terça-feira, 17 de março de 2009

Eleições locais (V) – Política é coisa séria

Quando pensamos em eleições pensamos logo em nomes. Mas a meu ver é muito redutor pensar assim. Os nomes são importantes, mas mais importantes são as ideias e os projectos para pôr em prática. Um exemplo: Famalicão precisa de um parque municipal à altura do grande concelho que é. Ora, o que é mais importante daqui a quatro anos? Olharmos para trás e vermos que elegemos um presidente da câmara ou ver que finalmente, por causa dessas eleições, temos um parque da cidade de grande qualidade? Se bem estão lembrados, esse parque estava na agenda eleitoral como promessa em 2001. Em 28 de Janeiro de 2002, em entrevista ao jornal Opinião Pública, o actual presidente da câmara dizia a este respeito: "É a grande obra que quero fazer". 

Estamos em 2009 e o Jornal de Famalicão de 6 de Março apresentava em primeira página uma expressiva e desoladora fotografia relativa à Quinta da Devesa e perguntava: "Onde está o pulmão da cidade?". Entretanto  e pelo que se vai sabendo  está em preparação um parque da cidade sem ambição. Um parque de segunda!

P.S.: Na semana passada, uma brigada do município, obedecendo a ordens superiores, entrou pela Rua Conselheiro Santos Viegas com a finalidade de aparar as ameixoeiras que lá estão. Procedeu assim em plena floração das mesmas, num momento em que muito embelezavam a rua. Difícil de compreender.

P.P.S.: Os passeios da cidade são lugares de alto risco! Vejam bem onde colocam os pés, pois os buracos estão à espreita para nos deitarem ao chão sem contemplações.

(Texto atrasado no envio à redacção)

terça-feira, 3 de março de 2009

Eleições locais (IV) – Há movimento

Reis Campos reúne semanalmente no âmbito da preparação da candidatura à câmara municipal. Acho que faz muito bem. Este trabalho de equipa deve ser metódico e paciente. Sei que trabalha também nas freguesias. Excelente! As freguesias são decisivas. E como estão as coisas na coligação PSD/CDS? Há novidades?

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Eleições locais (III) – Passos necessários

Fez bem Reis Campos com o PS ao reunir várias centenas de pessoas num jantar no passado sábado (jantar pago por cada comensal, como mandam as boas práticas). É um sinal de que está em marcha um movimento que vai para além do próprio partido e no qual muitos famalicenses depositam esperança. Não se pode dizer, pois, que não há alternativa em Famalicão. O que se pode dizer é que esta alternativa tem muito trabalho pela frente. Existe, por exemplo, um site de pré-campanha através do qual se possa acompanhar as ideias e a actividade por ela desenvolvida ?

P.S.: Não acham estranho que a oposição esteja tão silenciosa perante os ataques movidos contra Sócrates? Tão solícitos os partidos da oposição a chamá-lo ao Parlamento por tudo e por nada, neste caso nada dizem. Porquê? Não me digam que é por respeito ao PrimeiroMinistro, porque não acredito.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Eleições locais (II) – Muito silêncio

Como vão as coisas quanto a eleições locais? Há muito pouco de novo, pelo menos na imprensa. Sabe-se que a candidatura de Reis Campos obrigou o actual presidente a ter de se pronunciar quando lhe conviria falar o mais tarde possível. Veio dizer, embora de modo não explícito, aquilo que se previa, ou seja, que se candidata de novo. Temos, pois, a luta principal definida entre o PS liderado por Reis Campos e o PSD/CDS liderado por Armindo Costa. É o PS quem tem de trabalhar mais se quer vencer. Quem está dentro do poder tem o trabalho facilitado.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Eleições locais – Os cidadãos e as eleições

A ideia de que as eleições são uma coisa dos políticos e que os cidadãos apenas têm que votar (ou não) no momento próprio é errada. Nós cidadãos temos muito a dizer sobre eleições para além de votar. Deixemos de lado as eleições europeias e legislativas e dediquemos atenção às eleições locais. O que nos interessa ao votar para as eleições locais a realizar depois do Verão é que apareçam candidaturas que tenham interesse, ou seja, com pessoas e ideias que nos levem a dizer: "Vale a pena votar!". Para isso é preciso trabalhar desde já. E esse trabalho não deve ser feito apenas pelos partidos e dentro dos partidos. Deve ser feito de modo aberto com debate público. Queremos aqui de algum modo dar um contributo.

Do lado do PS, o trabalho parece estar no terreno e a candidatura de Reis Campos permite esperar uma boa lista e um bom programa, mas estamos a falar apenas de "parece" e de "esperança", pois de concreto sabe-se ainda muito pouco.

Quanto ao lado do PSD não se sabe se vai coligado de novo com o CDS (embora nada indique mudança de posição), também não se sabe quem vai ser o líder (embora não se espere nada de novo) e muito menos qual a equipa. Seria bom que se começasse a saber um pouco mais. Uma mera repetição de 2005 não será, a nosso ver, uma boa solução. Temos direito, como cidadãos, a duas boas listas, pelo menos, para escolher.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Assembleia de freguesia activa

No dia 23 de Dezembro de 2008 decorreu uma reunião da assembleia de freguesia de Vila Nova de Famalicão. Alguém deu por ela? E, no entanto, foi uma reunião com interesse, destinada nomeadamente a aprovar o orçamento da freguesia para 2009, que ascende a um pouco mais de 260 mil euros.Dos 13 membros estavam presentes 12 e para além de um voto de pesar pelo falecimento de Carlos Ilhão Peixoto, aprovado por unanimidade, tudo o resto foi discutido vivamente e votado por maioria.

Não cabe aqui fazer o relato da reunião (é pena que ninguém o faça), basta dizer que os problemas da zona norte da cidade e da ligação desta com o centro foram objecto de aceso debate e voltarão a ser debatidos por iniciativa dos membros da assembleia que integram o grupo socialista.

São problemas que passam também pela vontade dos órgãos do município, mas mal de uma assembleia de freguesia que se cala e não traz para o debate público uma situação que se arrasta e prejudica seriamente os interesses dos famalicenses que residem na nossa freguesia.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Assembleia municipal: breve impressão

Passei pela biblioteca para ver o início de uma reunião ordinária da assembleia municipal e a impressão geral não foi positiva, pese embora todo o respeito que os seus membros me merecem. Na verdade, os senhores deputados municipais continuam a sentar-se aos pés da câmara e da mesa que preside aos trabalhos sem consciência de que não é esse o seu lugar. A assembleia apenas não reúne em local mais apropriado porque não quer.

Para além disso, continuam a marcar presença naquela sala instrumentos obsoletos. Ainda existe uma campainha com um som estridente  que mais parece uma daquelas que se usam em certas escolas para chamar os alunos do recreio  que serviu para advertir mais de uma vez os senhores deputados de que deveriam ocupar os seus lugares.

Logo no início houve um incidente com o presidente da mesa a cortar a palavra a um deputado. Quem se excedeu? O deputado ou o presidente?

Por fim, a agenda da reunião foi marcada inteiramente pela câmara como se o município não tivesse outros problemas bem sérios para tratar. Que anda a fazer a comissão permanente da assembleia?

(Em O Povo Famalicense, 30/09/08)