a intervenção do público já no fim da sessão.

RESPOSTA DO PRESIDENTE – Escutei com agrado a resposta do presidente da câmara a ambos. Intervenção calma, dando em boa parte razão aos intervenientes. Apreciei particularmente a defesa clara da nossa floresta municipal e a crítica ao Governo por não dar a devida atenção à floresta nacional.

"SAUNA" – Enquanto escrevia estas linhas ouvi Jorge da Costa queixar-se do calor ("sauna") na sala da assembleia municipal por falta de ar condicionado. Tem razão. Mas o problema é mais grave, pois as sessões da assembleia deveriam ocorrer em espaço muito mais amplo que permitisse a presença de mais público e mais espaço para os membros da assembleia municipal. Assim sucede noutros concelhos vizinhos. A sala é bonita, mas não é a mais adequada para estas sessões.

JOÃO PEDRO CASTRO – Estes apontamentos são dispersos por falta de tempo para seguir toda a sessão, mesmo em gravação. De qualquer modo, tive a oportunidade de ouvir uma bem humorada intervenção do deputado do Chega, João Pedro Castro, dizendo que o seu partido é acusado de fazer gritaria na Assembleia da República, mas era ele que vinha ali pôr alguma serenidade na gritaria que estava a ocorrer na sessão. Que tal?

ECO-PARQUE – Não tive tempo de ouvir toda a discussão relativa ao proposto eco-parque de Cabeçudos, mas ficou-me a ideia de que vai haver a devida ponderação sobre esta matéria, não bastando dar-lhe o nome de eco-parque para o ser verdadeiramente. Todos os factos devem ser conhecidos. A discussão pública impõe-se. O nosso território precisa de ser defendido.

ARMINDO GOMES – Momento da noite foi também, a meu ver, a intervenção de Armindo Gomes sobre o nosso hospital. Foi veemente e certeiro ao exigir para Famalicão um hospital à altura do nosso concelho. Certamente não estava a falar num novo que custaria centenas de milhões de euros, mas na atenção que deve ser dada ao hospital que temos e que pode e deve crescer. Nessa luta deve empenhar-se a câmara, a assembleia municipal e todos os famalicenses, individualmente ou em associações. É necessário  e não existe  um plano de salvaguarda do hospital. Ainda vamos a tempo se quisermos mesmo. A câmara também tem responsabilidades.

(Em Opinião Pública, 04/10/23)

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