domingo, 18 de junho de 2017

Manuel Campos Pereira – Médico

Manuel Campos Pereira
(19..2017)
In Memoriam
Há pessoas que passam a vida – às vezes longa, às vezes curta e por vezes difícil, por razões pessoais ou familiares – fazendo o bem. Os médicos têm, pela natureza da sua profissão, um lugar especial entre essas pessoas. Quando esses médicos, para além da competência profissional têm elevadas qualidades humanas, está o caminho traçado para ocuparem um lugar especial na vida da comunidade onde trabalharam e das pessoas que os conheceram e que beneficiaram dos seus cuidados. É o caso do Dr. Manuel Campos Pereira, médico famalicense de cirurgia e clínica geral, que nos acaba de deixar.

Tive a oportunidade de o consultar várias vezes em situação de necessidade e sempre dele recebi, não só um tratamento adequado, como um acolhimento muito humano.

O Dr. Campos Pereira quando começou a exercer medicina em Famalicão tinha apenas meia dúzia de colegas. Manteve-se ao longo de décadas na primeira linha da medicina, não tendo sido ofuscado pela chegada de largas dezenas de colegas que passaram a exercer também a mesma profissão.

Fica este breve registo porque frequentemente não valorizamos devidamente pessoas que tiveram como lema na vida pôr os seus elevados talentos ao serviço dos outros.

(Em Opinião Pública, 08/06/17 – salvo erro)

domingo, 28 de maio de 2017

Fonte dos Pelames

Tive hoje o gosto de ver que a escadaria da Fonte dos Pelames da freguesia da sede do concelho, junto do antigo hospital, hoje Universidade Lusíada, estava limpa! Vou procurar saber se este bem público da nossa freguesia está devidamente inventariado e como. Já teve boa e procurada água, mas compreende-se que hoje tal não suceda. De qualquer modo, importa preservar esta fonte e o espaço que a envolve, neste momento mal cuidados.

sábado, 27 de maio de 2017

Placard de Publicidade – Protesto!

Durante décadas defendi a instalação de um placard no centro do centro da cidade. Ele está lá desde há algumas semanas, enorme, à sombra de uma árvore e a poucas dezenas de metros da Pastelaria Moderna.
Mas que desilusão!

O placard por que lutei era de natureza informativa, dando notícia das farmácias de serviço, dos eventos culturais e outros, das horas e da temperatura, da previsão meteorológica, etc.. Admitia, claro, que tivesse também publicidade, mas esta seria apenas para sustentar a informação. Porém, o que lá temos visto nestes dias é publicidade e só publicidade. Como é possível?

Quanto nos pagam para utilizar um espaço público (e por isso nosso) tão nobre para bombardear com publicidade? Vou tentar saber o que se passa. Para já, fica este veemente protesto.

domingo, 9 de abril de 2017

Famalicenses mortos na Grande Guerra

Hoje, domingo, é o dia 9 de Abril de 2017. Esta data evoca a batalha de La Lys, na qual milhares de portugueses foram mortos na Primeira Grande Guerra. Ainda ao fim da tarde, desloquei-me à Praça 9 de Abril, junto da antiga Matriz de Vila Nova de Famalicão, para evocar os famalicenses mortos nessa guerra e cujos nomes estão colocados no monumento lá existente.

Para o ano cumpre-se o centenário dessa terrível batalha e esperemos que a data seja devidamente assinalada.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Feira de produtos biológicos

Nos segundos e quartos sábados de cada mês há no centro de Famalicão (Praceta D.ª Maria II) uma feira de produtos biológicos. Que bom! Não sabia desta feira. Precisamos de nos unir em favor da nossa agricultura, e especialmente da biológica.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Famalicão: nem rasgo, nem brio!

O que têm em comum as cidades de Braga, Famalicão, Barcelos e Guimarães, para além de serem sede de municípios contíguos? Têm de comum o facto de se situarem entre os maiores 20 municípios do país em população. Têm todos mais de 100 000 habitantes.

O que separa, pelo contrário, estas cidades? A história. Braga, Guimarães e Barcelos são cidades de muitos séculos, com uma história muito rica, nomeadamente em monumentos. Famalicão apenas surge como uma vila digna desse nome no século XIX. Tornou-se um município com a actual configuração e cidade apenas em fins do século XX (1985).

Mas não é só a história que afasta a cidade de Famalicão das restantes. É o modo como respeita o seu centro histórico. O centro histórico de Guimarães (desde logo o Toural), o centro histórico de Braga, seja ele a Praça do Município ou a Avenida Central, e o centro histórico de Barcelos junto do Campo da Feira estão apresentáveis e dignos de receber visitas (ainda que todo o cuidado com eles seja pouco). Já o mesmo não sucede com o centro histórico de Famalicão junto do antigo Campo da Feira. A degradação do Hotel Garantia e da antiga Caixa Geral de Depósitos, que lhe fica em frente, merecem urgente intervenção, pois são (ou deveriam ser) motivo de vergonha. É uma situação que dura há mais de 40 anos sem que as sucessivas vereações municipais tenham sido capazes de lhe pôr cobro. Famalicão não precisa de um centro monumental, precisa de um centro decente.

Pior ainda. Agora, que a recente demolição de um prédio e subsequente derrocada de uma farmácia que ficam junto do hotel faziam esperar uma intervenção global, de nada se ouve falar. Escrevia há pouco tempo que a derrocada da farmácia, que foi notícia a nível nacional, deveria ser uma oportunidade para fazer algo sério no centro histórico de Famalicão e que nos dias ou semanas seguintes logo se veria. Já se está a ver.

Ninguém, julgo que mesmo ninguém, levantou publicamente a voz em favor da reabilitação do nosso centro histórico e assim vai continuar tudo na mesma pelo menos por mais uma década. Não há rasgo, nem brio!

Do que se ouve falar, pasme-se, é da instalação da farmácia num contentor numa praça pública. Se assim for, perde a farmácia (as farmácias não são para colocar em contentores), perde a praça (o espaço público não é para isso) e perde a cidade. Dirão que é uma solução provisória. Todos sabemos como são essas tacanhas soluções provisórias.

(Em Diário do Minho)

sábado, 8 de outubro de 2016

O Voltas (Ida e Volta)

Julgo que pouca gente, mesmo em Famalicão, saberá o que é o Voltas. O Voltas é um moderno autocarro destinado a facilitar a mobilidade dos cidadãos dentro da cidade de Vila Nova de Famalicão. Começou a funcionar há pouco tempo (22 de Setembro de 2016) e as pessoas ainda não se habituaram a ele, julgo. Também ainda não estou convencido do seu êxito.

Gostaria muito que constituísse um sucesso, mas ele precisa para isso de ter uma boa e rápida ligação entre a estação ferroviária, o centro da cidade e a estação rodoviária e não estou certo que a tenha.

O trânsito em Famalicão nas horas de ponta é complicado, o comboio não espera e duvido que o Voltas tenha isso em consideração. Sucede ainda que o regresso da estação para a cidade demora muito a chegar ao centro e isso também não ajuda nada. Acresce que utilizar o autocarro é gratuito para quem tem título rodoviário, mas custa um euro para quem não o tem, mesmo que tenha um título ferroviário. Se a atual IP, a anterior REFER e a CP não perceberem a importância que tem o Voltas não se vai longe. Na informação que procurei na net sobre este novo transporte urbano não consegui saber duas coisas fundamentais: qual é o total do percurso do autocarro e quanto tempo demora a fazê-lo, em regra, quer nos períodos normais, quer nos períodos de ponta (princípio da manhã, fim da tarde e muitas vezes o do reinício das aulas ao princípio da tarde). A meu ver, havia uma solução mais barata que o Voltas, mas sobre ela só falarei se necessário for. Agora é tempo de apostar nesta iniciativa.

P.S.: Fico muito contente por saber que o meu concelho vai acolher generosamente centenas de refugiados. É um dever que temos, pois são o nosso próximo. Quando perdermos essa crença, está perdido o essencial da nossa fé e mesmo da nossa civilização.

P.S. 2: Sempre pensei que a probabilidade de António Guterres ser eleito Secretário-Geral da ONU era praticamente nula. Era claro para mim que qualidades para tal não lhe faltava, mas convencer o Conselho de Segurança da ONU e ser eleito, quando tudo apontava para a escolha de uma mulher, era muito complicado. Enganei-me. Que bom!

(Em Diário do Minho)