FAMALICÃO – Temos dito e não nos cansamos de repetir: Vila Nova de Famalicão é um grande município em população e território. Tem mais de 200 km² e mais de 160.000 habitantes. Um município destes exige um governo muito qualificado. E um governo muito qualificado é uma câmara e um presidente de câmara que a maioria dos cidadãos reconheça como competentes para governar o município. De igual modo, exige-se uma assembleia municipal com eleitos que sejam reconhecidos como capazes de bem deliberar sobre os principais assuntos do concelho, desde o orçamento, ao Plano Director Municipal e a tantos outros importantes assuntos que são da sua competência. Não basta para tal ganhar umas eleições e ocupar tais cargos, pois bem pode acontecer que se ganhem as eleições não por estar à altura da responsabilidade do governo do município, mas apenas porque não apareceu uma alternativa melhor.
CUIDAR DO TERRITÓRIO – Recentemente tive a oportunidade de percorrer uma pequena parte do concelho e deu para verificar como é rico e bonito o território do nosso concelho, mas ao mesmo tempo como está a ser maltratado. Nós precisamos de indústrias, mas não devemos instalar uma indústria em qualquer sítio, muitas vezes dentro de um belo campo agrícola e sem vias adequadas para os movimentos de camiões e automóveis que depois exigem. Quantas vezes se deixam instalar e só depois se arranjam as vias, mais uma vez à custa de bons terrenos agrícolas? Também precisamos de habitações, mas elas não podem nem devem ser permitidas em qualquer lugar onde haja um pouco de terra, frequentemente em cima de curvas de estrada (ver, por exemplo, a EN 14 – Famalicão Braga), mas em locais adequados e servidos por meios de transporte. São tarefas difíceis, mas por isso mesmo se torna necessário um governo capaz.
PARTIDO SOCIALISTA I – O Partido Socialista (PS) tem o dever de ter presente que a riqueza do partido não está apenas no número de militantes, mas principalmente no número dos seus simpatizantes e votantes. Eles são em grande número e nele votaram nas últimas eleições locais mais de 27.000 (33,5%) E se não teve mais votos, perdendo as eleições, deve interrogar-se porquê e não deitar a culpa ao povo (aos eleitores). Foi, como diz um comunicado de oito conhecidos elementos do PS, uma oportunidade desperdiçada, não tendo aproveitado nem o mau governo da AD ao longo de quatro anos, nem a conhecida e grave crise do PSD, principal parceiro da coligação AD.
PARTIDO SOCIALISTA II – Os problemas do PS de Famalicão devem ser debatidos amplamente dentro e fora do partido. Circunscrever o debate aos muros da sede e aos militantes é errado. Temos o direito de saber quem são e o que pensam os militantes que pretendem governar o município.
PARTIDO SOCIALISTA III – O PS deve pensar no futuro e fazer, desde já, uma oposição de qualidade e esta faz-se estudando os problemas do concelho, apresentando soluções e criticando sempre que for de criticar (e não faltarão motivos) a actuação do actual governo. Isso não se faz com gritaria, mas com argumentos.
CEMITÉRIOS I – No dia 1 de Novembro de 2025 (sábado), os cemitérios à volta de Famalicão (os que visitei depois das 15h) estavam cheios de carros e com muita gente. Era impressionante, mesmo em freguesias pequenas. Desisti de estacionar, por exemplo, em Brufe, tal era a confusão.
CEMITÉRIOS II – No dia seguinte, 2 de Novembro (domingo), os mesmos cemitérios estavam praticamente vazios à mesma hora (parte da tarde). Que contraste, apesar de ser domingo e dia dos Fiéis Defuntos!
CEMITÉRIOS III – No cemitério municipal de Famalicão foram cortados os cedros do lado Sul (o lado oposto à entrada principal) e ficou tudo cimento e mármore. Coloquem, ao menos, em vez dos cedros, árvores de folha perene, tais como oliveiras ou outras. Os cemitérios não devem ser um deserto de vegetação. Árvores são vida e são precisos sinais de vida nos cemitérios. Esses sinais têm um significado para os crentes e para os não crentes.
CEMITÉRIOS IV – Fiquei a saber que o primeiro cemitério ao ar livre de Vila Nova de Famalicão foi instalado em 1865 (30 anos depois da criação do nosso concelho), na rotunda da Avenida 25 de Abril (em frente à actual Escola Secundária D. Sancho). Um jazigo no actual cemitério municipal informa sobre esse facto e sobre o benemérito que o financiou.
TIPOGRAFIA MINERVA – O edifício da Tipografia Minerva, junto da Praça 9 de Abril, está a ser objecto de obras para consolidar a fachada principal, o que se saúda. Esperemos que este prédio tenha a atenção que merece. Os serviços de Cultura do município têm – ainda bem – uma descrição dele, mas incompleta. Conto com o Rui Araújo, um famalicense, com Loja no Shopping Town, que bem conhece a história da nossa cidade, para descrever melhor aquilo que, segundo parece, até chegou a ter cinema.
(Em Jornal de Famalicão, 06/11/25 – texto revisto depois de publicado)
Sem comentários:
Enviar um comentário