domingo, 12 de maio de 2013

Entrevista de Paulo Cunha ao jornal O Povo Famalicense

Li com agrado a entrevista do Dr. Paulo Cunha dada ao jornal O Povo Famalicense de 7 de Maio de 2013. Julgo que temos um candidato do lado do PSD/CDS que tem valor e isso é motivo de satisfação. Apreciei particularmente a parte relativa à defesa da democracia participativa, chamando todos os famalicenses a uma cidadania activa. Também a decisão de apresentar candidatos às 49 freguesias do concelho merece aplauso, se entendida como a entendo. Apreciei menos o estilo da última resposta. Fico à espera de que tenha um opositor à altura (e melhor, claro) para bem do nosso concelho.

Resposta do Jovem Socialista Famalicense

Considero-me interpelado pelo texto que, sob o título Carta Aberta a Um Jovem Socialista Famalicense – O que se Passa com o PS de Famalicão, foi dado à estampa no passado dia 7 de Maio de 2013, no jornal O Povo Famalicense. Para tanto, pressuponho-me "jovem" e afirmo-me socialista. Partilho das reservas e das críticas que o Sr. Professor assinalou na sua missiva. Também sou da opinião de que o Partido Socialista leva longos e demasiados anos sem encontrar um caminho aberto, plural, participativo e ganhador. Demasiadas vezes, talvez, se afastou até da sua missão de partido político democrático ao serviço de Vila Nova de Famalicão e dos famalicenses. Mas a vida política faz-se de momentos e de participações. E, por isso, tenho que confessar que, nos últimos tempos, eu próprio me afastei (por motivos profissionais, universitários, académicos, pessoais e, também, políticos) do centro das decisões do Partido Socialista local. Ignoro, em larga medida, quais sejam as decisões e as opções mais relevantes tomadas recentemente. Mas tenho por certo duas coisas: a primeira é que este não é, para mim, o momento de discutir, serenamente, o futuro do PS. Outros tempos virão, depois da luta (e, espero, da vitória) autárquica, para analisar, debater e decidir, de forma inclusiva e participada, este futuro que todos os socialistas querem auspicioso e renovado. A segunda é que a proposta política do PS para Famalicão nunca deixará de ser uma proposta de liberdade, de igualdade, de auxílio e protecção aos mais desfavorecidos, de promoção do bem-estar e do emprego. Enfim, nunca deixará de ser uma proposta progressista e de bem-estar. Porque, no fundo, esta é a história dos 40 anos do Partido Socialista e dos seus valores fundamentais.

Pedro Cruz e Silva
Advogado

(Omiti a abertura da resposta e acrescentei o nome e profissão na parte final. Na próxima semana tenciono continuar este debate sobre o PS)

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Sol nas Cruzes e chuva na Feira Grande

É bem conhecido um dito popular que adverte do seguinte modo: Sol na Festa das Cruzes em Barcelos (fins de Abril, princípios de Maio) significa chuva na Feira Grande de Famalicão no dia 8 do mesmo mês. E o contrário também: chuva nas Cruzes, sol na Feira Grande. Assim sucedeu este ano. Esteve excelente sol durante a Festas das Cruzes (o dia principal é o 3) e hoje, dia 8, amanheceu a chover na Feira de Famalicão...

terça-feira, 7 de maio de 2013

Que se passa com o PS de Famalicão?

Devo dizer para começar que, mais do que o PS de Famalicão, me interessa Famalicão e a boa solução dos seus problemas. No entanto, o PS tem desempenhado, ao longo destes quase 40 anos de democracia, um papel muito importante no nosso concelho e daí que a ele me dirija para fazer uma pergunta: Que se passa com o PS de Famalicão? É preciso dizer, porque é de justiça, que o PS de Famalicão tem entre os seus membros (e deixo de lado, para simplificar, os simpatizantes) gente de muita qualidade, quer nas gerações mais velhas, quer nas gerações novas. Poderia citar muitos nomes numas e noutras. Pessoas qualificadas, que gostam de Famalicão, que não vivem da política, mas a ela se dedicam com muito empenho e que são respeitadas pela nossa comunidade. Apenas não cito nomes para não criar melindres. 

Ora, o problema é que apesar desses nomes e apesar de ter no concelho dezenas de milhar de eleitores, o PS não atravessa um bom momento. Longe disso! Pode dizer-se que o PS não consegue somar o que tem de bom nas diversas gerações para constituir uma equipa larga, unida e credível. Parece que ao passar do individual para o colectivo o PS subtrai e divide em vez de somar.

Como é evidente, o que acabo de dizer é a minha opinião firme, admitindo que haja outras diferentes. Mas é sobre a minha opinião que quero ouvir o jovem socialista famalicense a quem dirijo esta carta. Não revelo o seu nome, pois deixo isso à consideração do próprio, até porque pode entender não me responder e também porque esta carta poderia ser dirigida a outros jovens socialistas famalicenses que igualmente prezo. Mas se entender responder, ainda que mais pela nossa terra do que por mim, diga-me e repito: Que se passa com o PS de Famalicão? Porque não está, neste momento, no terreno a trabalhar em força e de uma forma bem visível a todos, apresentando de uma forma elaborada e consistente uma alternativa de governo municipal melhor do que a que temos? O PS famalicense não está a dar luta. O PS, a meu ver, assim não vai longe. E quem mais perde é o nosso concelho e isso é que é grave. E por isso o interpelo!
(Em Povo Famalicense, 07/05/13)

domingo, 28 de abril de 2013

As eleições estão aí!

As eleições estão aí e do lado do PSD/CDS nota-se bem. Vejam os jornais e tirem conclusões.

Do lado do PS quando a notícia de momento é saber se há problemas com o candidato, algo vai mal. O que esperamos do PS é saber o que pretende fazer de diferente se ganhar as próximas eleições. Queremos saber o que considera estar mal e pode ser bem resolvido. Queremos saber numa palavra o que pretendem fazer. E não basta um candidato firme e visível, é preciso uma equipa. É altura já (e é tarde) de termos notícias todas as semanas. Repito: todas as semanas. Olhem para o lado!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Eleições Locais 2013 – Vila Nova de Famalicão

Pretendo estar atento na medida do possível às eleições locais de 2013, particularmente no meu município (Vila Nova de Famalicão) e na minha freguesia, que continua a ser a de Vila Nova de Famalicão.

Quanto ao município, observo que a candidatura do PSD/CDS está no terreno e a andar a todo o vapor. Quanto à candidatura do PS, noto silêncio. Vai haver luta? Quanto à freguesia, noto silêncio nos dois lados. Não me admira. Eu não sei, sequer, qual é a minha freguesia.

domingo, 18 de novembro de 2012

Famalicão vai perder 15 freguesias?

O jornal Cidade Hoje da semana passada titulava: "Famalicão perde 15 freguesias". O título engana, pois deve ser lido no contexto da proposta de reorganização administrativa do concelho. E nesse contexto o que existe é uma mera proposta de redução do número de freguesias do nosso concelho. Vai ser necessária nova legislação para extinguir e criar freguesias.

Essa proposta deve merecer o repúdio dos famalicenses, pois não é assim que se procede. Por um lado, não há razões de fundo, nomeadamente financeiras, que determinem uma tal redução e a toda a pressa. Por outro lado, os actuais eleitos locais que vêm extinta ou fundida a sua freguesia estão numa situação complicada. Há quatro anos, quando foram eleitos, nem sequer falaram desta possibilidade aos seus eleitores. E agora com que cara vão dizer-lhes que a freguesia que lhes foi confiada acabou ou já não é a mesma e nada fizeram para contrariar isso?

Nas próximas eleições, sim. Este assunto deve ser amplamente debatido. As pessoas devem ficar cientes da possibilidade de uma reforma territorial e, depois, ela far-se-á ou não, mas sempre com os procedimentos adequados.
É certo que há quem invoque sempre como última razão o memorandum de entendimento que foi assinado pelo governo português e pelos principais partidos. Mas o argumento não procede. Na verdade, o memorandum mandava reduzir municípios e freguesias e o governo só actuou sobre as freguesias. Acresce que a finalidade era diminuir despesas. Ora, a diminuição de despesas com a redução de freguesias é irrelevante e não incomoda a troika, desde que lhe seja devidamente exposta. E mais estranho ainda neste aspecto financeiro é verificar que o governo, quando apresentou a proposta de lei à Assembleia da República que deu origem à actual Lei n.º 22/2012, de 30 de Maio, escreveu expressamente na exposição de motivos da proposta que a "racionalização do número de autarquias locais não visa uma redução da despesa pública a elas afecta".

Famalicão só perderá, desta forma atabalhoada, 15 freguesias se não reagir como deve, juntando-se a tantos outros municípios que pensam o mesmo e que não aceitam esta imposição.