domingo, 28 de maio de 2017

Fonte dos Pelames

Tive hoje o gosto de ver que a escadaria da Fonte dos Pelames da freguesia da sede do concelho, junto do antigo hospital, hoje Universidade Lusíada, estava limpa! Vou procurar saber se este bem público da nossa freguesia está devidamente inventariado e como. Já teve boa e procurada água, mas compreende-se que hoje tal não suceda. De qualquer modo, importa preservar esta fonte e o espaço que a envolve, neste momento mal cuidados.

sábado, 27 de maio de 2017

Placard de Publicidade – Protesto!

Durante décadas defendi a instalação de um placard no centro do centro da cidade. Ele está lá desde há algumas semanas, enorme, à sombra de uma árvore e a poucas dezenas de metros da Pastelaria Moderna.
Mas que desilusão!

O placard por que lutei era de natureza informativa, dando notícia das farmácias de serviço, dos eventos culturais e outros, das horas e da temperatura, da previsão meteorológica, etc.. Admitia, claro, que tivesse também publicidade, mas esta seria apenas para sustentar a informação. Porém, o que lá temos visto nestes dias é publicidade e só publicidade. Como é possível?

Quanto nos pagam para utilizar um espaço público (e por isso nosso) tão nobre para bombardear com publicidade? Vou tentar saber o que se passa. Para já, fica este veemente protesto.

domingo, 9 de abril de 2017

Famalicenses mortos na Grande Guerra

Hoje, domingo, é o dia 9 de Abril de 2017. Esta data evoca a batalha de La Lys, na qual milhares de portugueses foram mortos na Primeira Grande Guerra. Ainda ao fim da tarde, desloquei-me à Praça 9 de Abril, junto da antiga Matriz de Vila Nova de Famalicão, para evocar os famalicenses mortos nessa guerra e cujos nomes estão colocados no monumento lá existente.

Para o ano cumpre-se o centenário dessa terrível batalha e esperemos que a data seja devidamente assinalada.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Feira de produtos biológicos

Nos segundos e quartos sábados de cada mês há no centro de Famalicão (Praceta D.ª Maria II) uma feira de produtos biológicos. Que bom! Não sabia desta feira. Precisamos de nos unir em favor da nossa agricultura, e especialmente da biológica.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Famalicão: nem rasgo, nem brio!

O que têm em comum as cidades de Braga, Famalicão, Barcelos e Guimarães, para além de serem sede de municípios contíguos? Têm de comum o facto de se situarem entre os maiores 20 municípios do país em população. Têm todos mais de 100 000 habitantes.

O que separa, pelo contrário, estas cidades? A história. Braga, Guimarães e Barcelos são cidades de muitos séculos, com uma história muito rica, nomeadamente em monumentos. Famalicão apenas surge como uma vila digna desse nome no século XIX. Tornou-se um município com a actual configuração e cidade apenas em fins do século XX (1985).

Mas não é só a história que afasta a cidade de Famalicão das restantes. É o modo como respeita o seu centro histórico. O centro histórico de Guimarães (desde logo o Toural), o centro histórico de Braga, seja ele a Praça do Município ou a Avenida Central, e o centro histórico de Barcelos junto do Campo da Feira estão apresentáveis e dignos de receber visitas (ainda que todo o cuidado com eles seja pouco). Já o mesmo não sucede com o centro histórico de Famalicão junto do antigo Campo da Feira. A degradação do Hotel Garantia e da antiga Caixa Geral de Depósitos, que lhe fica em frente, merecem urgente intervenção, pois são (ou deveriam ser) motivo de vergonha. É uma situação que dura há mais de 40 anos sem que as sucessivas vereações municipais tenham sido capazes de lhe pôr cobro. Famalicão não precisa de um centro monumental, precisa de um centro decente.

Pior ainda. Agora, que a recente demolição de um prédio e subsequente derrocada de uma farmácia que ficam junto do hotel faziam esperar uma intervenção global, de nada se ouve falar. Escrevia há pouco tempo que a derrocada da farmácia, que foi notícia a nível nacional, deveria ser uma oportunidade para fazer algo sério no centro histórico de Famalicão e que nos dias ou semanas seguintes logo se veria. Já se está a ver.

Ninguém, julgo que mesmo ninguém, levantou publicamente a voz em favor da reabilitação do nosso centro histórico e assim vai continuar tudo na mesma pelo menos por mais uma década. Não há rasgo, nem brio!

Do que se ouve falar, pasme-se, é da instalação da farmácia num contentor numa praça pública. Se assim for, perde a farmácia (as farmácias não são para colocar em contentores), perde a praça (o espaço público não é para isso) e perde a cidade. Dirão que é uma solução provisória. Todos sabemos como são essas tacanhas soluções provisórias.

(Em Diário do Minho)

sábado, 8 de outubro de 2016

O Voltas (Ida e Volta)

Julgo que pouca gente, mesmo em Famalicão, saberá o que é o Voltas. O Voltas é um moderno autocarro destinado a facilitar a mobilidade dos cidadãos dentro da cidade de Vila Nova de Famalicão. Começou a funcionar há pouco tempo (22 de Setembro de 2016) e as pessoas ainda não se habituaram a ele, julgo. Também ainda não estou convencido do seu êxito.

Gostaria muito que constituísse um sucesso, mas ele precisa para isso de ter uma boa e rápida ligação entre a estação ferroviária, o centro da cidade e a estação rodoviária e não estou certo que a tenha.

O trânsito em Famalicão nas horas de ponta é complicado, o comboio não espera e duvido que o Voltas tenha isso em consideração. Sucede ainda que o regresso da estação para a cidade demora muito a chegar ao centro e isso também não ajuda nada. Acresce que utilizar o autocarro é gratuito para quem tem título rodoviário, mas custa um euro para quem não o tem, mesmo que tenha um título ferroviário. Se a atual IP, a anterior REFER e a CP não perceberem a importância que tem o Voltas não se vai longe. Na informação que procurei na net sobre este novo transporte urbano não consegui saber duas coisas fundamentais: qual é o total do percurso do autocarro e quanto tempo demora a fazê-lo, em regra, quer nos períodos normais, quer nos períodos de ponta (princípio da manhã, fim da tarde e muitas vezes o do reinício das aulas ao princípio da tarde). A meu ver, havia uma solução mais barata que o Voltas, mas sobre ela só falarei se necessário for. Agora é tempo de apostar nesta iniciativa.

P.S.: Fico muito contente por saber que o meu concelho vai acolher generosamente centenas de refugiados. É um dever que temos, pois são o nosso próximo. Quando perdermos essa crença, está perdido o essencial da nossa fé e mesmo da nossa civilização.

P.S. 2: Sempre pensei que a probabilidade de António Guterres ser eleito Secretário-Geral da ONU era praticamente nula. Era claro para mim que qualidades para tal não lhe faltava, mas convencer o Conselho de Segurança da ONU e ser eleito, quando tudo apontava para a escolha de uma mulher, era muito complicado. Enganei-me. Que bom!

(Em Diário do Minho)

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

O centro do centro de Famalicão

Considero que o centro de Famalicão é o cruzamento da Rua Adriano Pinto Basto com a Rua de Santo António e a Praça D.ª Maria II (antigo campo da feira). Ora, o centro do centro de Famalicão está em degradação há várias décadas. 

O Hotel Garantia já deixou de ser hotel há mais 40 anos (em que ano fechou as portas?) e o edifício da antiga Caixa Geral de Depósitos (quando deixou de lá funcionar este banco?) serve, desde há muitos anos, apenas para colocar anúncios fúnebres. Tem-se salvo o edifício que foi da Ourivesaria Cunha e que, depois de um longo período com um stand de automóveis, tem hoje uma utilização mais condigna.

Contra a degradação desta muito nobre zona urbana da nossa cidade ainda não houve governo municipal capaz de lhe fazer frente. Nenhum! Fazer frente a esta degradação implicava ter um plano para aquela zona devidamente estudado, planeado, publicamente debatido e anunciado e persistentemente executado depois de aprovado. 

Em vez disso, acabou há poucas semanas de se operar a demolição do prédio que foi da Confeitaria Vieira de Castro (onde morou e trabalhou um dos grandes industriais famalicenses do século XX) e anuncia-se agora, em vez dele, um prédio com cércea superior à do hotel (5 pisos, sendo 4 acima da cota de soleira) que provoca muitas perguntas.

Não houve ali até há pouco tempo um anúncio para uma obra bem diferente? A que título fazer ali um prédio de 5 pisos sem um adequado enquadramento urbanístico devidamente publicitado? Expliquem-nos bem o que se vai fazer naquela zona da cidade (diz-se que pertence tudo ou praticamente tudo ao mesmo dono) ou se se trata apenas de mais uma inadequada e desastrada intervenção isolada. Para responder a estas e outras perguntas é preciso tempo e boa vontade da câmara e dos serviços de urbanismo. Tempo tenho muito pouco. Boa vontade da câmara e dos serviços conto com ela.

E já agora: ninguém mais se interessa mesmo pelo centro do centro da nossa cidade?

P.S.: A fusão da freguesia de Vila Nova de Famalicão com a de Calendário foi um erro. O que tem sido feito para lhe pôr cobro? Quando telefono para a antiga freguesia de Famalicão remetem-me frequentemente (assuntos mais delicados) para Calendário, que pouco liga. Ficamos vassalos.

(Em Opinião Pública)