terça-feira, 8 de maio de 2012

Opinião pública local

OPINIÃO PÚBLICA LOCAL – Não temos uma opinião pública local forte. Se a tivéssemos, as obras de reabilitação da Avenida 25 de Abril seriam suspensas ou, pelo menos, corrigidas. Basta dar um exemplo. O passeio do lado esquerdo no sentido FamalicãoGuimarães é inaceitável. Ora é largo, ora é estreito, mesmo muito estreito. O estado dele antes da bomba de gasolina já aqui foi referido. Mas veja-se a seguir: o passeio da dita avenida chega praticamente a não existir! É pura e simplesmente inaceitável o que lá se está a "reabilitar".

SEDE DO CDS – Gosto de dar uma volta aos domingos de tarde pela nossa cidade. É uma pausa para recomeçar os trabalhos da semana. Tive a oportunidade de encontrar uma das principais referências do CDS local (o Dr. Camilo Freitas, sempre fiel à democracia cristã) e, com a ajuda que me deu, pude encontrar finalmente a sede do partido. Fica ao fundo da Praça D. Maria II junto do antigo quartel dos Bombeiros Voluntários de Famalicão, no 3.º piso. Não tem indicação de horário nem de telefone, mas lá tentarei chegar. Tivemos uma conversa muito interessante sobre vários temas e, quanto ao partido, fiz algumas perguntas, guardando para mim as respostas, pois não pedi autorização para as divulgar.

FAZER AS PAZES – A imprensa local revela que um membro da assembleia municipal pediu desculpa a outro, penitenciando-se por palavras proferidas no "calor político" de um debate antes da ordem do dia. Se refiro este assunto aqui é para dizer que uma assembleia se prestigia quando atitudes destas acontecem. Pena é que não se vá mais longe e não se compreenda que os debates políticos, a nível local ou nacional, não precisam de ser azedos nem precisam de agressividade para terem nível.

(Em O Povo Famalicense, edição de 08 a 14/05/12)

terça-feira, 24 de abril de 2012

Boletim de propaganda

CORAL DA FACULDADE DE ECONOMIA – Tive o gosto de ver e ouvir no passado sábado, dia 21, o Coral da Faculdade de Economia da Universidade do Porto no Auditório da Universidade Lusíada. Um belo espectáculo com trechos musicais variados e bem agradáveis para um tempo de Páscoa que deve ser vivido também como tempo de liberdade e de libertação. Muito obrigado ao coral e à paróquia.

TRANSPARÊNCIA – Acabam de ser distribuídos pelas casas dos famalicenses 45.000 exemplares de uma publicação que tem o atrevimento de se intitular "boletim municipal" e que mais não é que um boletim de propaganda do presidente da câmara. Nós famalicenses temos o direito de saber quanto nos custou esta publicação em papel de boa qualidade com 64 páginas. Em matéria de transparência andamos para trás. Enquanto boletins anteriores traziam, pelo menos, o preço de impressão de cada exemplar na capa, agora nem isso. Cálculos que nos fizeram chegar dizem que podemos ter gasto 45.000  com esta propaganda. Se é verdade, onde está a crise?

MABOR – Vi no Jornal de Negócios (18/04/12) uma entrevista com o novo presidente da Continental Mabor de Lousado (José Carvalho Neto). Fiquei também a saber que a empresa está em crescimento e é a 5.ª maior exportadora nacional. Em 2011, o resultado líquido foi de 163,7 milhões de euros. Esta empresa vai pagar de impostos (IRC) 58,8 milhões de euros. Nem tudo são más notícias no campo da economia.

CRISE – Mas se nem tudo são más notícias, estas são muitas no nosso concelho. Existe um levantamento da nossa actual situação económica? Aspectos positivos, negativos e perspectivas? Não era nisso que se devia gastar algum dinheiro?

DIA 25 DE ABRIL – No dia 25 de Abril vamos certamente ouvir a nossa banda de música. Se o tempo o permitir, gostaria de a ver tocar algo mais do que os mínimos. Ouvimo-la tão pouco…

(Em O Povo Famalicense, edição de 24 a 30/04/12  texto revisto depois de publicado)

domingo, 15 de abril de 2012

Incêndios

ORFEÃO FAMALICENSE – Temos no Orfeão Famalicense uma das instituições culturais mais importantes do nosso concelho. A elevada qualidade do nosso orfeão manifestou-se recentemente na Semana Santa. Gostaria de o ouvir mais vezes, mas não conheço o seu programa de actuações para o corrente ano. Desatenção minha?

CRECHE CASA DE LOUREDO – Prejudicada pelos problemas que envolveram a APPACDM (outra instituição que merece todo o carinho dos famalicenses), a creche Casa de Louredo está agora em condições de voltar a ser uma referência de qualidade. Tem boas instalações, largo espaço envolvente e excelente localização.

INCÊNDIOS – Foi um mês de Março terrível quanto a incêndios florestais, não só no município, como na região. Agora o mês de Abril está mais calmo. A floresta (cada vez menos cuidada) vai merecer a atenção devida? Quem tem a responsabilidade pela prevenção e combate no nosso município?

PARTIDOS – Conforme prometi, tentei visitar os partidos com sede na cidade. Para já vi apenas a sede do PSD, a sala 14 de um prédio na Rua Adriano, que tem uma porta que nada diz. A do PS, na Rua São João de Deus, indica, pelo menos, o horário (das 18h às 20h). Não visitei também as sedes do CDS e do PCP, que estão um pouco mais afastadas do centro. Tudo seria mais fácil se todos estes partidos tivessem, como deveriam ter, um sítio na net com informações locais devidamente actualizadas.

(Em O Povo Famalicense, edição de 17 a 23/04/12 - texto alterado depois de publicado)

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Filipe Lima Oliveira

FILIPE LIMA OLIVEIRA  Numa iniciativa singular, um conjunto de pessoas ligadas ao mundo da cultura vão homenagear no dia 12 de Abril, pelas 21h30, no auditório do Seminário Comboniano de Antas, Filipe Lima Oliveira, que recentemente nos deixou. Uma homenagem merecida para quem dedicou grande parte da sua vida à cultura e à poesia.

PASSEIOS – Já se teve o cuidado de reparar na maior parte dos passeios da nossa cidade? As milhares de pessoas que os utilizam diariamente já repararam. Há alguns que estão muito bem ou pelo menos satisfazem. Porém, muitos deles, pela largura ou pelo estado de conservação, deixam muito a desejar. Isto para não falar dos passeios que deviam existir e não existem. Fica-se com a ideia de muito desleixo. Juntas de freguesia da cidade e câmara, olhem para os nossos passeios a sério.

PLACAS DE TOPONÍMIA – Continuam a faltar na cidade placas indicativas do inicio e da continuação de ruas e avenidas. Não dá para compreender. É desleixo mesmo?

ASSUNTOS MUNICIPAIS DE MAIOR RELEVO – Gostaria de falar de assuntos do nosso município de maior relevo. Mas parece que não existem. Vejam a página oficial do município e o que nela se destaca. Problemas? Onde estão eles?

(Em O Povo Famalicense, edição de 03 a 09/04/12)

segunda-feira, 26 de março de 2012

Parque da Cidade

JORGE MOREIRA DA SILVA – O famalicense Jorge Moreira da Silva é hoje (segunda-feira) notícia destacada em toda a imprensa nacional dada a qualidade de primeiro vice-presidente do PSD que resultou do congresso deste fim de semana. Dou aqui conta da minha satisfação por este facto, pois tenho por ele muito apreço, desde há muito tempo. Lembro especialmente o seu trabalho em defesa do ambiente e o cuidado de ter vida para além da política. É conhecida a sua preocupação com a intervenção cívica, pois, como costuma dizer, "a vida política não termina nos partidos".

PARQUE DA CIDADE – Não pude participar, por razões de trabalho, na sessão pública que na passada sexta-feira reuniu, na Casa das Artes, alguns conceituados peritos para tratar da arborização do Parque da Cidade. Espero ler os resultados na imprensa local. Trata-se afinal daquilo que é essencial num parque: árvores. Esta iniciativa merece aplauso e merecia também destaque na página oficial do município.

REABILITAÇÃO DA AVENIDA DO BRASIL – Está em marcha um movimento de munícipes para lutar por uma melhor reabilitação da Avenida do Brasil. Esperemos que tenha apoio junto das entidades oficiais e por elas seja visto como um contributo para uma melhor cidade. É assim que eu o entendo. Entretanto, quanto mais se repara na avenida, quantos mais defeitos surgem. Atente-se, por exemplo, no passeio do lado poente a seguir à rotunda que dá para o Jumbo.

(Em O Povo Famalicense, edição de 27/03 a 02/04/12)

quarta-feira, 21 de março de 2012

A reabilitação da Avenida do Brasil

A denominada reabilitação da Avenida do Brasil corre o risco de ser uma muito má intervenção urbanística. Desde logo, aquela espécie de muro deitado no meio dela, um muro de betão com respiros circulares para árvores, de tantos em tantos metros, começa logo por impressionar muito mal.

Depois, aquele passeio do lado norte que, em parte, é bem largo (3 metros), mas noutra parte, ao longo de um alto muro com cerca de 50 metros de extensão, é demasiado estreito (1,5 metros), não ajuda em nada à qualidade da reabilitação.

Pior ainda: foi pura e simplesmente destruída a Rua Aires da Silva Castro (Vereador) na parte em que fazia a ligação entre a Avenida do Brasil e a Urbanização da Berberia. Nem sequer ficou uma rua pedonal!

Também nada abona a reabilitação daquela rotunda, em frente ao Jumbo, que domina toda a intervenção que está a ser feita, levando a pensar também muito mal da reabilitação. Reparem bem nela e à volta. 

Finalmente, custa a compreender que, depois da rotunda de acesso para a variante, termine o fôlego da intervenção reabilitadora, retomando-se sem mais a velha e estreita EN FamalicãoGuimarães (que ficou pior).

Não dá para entender, ou até dá, se pensarmos que, como diz o reclamo publicitário colocado – ao contrário! – na Rotunda Bernardino Machado: "Famalicão não Pára". É que, efectivamente, a câmara não pára para pensar e planear devidamente. Depois, os resultados estão à vista.

Entretanto, as obras, orçamentadas em mais de um milhão de euros, estão em curso há mais de um ano, tendo já ultrapassado o prazo de conclusão previsto (365 dias).

Pelo que nos foi dado saber, está, entretanto, em curso um movimento de cidadãos que pretende limitar e reverter os estragos já feitos, defendendo não só os interesses dos moradores mais próximos, como dos famalicenses em geral. Ainda bem que há cidadãos(ãs) activos(as) em Famalicão!

(Em O Povo Famalicense, edição de 20 a 26/03/12)

quarta-feira, 7 de março de 2012

Partidos

ROCHA PEIXOTO – Costumo passar pelo Museu Bernardino Machado, instalado na Rua Adriano Pinto Basto, aos domingos. Ele está aberto e tem muitas vezes exposições que vale a pena ver. Neste momento, pode visitar-se uma, muito bem feita, sobre o ilustre poveiro Rocha Peixoto. Pena é que o museu tenha tão poucas visitas. As pessoas passam, olham, mas não sabem bem o que fazer. Faz falta logo à entrada uma indicação que diga algo semelhante a isto: "Entre e Venha Ver. É Gratuito.".

TURISMO – Tenho muita dificuldade em compreender porque está fechado aos domingos o nosso posto de turismo. Não é nesses dias que temos mais visitantes com tempo disponível? Também não compreendo porque continua instalado (em más condições) junto ao antigo posto da PVT, perto do Pingo Doce. O posto de turismo bem poderia estar instalado num lugar mais central, por exemplo, no Museu Bernardino Machado, no espaço que continua a ser ocupado, contra todo o interesse público, pela Companhia de Seguros Confiança. Quantos anos mais vão ser ainda necessários para dar cumprimento à decisão do Tribunal que liberta aquele espaço?

FREGUESIAS – Há quem defenda que as freguesias da cidade (Antas, Brufe, Calendário, Gavião e Vila Nova de Famalicão) devem passar a ser só uma. Quem tem opinião segura sobre este assunto?

PARTIDOS – Os partidos são necessários porque em política não temos todos a mesma opinião nem as mesmas ideias. Mesmo no tempo de Salazar, quando os partidos estavam legalmente proibidos, havia dois: a União Nacional, criada e apoiada pelo regime, e a oposição, formada por todos aqueles que a ele se opunham. Mas sendo necessários, devem funcionar seriamente. E funcionar seriamente é desde logo funcionar com transparência. Os partidos não têm o direito de se fecharem. Em democracia, devem ser espaços abertos. Vou testar a abertura e transparência dos partidos em Famalicão. É fácil: basta visitá-los. Vou tentar mais uma vez.

(Em O Povo Famalicense, edição de 06 a 12/03/12)