segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

É preciso mudar!

O texto de Carlos de Sousa publicado há 15 dias merecia leitura e tratamento atento, bem como o de Edna Cardoso na semana passada. Porém, andamos todos sempre a correr de um lado para o outro e o que se escreve há 15 dias já não lembra a ninguém. 

Escrevia Carlos de Sousa que o nosso município deveria estar atento à situação que vivemos actualmente e, assim, criar uma unidade de missão municipal dedicada à "Economia e Novos Investimentos" e dar também uma atenção especial às instituições de solidariedade social (IPSS). Sugeria também, noutro contexto, a importância da abertura de um pólo ou extensão do IPCA (Instituto Politécnico do Cávado e do Ave).

Retomo esta sugestão do pólo do IPCA para dizer que uma das facetas mais negativas destes últimos 10 anos de administração municipal tem sido a perda de oportunidades e esta é uma delas. O nosso município teve a oportunidade (única) de ter ensino superior público e desperdiçou-a. A câmara municipal prejudicou Famalicão. Para não se perderem outras oportunidades e para mudar de política municipal era preciso trabalhar muito e desde já. Não se vê trabalho sério e continuado!

P.S.: É quase caricato: quando era necessário alargar a EN n.º 14, depois da rotunda de Santo António, em direcção a Braga, derrubando aquele velho muro de mais de 200 metros até ao Tribunal, o que se fez, nestes últimos dias, foi limpar as ervas que crescem junto dele!

P.S.: A entrevista feita pelo Jornal de Famalicão ao Monsenhor Joaquim Fernandes é, para além do mais, que não é pouco, uma lição de história local. Merece leitura atenta. E venha a continuação…

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Oposição, precisa-se!

O nosso concelho tem mais de 100.000 habitantes, dos quais cerca de 100 são membros da assembleia municipal e 10 são vereadores. Pois apesar disso, muito poucos manifestam por escrito, de uma forma regular, a sua opinião sobre a vida do concelho, os seus anseios e os seus problemas. É por isso de saudar que no princípio deste ano, dois colaboradores regulares deste semanário, Carlos de Sousa (deputado municipal) e Mário Martins (vereador), tenham dedicado a sua atenção ao nosso município.

Carlos de Sousa teve o cuidado de "alinhavar 11 sugestões para a melhoria da situação de Vila Nova de Famalicão e da comunidade famalicense". Mário Martins, por sua vez, fazendo uma reflexão, que também me tem ocupado, lembra que as "autárquicas de 2013 estão aí à porta" e que é preciso trabalhar desde já. São dois textos que merecem leitura atenta, mas como o meu tempo é pouco e porque não costumo escrever muito, vou hoje dar atenção ao texto de Mário Martins. Ele toma uma posição clara que assenta no seguinte: o Partido Socialista é o único partido que pode pretender disputar a liderança à coligação PSD/PP e deve actuar já, pondo no terreno o seu candidato ou candidata a presidente da câmara municipal. Estou inteiramente de acordo, acrescentando apenas um pormenor. O ter um ou uma candidata no terreno não significa apenas ter uma pessoa para disputar eleições, significa ter uma pessoa que nos convença que conhece bem os problemas do nosso concelho, que é capaz de fazer uma boa equipa e fazer uma oposição credível.

O actual governo do município merece muitas críticas que deveriam ser feitas pelo líder da oposição e isso não se vê. Se o Partido Socialista não percebe que fazer oposição de uma forma responsável é um dever durante o período de quatro anos que medeia entre eleições, então não percebe o que é a democracia e não merece ter sob a sua responsabilidade o governo do nosso município. Pela minha parte e como famalicense sem pretensão de exercer política activa, não deixarei de estar particularmente atento ao que se for passando. Espero que Mário Martins faça o mesmo e que possamos trocar, por este meio, alguns pontos de vista, pois o diálogo enriquece. Este desafio abrange também Carlos de Sousa e todos os que estejam dispostos a trabalhar pelo bem do nosso município.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Voto de congratulação ou pedido de desculpas?

Li na imprensa local que foi votado e aprovado um voto de congratulação pelo realojamento da comunidade cigana na Urbanização das Bétulas, erradicando-se desse modo as "barracas junto da estação". O PS absteve-se. É minha opinião que a assembleia municipal deveria ter aprovado um pedido de desculpas. Um pedido de desculpas subscrito pelo PS, pelo PSD e pelo CDS nos termos do qual se pedia desculpa aos famalicenses por só agora se ter resolvido um problema que se arrastou por cerca de 30 anos e principalmente desculpas por não se ter aproveitado a duplicação e electrificação da via férrea Braga–Porto, efectuada por ocasião do Euro 2004, para fazer da velha estação da CP uma estação com vida, como a REFER propôs e que teria dado àquela zona todo um outro aspecto. Na verdade, se tivéssemos câmaras à altura ter-se-ia resolvido o problema da comunidade cigana, teríamos uma estação melhor do que a da Trofa e o espaço envolvente seria hoje um emblema da nossa cidade e não o buraco que lá está. Não houve rasgo nem engenho para tal.

P.S.: Próxima semana: Oposição, precisa-se!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Várias

BESOURO BARULHENTO  A câmara municipal tem o hábito de nos dar os "bons dias" pelas seis horas da manhã através de um tanque civil (mas que poderia ser militar pelo barulho que faz) e que tem por missão, julga-se, limpar as ruas do centro da cidade. É estranho que este besouro barulhento não tenha suscitado ainda a justificada ira dos que sofrem os seus efeitos.

ECODESLEIXO – Quem ainda se lembra da velha estrada nacional que passava pelas Cruz Velhas, seguia junto às antigas urgências do hospital e atravessava duas passagens de nível, a da Linha do Minho (remodelada em 2004) e a da Linha da Póvoa (em má hora encerrada) em direcção a Brufe, sabe onde fica a ecovia. Esta, com início assinalado por uma placa, está num estado deplorável, dificultando a passagem a pé por causa da água que por ali escorre (para além de deslizamento de terras). Uma intervenção adequada resolvia facilmente o problema a não ser que o desleixo continue a imperar.

ABANDONO – Também não se justifica que o resto da via (no sentido oposto, ou seja, em direcção à estação ferroviária) não seja devidamente limpo. Ainda que não possa funcionar, por enquanto, como ecovia, podia e devia mostrar a todos que o dono (o município) trata devidamente o que lhe pertence.

ESTAÇÃO E PUBLICIDADE  Quando é que a câmara municipal sempre pronta a fazer publicidade (através de grandes painéis), coloca um deles no lugar agora desocupado pela comunidade cigana, anunciando o que ali se vai fazer? Ou não se vai fazer nada, contrariando o prometido? Por ali passam largas centenas de pessoas todos os dias. Há muito silêncio da câmara e da oposição sobre este assunto. Será mais importante a cidade desportiva?

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Sociedade de consumo

10.000 objectos por cada família. Que vivemos numa sociedade de consumo, já sabia. Que nessa sociedade de consumo nos incitam a comprar, comprar, mesmo coisas de utilidade ou proveito duvidoso, também sabia. Que, nesta corrida ao consumo, as pessoas e famílias cada vez mais se endividam e, de tal forma, que depois sucedem graves crises também todos sabemos e estamos a experimentar.

O que não sabia é que, de acordo com um estudo efectuado por entidade credível, cada família tem em média 10.000 objectos em casa! Por objectos, entenda-se aqui coisas que se compram, desde uma pasta de dentes, uma esferográfica, uma camisa ou uma televisão. Dez mil objectos! E, ao que parece, para uma família de 4 pessoas 500 objectos chegariam para as necessidades normais.

A este propósito já repararam na quantidade de casas chinesas que temos na nossa cidade? Já lhes perdi a conta. E quanto às chamadas superfícies comerciais vejam só as que temos no âmbito da nossa cidade: E.Leclerc, Jumbo, Intermarché, Freitas, Lidl, Pingo Doce (2) e Minipreço. Tudo sem contar supermercados e outras superfícies de menor dimensão.
Algo está mal e ainda vai piorar se não mudarmos de rumo.

P.S.: Será que a câmara municipal trata mesmo por igual a imprensa local?

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Boas notícias!

Lia-se na imprensa local da semana passada que, por deliberação da câmara municipal, a comunidade cigana da estação vai mudar para a Urbanização das Bétulas no próximo dia 13 de Dezembro e que nesse mesmo dia serão demolidas as barracas ali existentes, limpando-se todo aquele espaço para que a REFER possa ali construir um interface rodoferroviário com parque de estacionamento e zona comercial.

São boas notícias: não só a mudança daquelas pessoas para um local próprio para habitar, como a construção de um interface rodoferroviário, de parque de estacionamento e de zona comercial.
Isto já deveria ter acontecido há pelo menos seis anos. O atraso é grande e importa agora executar rápida e integralmente o prometido. Justifica-se mesmo a presença de um dirigente da REFER neste acto para termos informação sobre o calendário dos trabalhos.

P.S.: Será que a câmara municipal trata por igual a imprensa local?

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Pequenas coisas

No dia 20 de Novembro de 210, cerca das 20h, na Rua Conselheiro Santos Viegas e no prédio mais valioso que ela contém ( já foi sede, ainda que provisória, da câmara municipal), uma viatura do Bombeiros Voluntários Famalicenses, utilizando uma escada apropriada, retirou uma telha que ameaçava cair sobre o passeio. A telha antiga é boa e pesada e caso caísse sobre um transeunte podia ter efeitos letais. Tal não sucederá por via do cuidado de um "civil" (expressão dos bombeiros), que alertou para o perigo, e da actuação pronta dos "Famalicenses", com a ajuda da polícia municipal. 

Um bom exemplo de actuação de um cidadão vigilante e de uma corporação que está sempre pronta para ajudar. De qualquer modo, deve ter ficado a faltar uma telha neste telhado e isto leva-nos a reflectir sobre a protecção e recuperação dos edifícios no centro da cidade. Tema para outra oportunidade.

P.S.: Belíssimo o "Sanctus" cantado na missa do meio-dia, do passado domingo, em Calendário. Parabéns ao muito jovem grupo coral.